Diferenças entre edições de "Numerais cistercienses"

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Os '''numerais cistercienses''', ou '''números cistercienses''', é um [[Sistema de numeração|sistema numérico]], atualmente em desuso, que foi desenvolvido pela [[Ordem de Cister|ordem monástica cisterciense]] no início do [[Século XIII]], na época em que os [[Algarismos arábicos|numerais arábicos]] foram introduzidos no noroeste da Europa<ref name="bbc">[https://www.bbc.com/portuguese/geral-55085996 bbc.com/] ''Os engenhosos números usados por séculos na Europa e que caíram no esquecimento''</ref>.
 
Os numerais cistercienses são mais compactos que os [[Algarismos arábicos|algarismos arábicos]] ou [[algarismos romanos|romanos]], com um único caractere capaz de indicar qualquer número inteiro de 1 a 9.999. Os dígitos são baseados em uma pauta horizontal ou vertical, com a posição do dígito na pauta indicando seu [[Notação posicional|valor de posição]] (unidades, dezenas, centenas ou milhares). Esses dígitos são compostos em uma única pauta para indicar números mais complexos. OsApesar [[Ordemdisso, deeles Cister|cistercienses]]não abandonaramse odestinavam sistemaa empermitir favoroperações dos [[Algarismos arábicos|algarismos arábicos]]aritméticas, mas oapenas usopara marginal fora dessa [[Ordemanotações de Cister|ordem monástica]] continuou até o início do [[Século XX]]referência.
 
Os [[Ordem de Cister|cistercienses]] abandonaram o sistema em favor dos [[Algarismos arábicos|algarismos arábicos]], mas o uso marginal fora dessa [[Ordem de Cister|ordem monástica]] continuou até o início do [[Século XX]].
 
== História ==
Em 1533, [[Heinrich Cornelius Agrippa von Nettesheim]] incluiu uma descrição desse sistema numérico no seu livro "''De Occulta Philosophia libri III''" (Três Livros de Filosofia Oculta), chamando-os de "''elegantissimæ numerorum notæ''" (algo como "números elegantíssimos")<ref name="bbc"/>.
 
Os numerais foram usados ​​por medidores de vinho na área de Bruges pelo menos até o início do [[Século XVIII]]. No final do [[Século XVIII]], [[Chevaliers de la Rose-Croix]] de [[Paris]] adotou brevemente os numerais para uso místico, e no início do [[Século XX]] os [[nazista]]s flertaram com a ideia de que os numerais poderiam ser usados ​​para o simbolismo ariano<ref name="king1993">{{cite book |first = David |last = King |year = 1993 |chapter = Rewriting history through instruments: The secrets of a medieval astrolabe from Picardy |editor1-first = R. G. W. |editor1-last = Anderson |editor2-first = J. A. |editor2-last = Bennett |editor3-first = W. F. |editor3-last = Ryan |title = Making Instruments Count: Essays on Historical Scientific Instruments Presented to Gerard L'Estrange Turner |publisher = University of Michigan |name-list-style = amp | isbn = 978-0860783947}}</ref><ref>{{Harvcoltxt|King|2001|p=243, 251}}</ref><ref>{{Cite book |last = De Laurence |first = Lauron William |url = https://archive.org/details/greatbookmagica00laurgoog/page/n190/mode/2up |title = The Great Book of Magical Art, Hindu Magic and East Indian Occultism |date = 1915 |publisher = De Laurence Co |location = Chicago |pages = 174 |language = en |author-link = L. W. de Laurence }}</ref><ref>{{Cite book |last = Beard |first = Daniel Carter |url = https://archive.org/details/americanboysbook00bear5/page/92/mode/2up |title = The American boys' book of signs, signals and symbols |date = 1918 |publisher = Philadelphia : Lippincott |others = New York Public Library |pages = 92 }}</ref>. O especialista definitivo moderno em numerais cistercienses é [[David King]]<ref>{{cite journal |first = David |last = King |year = 1995 |title = A forgotten Cistercian system of numerical notation |journal = Citeaux Commentarii Cistercienses |volume = 46 |issue = 3–4 |pages = 183–217 }}</ref><ref name=chrisomalis>{{Cite book |last = Chrisomalis |first = Stephen |title = Numerical notation : a comparative history |date = 2010 |publisher = Cambridge University Press |isbn = 978-0-511-67683-3 |location = Cambridge |pages = 350 |oclc = 630115876 |doi = 10.1017/CBO9780511676062 }}</ref>.
 
