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== Principais representantes ==
[[Ficheiro:Robespierre.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|190x190px|Retrato de '''''Maximilien de Robespierre''''' (1758-1794).]][[Ficheiro:Anonymous - Portrait de Louis-Antoine de Saint-Just (1767-1794), homme politique. - P859 - Musée Carnavalet.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|183x183px|Retrato de '''''Louis-Antoine de Saint-Just (1767-1794).''''']]Por ser um movimento amplo e diversificado, a Montanha não contava com uma liderança unificada. Entretanto, alguns nomes se destacaram por seus feitos políticos. É o caso de [[Maximilien de Robespierre|Maximilien François Marie Isidore de Robespierre]], nascido em 6 de Maio de 1758, em [[Arras (França)|Arras]]. [[Maximilien de Robespierre|Robespierre]] foi um destacado jovem advogado, representante do distrito de Arras na [[Assembleia Nacional Legislativa (Revolução Francesa)|Assembleia Nacional]] e se tornou um dos principais apoiadores do governo revolucionário. [[Maximilien de Robespierre|Robespierre]] sabia das implicações dessa nova forma de governo e deixava claro que a defesa da [[Revolução Francesa|Revolução]] significava um estado de guerra contra seus opositores. Os seus apoiadores chamavam-lhe de "O Incorruptível", e durante a [[Convenção Nacional]], ele encarnou a tendência mais radical da [[Revolução Francesa|Revolução]]. [[Ficheiro:Anonyme - Portrait de Georges Danton (1759-1794), orateur et homme politique - P712 - musée Carnavalet.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|190x190px185x185px|Retrato de '''''Georges Danton''''' (1759-1794). ]]Outro nome que teve forte relevância foi o de [[Louis Antoine Léon de Saint-Just|Louis-Antoine de Saint-Just,]] um aspirante a literato, que foi eleito para a convenção em 05 de Setembro de 1792, e votou pela execução do rei. Em 30 de maio de 1793 foi eleito membro do [[Comitê de Salvação Pública]], por sua intransigência durante o período de Terror, foi apelidado "arcanjo do Terror" e "arcanjo da Revolução". Um terceiro nome de força foi o de [[Georges Jacques Danton]] nasceu em uma família da pequena burguesia, no dia 26 de outubro de 1759, em uma cidade chamada [[Arcis-sur-Aube]], e a partir do estouro da Revolução em 1789, este jovem advogado  transformou-se em líder das massas populares de Paris. Em 1793 propôs a criação de um sistema de Comitês que exerceriam o poder executivo, ante a situação de emergência criada pelas ameaças interiores e exteriores contra o regime revolucionário. Ele mesmo chegou a presidir o mais importante, o [[Comitê de Salvação Pública]]; entretanto, três meses mais tarde, foi expulso e substituído pelo político francês [[Maximilien de Robespierre]], dando início a um período de [[ditadura]] revolucionária, por parte do partido político dos montanheses.
 
== O Governo Revolucionário ==
[[Ficheiro:Viva a montanha! Revolução Francesa. .jpg|miniaturadaimagem|447x447px353x353px|Béricourt, E. '''''Viva a montanha; viva a única e indivisível República.''''' Paris, Bnf.]]
Os grupos políticos participantes da [[Assembleia Nacional Legislativa (Revolução Francesa)|Assembleia Nacional]] estavam divididos entre Direita, Centro e Esquerda: [[Girondino|Os girondinos]], em sua maior parte composta pela classe da alta [[burguesia]] e [[aristocracia]], que defendiam o fim da revolução, se localizavam do lado direito na [[Assembleia Nacional Legislativa (Revolução Francesa)|Assembleia Nacional]]. A [[Planície (Revolução Francesa)|Planície]] ou Pântano, localizava-se no centro das sessões e se caracterizou por posições políticas baseadas no favorecimento aos seus integrantes. E, na esquerda, localizava-se a [[Montanha (Revolução Francesa)|Montanha]], grupo revolucionário, anti-monarquista e defensor do povo. Essas designações se tornaram uma ferramenta de definição de posicionamento político até os dias atuais.
 
= Montanheses, Jacobinos e Sans-Culottes =
A relação entre os [[Jacobinismo|Jacobinos]], [[Montanha (Revolução Francesa)|Montanheses]] e [[Sans-culottes|Sans-Culottes]] passou a se dar de forma mais conjunta a partir da expulsão dos [[Girondino|Girondinos]] da [[Convenção (Revolução Francesa)|Convenção]], os quais dirigiam a organização revolucionária no início de Junho de 1793. Sob pressão dos Sans-culottes e da Guarda Nacional, os montanheses expulsaram os deputados girondinos e a partir desse momento, a direção da organização revolucionária ficou sob responsabilidade dos [[Montanha (Revolução Francesa)|Montanheses]], [[Jacobinismo|Jacobinos]] e [[Sans-culottes|Sans-Culotte]]<nowiki/>s. A organização do governo revolucionário por esses grupos se deu para “disciplinar o ímpeto popular e conservar a aliança burguesa”, pois as massas populares fizeram pressão para serem aprovadas as grandes medidas de salvação pública e naquele momento era necessário que se mantivesse uma unidade revolucionária.
[[Ficheiro:T0000001 (4).jpg|miniaturadaimagem|275x275px|Berthault, Pierre-Gabriel. '''''Interior de um Comitê Revolucionário sob o regime do Terror: anos 1793 e 1794, ou anos 2.e e 3.e da República.''''' 1797. Paris, Bnf.]]
 
