Diferenças entre edições de "Sardanápalo"

sem resumo de edição
Etiquetas: Editor Visual Edição via dispositivo móvel Edição feita através do sítio móvel Edição móvel avançada
Segundo Diodoro, Sardanápalo ultrapassou todos os seu antecessores em ociosidade e luxúria, tendo passado toda a sua vida em autoindulgência. Vestia roupa feminina e usava maquilhagem. Tinha muitas concubinas, não só mulheres mas também homens. Escreveu o próprio [[epitáfio]], onde dizia que o prazer físico é o único propósito na vida. O seu estilo de vida causou insatisfação no Império Assírio, que levou a uma conspiração contra ele liderada por um tal de "[[Arbaces]]". Uma aliança de [[medos]], persas e [[Babilônia (região)|babilónios]] desafiou os assírios. Sardanápalo envolveu-se pessoalmente nos combates e repeliu várias vezes os rebeldes, mas não conseguiu derrotá-los. Pensando que o tinha conseguido, Sardanápalo voltou ao seu estilo de vida decadente, ordenando sacrifícios e celebrações. Entretanto os rebeldes receberam reforços da [[Báctria]] e as tropas de Sardanápalo foram surpreendidas quando festejavam e foram derrotadas.{{Carece de fontes|hist-mo|bioh|data=outubro de 2016}}
 
Sardanápalo voltou à sua capital [[Nínive]] para a defender, ao mesmo tempo que colocou no comando do seu exército o seu cunhado, que foi rapidamente derrotado e morto. Após ter posto a sua família em segurança, Sardanápalo preparou-se para resistir em Nínive. Conseguiu aguentar um longo cerco, mas chuvas intensas provocaram cheias no [[Rio Tigre|Tigre]], que levaram à queda de uma das muralhas de defesa. Para evitar cair nas mãos dos seus inimigos, Sardanápalo mandou erigir uma enorme pira funerária para si próprio, onde empilhou ''"todo o seu ouro, prata e trajes reais"'', após o que encerrou todos os seus eunucos e concubinas dentro da pira, à qual lançou fogo e onde morreu com eles.<ref name=diod1/><ref>{{Citar livro|url=https://books.google.com.br/books?id=xUqyDwAAQBAJ&q=sardanapalus+diodorus&pg=PA327&redir_esc=y|título=Intelligence, Creativity and Fantasy: Proceedings of the 5th International Multidisciplinary Congress (PHI 2019), October 7-9, 2019, Paris, France|ultimo=Kong|primeiro=Mário S. Ming|ultimo2=Monteiro|primeiro2=Maria do Rosário|ultimo3=Neto|primeiro3=Maria João Pereira|data=2019-09-30|editora=CRC Press|lingua=en}}</ref><ref>{{Citar livro|url=https://books.google.com.br/books?id=LPWhAgAAQBAJ&q=sardanapalus+epitaph&pg=PA96&redir_esc=y|título=From Archaeology to Spectacle in Victorian Britain: The Case of Assyria, 1845-1854|ultimo=Malley|primeiro=Professor Shawn|data=2013-05-28|editora=Ashgate Publishing, Ltd.|lingua=en}}</ref>
 
O autor grego {{ilc|Quérilo de Iaso||Choerilus de Iasus|Quérilo de Iasos}} ({{-séc|IV}}) compôs um epitáfio a Sardanápalo, que segundo ele foi traduzido do [[Caldeia|caldeu]].<ref name=deip/>
Não há evidências provenientes da Mesopotâmia que Assurbanípal ou Samassumauquim tivessem um estilo de vida hedonística, que tivessem sido homossexuais ou travestis. As fontes apresentam ambos como governantes fortes, disciplinados e ambiciosos e Assurbanípal era conhecido como um rei letrado e estudioso que se interessava por [[matemática]], [[astronomia]], [[astrologia]], [[história]], [[zoologia]] e [[botânica]].<ref name=roux/>
 
Foi Samassumauquim que foi cercado e derrotado em Babilónia, tendo os seus aliados sido esmagados, não Assurbanípal em Nínive. Há uma inscrição posterior à derrota dele em {{AC|648|n}}, onde se lê: ''«eles arrastaram Shamash-shum-ukkin, o irmão inimigo que me atacou, para a violenta conflagração»''.<ref name=mel/>
{{Quote2|''... eles arrastaram Samassumaquim, o irmão inimigo que me atacou, para a violenta conflagração»''.<ref name=mel/>}}
 
A {{ilc|queda de Nínive||Cerco de Nínive (612 a.C.)|Batalha de Nínive (612 a.C.)}} ocorreu entre 613 e {{AC|611|n}} (provavelmente em {{AC|612|n}}), quando a Assíria se encontrava muito enfraquecida devido a uma série de severas guerras civis entre pretendentes ao trono. Os seus antigos súditos tiraram partido desses conflitos e libertaram-se do jugo assírio. A Assíria foi atacada em {{AC|616|n}} por tropas duma aliança de [[medos]], [[citas]], babilónios, [[caldeus]], [[persas]], [[cimérios]] e elamitas. Nínive foi cercada e saqueada em {{AC|612|n}}, durante o reinado do rei assírio [[Sinsariscum]], o terceiro ou quarto monarca depois de Assurbanípal, que provavelmente foi morto quando defendia a sua capital, apesar dos registos serem fragmentários. O sucessor de Sinsariscum, [[Assurubalite II]], foi o último rei da Assíria independente até {{AC|605|n}} e governou a partir de [[Harã]], a última capital do reino. A Assíria passou depois a ser uma província ocupada e uma entidade geopolítica que só desapareceria depois da [[Conquista muçulmana da Pérsia|conquista muçulmana da Mesopotâmia]], no {{+séc|VII}} A área ainda é atualmente habitada por uma minoria [[Cristianismo|cristã]] [[Assírios|assíria]] que fala {{ilc|aramaico oriental||Língua aramaica oriental|Línguas aramaicas orientais}}.{{Carece de fontes|hist-mo|bioh|data=outubro de 2016}}
 