O especialista definitivo moderno em numerais cistercienses é [[David King]]<ref>{{cite journal |first = David |last = King |year = 1995 |title = A forgotten Cistercian system of numerical notation |journal = Citeaux Commentarii Cistercienses |volume = 46 |issue = 3–4 |pages = 183–217 }}</ref><ref name=chrisomalis>{{Cite book |last = Chrisomalis |first = Stephen |title = Numerical notation : a comparative history |date = 2010 |publisher = Cambridge University Press |isbn = 978-0-511-67683-3 |location = Cambridge |pages = 350 |oclc = 630115876 |doi = 10.1017/CBO9780511676062 }}</ref>.
 
== Forma ==
=== Numerais maiores ===
Quando o sistema se espalhou para fora da ordem nos [[Século]]s [[Século XV|XV]] e [[Século XVI|XVI]], os números na casa dos milhões foram habilitados pela composição com o dígito para "mil". Por exemplo, um tratado normando do final do [[Século XV]] sobre [[aritmética]] indicava 10.000 como uma ligadura de ⌋ "1.000" enrolada sob e em torno de ⌉ "10" (e da mesma forma para números maiores), e Noviomagus em 1539 escreveu "milhão" subscrevendo ¬ " 1.000 "sob outro ¬ " 1.000 ". Um doodle cisterciense do final do [[Século XIII]] diferenciou dígitos horizontais para potências menores de dez de dígitos verticais para potências superiores de dez, mas não se sabe que essa convenção potencialmente produtiva tenha sido explorada na época; poderia ter coberto números em dezenas de milhões (horizontal de 10 0 a 10 3 , vertical de 10 4 a 10 7 ). Um matemático do [[Século XVI]] usou dígitos verticais para os valores tradicionais, dígitos horizontais para milhões e os girou mais 45 ° no sentido anti-horário para bilhões e outros 90 ° para trilhões, mas não está claro como as potências intermediárias de dez iriam ser indicada e esta convenção não foi adotada por outros.
 
== As Cifras dos Monges ==
David A. King (Nascido em 1941) é um historiador orientalista e de astronomia britânico. Ele é especialista em instrumentos árabes medievais. Em 2002, publicou o livro ''The Ciphers of the Monks: a Forgotten Number-rating of the Middle Ages'', em que fala do números cistercienses.
 
Este livro geralmente tem recebido críticas positivas<ref>{{en}} [https://www.amazon.com/Ciphers-Monks-Number-Notation-Abhandlungen-Naturwissenschaften/dp/3515076409/ref=sr_1_1?s=books&ie=UTF8&qid=1382187941&sr=1-1&keywords=the+ciphers+of+the+monks {{lang|en|book review on Amazon}}].</ref>{{,}}<ref name="google">{{Ouvrage|lang=en |nom1=King, D.A. |titre=The Ciphers of the Monks: A Forgotten Number-notation of the Middle Ages |éditeur=F. Steiner |année=2001 |isbn=9783515076401|lire en ligne=https://books.google.com/books?id=PapljPXaSbwC |consulté le=2015-08-13}}.</ref>{{,}}<ref name="jstor">{{Article|lang=en |titre=book review |périodique={{lien|lang=en|trad=Speculum (journal)|texte={{lang|la|Speculum}}}} |volume=78 |numéro=3 |date=juillet 2003 |jstor=20060835 }}.</ref>.
 
{{referências}}
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