 
 
A partir do ano II deste governo revolucionário aparecem duas séries de problemas: O primeiro de ordem política era “como conciliar o comportamento próprio aos [[Sans-culottes|Sans-Culottes]] com as exigências da ditadura revolucionária e as necessidades da defesa nacional?”. E o segundo de ordem social, que consistia em “como conciliar as aspirações e reivindicações econômicas dos [[Sans-culottes|Sans-Culottes]] com as exigências da [[burguesia]] que permanece o elemento dirigente da Revolução?”. Por conseguinte, a pressão das massas populares fez com que fossem aprovadas as grandes medidas revolucionárias, como a [[Terror (Revolução Francesa)|implementação do terror]], a taxação do preço máximo para os gêneros alimentícios e uma economia dirigida. Para o governo revolucionário a [[Terror (Revolução Francesa)|implementação do terror]] evitaria uma ação direta do povo, ou seja, teriam controle sobre suas manifestações de violência.  
 
Após essa vitória, as liberdades de ação do movimento popular foram sufocadas pela autoridade governamental, que ficava cada vez mais centralizada. A prioridade do [[Comitê de Salvação Pública]] passou a ser as exigências da Defesa Nacional. No outono de 1793 era perceptível a vontade do Comitê de Salvação Pública de se distanciar das massas populares, principalmente com a suspensão da descristianização, ataques às organizações populares e abrandamento do terror. Assim, a relação entre esses grupos evidenciava uma crise política que viria a trazer consequências para a organização popular, para o governo revolucionário e para a Revolução.
[[Ficheiro:Le Peuple Français.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|415x415px|Chataignier, Alexis. '''''Le Peuple français.''''' Paris, Bnf. ]]
[[Ficheiro:Execução de Robespierre e seus cúmplices..jpg|miniaturadaimagem|260x260px277x277px|'''''Execução de Robespierre e seus cúmplices.''''' Paris, Bnf,. ]]
 
= Grande Terror jacobino =
Após a posse da Convenção pelos Jacobinos e queda dos Girondinos, uma série de conflitos e guerras civis se espalhou pelo país. Para conter as revoltas criou-se um Tribunal Criminal Extraordinário em Paris (futuro [[Tribunal Revolucionário]]), uma rede de vigilância nas cidades e aldeias ([[Comité de Segurança Geral|Comitê de Segurança Geral]]) e um [[Comitê de Salvação Pública]]. Os líderes e apoiadores da Gironda foram perseguidos e condenados, surgiu então, na França, um período de forte repressão política conhecido como [[Terror (Revolução Francesa)|Grande Terror]], o auge do poder Jacobinista; esse período serviu para consolidar o poder desse partido e para tomar as medidas mais radicais e difíceis em prol da revolução.
 
Com os [[hebertistas]] clamando por uma nova insurreição e tendo fracassado qualquer tentativa de apaziguamento, o governo revolucionário prendeu, na noite de [[3 de março]] de [[1794]] (13-14 [[Ventoso]] do Ano II), Hérbert e as principais figuras do [[Clube dos Cordeliers]]. Todos foram condenados à morte e executados vinte dias depois, em [[24 de março]] de [[1794]]. Na sequência, foi a vez dos "indulgentes" – que faziam campanha para derrubar o governo, acabar com o Terror e negociar uma paz rápida com a coalizão de monarquias. Presos, foram condenados à morte em [[5 de abril]] de [[1794]] (4 [[Germinal (mês)|Germinal]] do Ano II) e [[Guilhotina|guilhotinados]] ''A execução dos Girondinos, 1793'' O Terror tomou proporções absurdas gerando uma série de revoltas populares apoiadas pela antiga burguesia girondina. O período do Terror chegou ao fim em 1794, quando o povo já saturado pelos excessos revolucionários condenou seus principais líderes, entre eles Robespierre e seus aliados, à execução. Após a queda de [[Maximilien de Robespierre]] em [[27 de julho]] de [[1794]], os montanheses (que se qualificavam de "Montanheses do Ano III", em contraposição aos "Montanheses Dantonistas"), cada vez menos numerosos, tentaram opor-se à [[Termidor|Convenção Termidoriana]] mas em vão e foram em grande parte eliminados. Sob a [[Segunda República Francesa|Segunda República]], os deputados extremistas ([[Armand Barbès]], [[Alexandre Ledru-Rollin|Alexandre-Auguste Ledru-Rollin]]) retomaram o nome de Montanha para designar seu grupo político, enquanto que os realistas legitimistas mais exaltados, partidários de "um apelo ao povo" e convencidos de que o [[sufrágio universal]] terminaria por restabelecer a [[monarquia]], adotou o nome de "Montanha Branca".
 
 
 
'''''*Este artigo se trata de um projeto realizado pelos alunos de História da Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP com objetivo de contribuir para o crescimento e relevância acadêmica dos verbetes publicados na Wikipédia. O s textos e referencias bibliográficas foram frutos de dedicação e pesquisas de fontes seguras conforme registrado no próprio artigo.'''''
= Bibliografia =
 
* ESQUIROS, Alphonse, ''Histoire des Montagnards'', Librairie de la Renaissance, Paris, 1875 (edição de) 1875, 543 p. 543.
* MATHIEZ, Albert. ''Girondins et Montagnards'', 1ª edição : Firmin-Didot, Paris, 1930, VII-305 p. –  Réédition en fac-simile : Éditions de la Passion, Montreuil, 1988, VII-305 p. <small>ISBN 2-906229-04-0</small>
* GRALL, Jeanne. ''Girondins et Montagnards : les dessous d'une insurrection : 1793'', Éditions Ouest-France, Rennes, 1989 .<small>ISBN 2737302439</small>
* TULARD, Jean; RIALS, Stéphane; BLUCHE, Frédéric. ''Revolução Francesa (1789-1799''). 1ª. ed. [​S. l.​]: L&PM, 2009. ISBN 8525418676
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