== Suposto túmulo ==
Segundo os biógrafos de [[Alexandre, o Grande|Alexandre Magno]], na véspera da [[Batalha de Isso]] ({{AC|333|n}}) foi mostrado ao imperador macedónio aquilo que segundo os locais era o túmulo de Sardanápalo em [[Anquíale (Cilícia)|Anquíale]] na [[Cilícia]], o qual tinha um [[Relevo (escultura)|relevo]] com o rei batendo palmas por cima da cabeça e uma inscrição que os locais traduziram como ''"Sardanápalo, filho de AnacindaraxesAnacindaraxe, construiu Anquíale e [[Tarso]] num só dia; estranho, come, bebe e faz amor, pois outras coisas humanas não valem isto"'' (referindo-se ao bater de palmas).<ref name=rfox/> No entanto, não há qualquer registo histórico de um rei assírio ter morrido ou ter sido sepultado na Cilícia.
 
== Sardanápalo na arte e literatura ==
Nas páginas da introdução do Livro&nbsp;I da ''[[Ética a Nicômaco|Ética a Nicómaco]]'' de [[Aristóteles]] aqueles que (erradamente, segundo o filósofo) consideram a boa vida com a vida de prazer brutal são comparados a Sardanápalo.
 
A morte de Sardanápalo foi tema de uma pintura de 1827 do artista [[Pintura do romantismo|romântico]] francês [[Eugène Delacroix]] — ''{{ilink condicional|pag1=A Morte de Sardanápalo|pag2=La Mort de Sardanapale|pag3=A morte de Sardanápalo|txt2=A Morte de Sardanápalo}}'' — que por sua vez foi inspirada na peça de teatro de 1821 ''{{ilc|Sardanápalo|Sardanápalo (Byron)|Sardanápalo (teatro)|Sardanapalus (Byron)}}'', de [[Lord Byron|Byron]], baseada na obra de Diodoro. Nas suas notas sobre as obras de Byron, [[Ernest Hartley Coleridge|Ernest H.&nbsp;Coleridge]] escreve:
 
Nas suas notas sobre as obras de Byron, [[Ernest Hartley Coleridge{{Quote2|Ernest H.&nbsp;Coleridge]] escreve ''"É praticamente desnecessário lembrar o leitor moderno que o Sardanápalo da história é um personagem não verificado se não mesmo inverificável... O personagem que [[Ctésias de Cnido|Ctésias]] apresentou ou inventou, um libertino efeminado, afundado em luxúria e preguiça, que acabou por ter que pegar em armas e, depois de uma resistência prolongada mas ineficiente, evitou ser capturado pelo suicídio, não pode ser identificado."{{Carece de fontes|hist-mo|bioh|data=outubro de 2016}}''}}
 
O [[compositor]] [[Música do Romantismo|romântico]] francês [[Hector Berlioz]] compôs uma [[cantata]] inspirada na morte de Sardanápalo, com a qual ganhou o [[Prix de Rome]], promovido pelo [[Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Paris|Conservatório de Paris]], a que já tinha concorrido três vezes anteriormente sem sucesso. Grande parte da partitura dessa cantata perdeu-se.{{Carece de fontes|hist-mo|bioh|data=outubro de 2016}}
 
[[Franz Liszt]] começou a compor uma [[ópera]] sobre Sardanápalo — ''[[Sardanapale]]'' — que nunca chegou a completar. Na sua autobiografia ''[[Walden]]'', [[Henry David Thoreau]] escreveu:
Na sua autobiografia ''[[Walden]]'', [[Henry David Thoreau]] escreveu: {{Quote2|''«é o faustoso e desbragado que dita as modas que o rebanho segue tão diligentemente. O viajante que pára nas melhores casas, assim chamadas, depressa descobre isso, pois os taberneiros presumem que ele é um Sardanápalo, e se ele se entregar às suas afetuosas compaixões ele seria rapidamente enfraquecido.»''}}
 
== Ver também ==
Na sua autobiografia ''[[Walden]]'', [[Henry David Thoreau]] escreveu: ''«é o faustoso e desbragado que dita as modas que o rebanho segue tão diligentemente. O viajante que pára nas melhores casas, assim chamadas, depressa descobre isso, pois os taberneiros presumem que ele é um Sardanápalo, e se ele se entregar às suas afetuosas compaixões ele seria rapidamente enfraquecido.»''
 
* [[Assurbanípal]]
* [[Lista de reis da Assíria]]
{{Referências}}{{Tradução/ref|en|Sardanapalus|720452589}}
 
2 377

edições