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Durante a [[Revolução Francesa|Revolução]], os deputados da [[Assembleia Nacional Legislativa (Revolução Francesa)|Assembleia Legislativa]] de [[1791]] que ocupavam os bancos mais elevados da Assembleia – "''a Montanha''" tomaram o nome de ''montanheses'', enquanto os deputados dos bancos mais baixos – "''[[Planície (Revolução Francesa)|a Planície]]''", receberam o nome de ''marais''. Apoiados pelo grupo [[Sans-culottes|sans-culottes –]] representantes da massa popular – a Montanha defendia os [[Republicanismo|ideais republicanos]] e combatia os [[Girondino|girondinos]], de ideais [[Monarquia|monarquistas,]] cujos membros em sua maioria pertenciam a alta [[burguesia]] os quais foram derrubados do poder em 02 de Junho de 1793.<ref>Stéphane Rials, Révolution et contre-révolution au XIXe siècle, DUC/Albatros, Paris, 1987, p. 155, e R. Huard, "Montagne rouge et Montagne blanche en Languedoc-Roussillon sous la Seconde République", em Droite et gauche de 1789 à nos jours, publicações da Universidade Paul-Valéry, Montpellier III, 1975, pp. 139-160.</ref>
 
Também denominados de [[Clube dos Jacobinos|jacobinos,]] anteriormente “Sociedade dos Amigos da Constituição de 1789” – lugar de encontro dos associados às ideias radicais – localizado em Paris, os Montanheses apesar de terem uma variada composição de integrantes e de classes, seus objetivos tinham o mesmo prisma: defender os ideais republicanos e a massa popular. <ref name=":0">VOVELLE, Michel (2012). A Revolução Francesa 1789 - 1799. São Paulo: Editora Unesp. p. 38 a 44.</ref><ref name=":1">SOBOUL, Albert (2007). A Revolução Francesa. Rio de Janeiro: Difel - 9ª edição. Cap II. </ref>
 
== Principais representantes ==
[[Ficheiro:Robespierre.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|171x171px|Retrato de '''''Maximilie''''''''''n de Robespierre (1758-1794)'''''.
[[Ficheiro:Robespierre.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|171x171px|Retrato de '''''Maximilien de Robespierre (1758-1794)'''''.[[Ficheiro:Anonymous - Portrait de Louis-Antoine de Saint-Just (1767-1794), homme politique. - P859 - Musée Carnavalet.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|162x162px|Retrato de '''''Louis-Antoine de Saint-Just (1767-1794).'''''[[Ficheiro:Anonyme - Portrait de Georges Danton (1759-1794), orateur et homme politique - P712 - musée Carnavalet.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|162x162px|Retrato de '''''Georges Danton (1759-1794).''''' ]]]]]]Por ser um movimento amplo e diversificado, a Montanha não contava com uma liderança unificada. Entretanto, alguns nomes se destacaram por seus feitos políticos. É o caso de [[Maximilien de Robespierre|Maximilien François Marie Isidore de Robespierre]], nascido em 06 de Maio de 1758, em [[Arras (França)|Arras]]. [[Maximilien de Robespierre|Robespierre]] foi um destacado jovem advogado, representante do distrito de Arras na [[Assembleia Nacional Legislativa (Revolução Francesa)|Assembleia Nacional]] e se tornou um dos principais apoiadores do governo revolucionário. [[Maximilien de Robespierre|Robespierre]] sabia das implicações dessa nova forma de governo e deixava claro que a defesa da [[Revolução Francesa|Revolução]] significava um estado de guerra contra seus opositores. Os seus apoiadores chamavam-lhe de "O Incorruptível", e durante a [[Convenção Nacional]], ele encarnou a tendência mais radical da [[Revolução Francesa|Revolução]].
 
[[Ficheiro:Robespierre.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|171x171px|Retrato de '''''Maximilien de Robespierre (1758-1794)'''''.]][[Ficheiro:Anonymous - Portrait de Louis-Antoine de Saint-Just (1767-1794), homme politique. - P859 - Musée Carnavalet.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|162x162px|Retrato de '''''Louis-Antoine de Saint-Just (1767-1794).'''''[[Ficheiro:Anonyme - Portrait de Georges Danton (1759-1794), orateur et homme politique - P712 - musée Carnavalet.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|162x162px|Retrato de '''''Georges Danton (1759-1794).''''' ]]]]]]Por ser um movimento amplo e diversificado, a Montanha não contava com uma liderança unificada. Entretanto, alguns nomes se destacaram por seus feitos políticos. É o caso de [[Maximilien de Robespierre|Maximilien François Marie Isidore de Robespierre]], nascido em 06 de Maio de 1758, em [[Arras (França)|Arras]].<ref>MCPHEE, Peter. Robespierre: una vida revolucionaria. Ediciones Península. Fevereiro 2015. Pp, 8-15.</ref> [[Maximilien de Robespierre|Robespierre]] foi um destacado jovem advogado, representante do distrito de Arras na [[Assembleia Nacional Legislativa (Revolução Francesa)|Assembleia Nacional]] e se tornou um dos principais apoiadores do governo revolucionário. [[Maximilien de Robespierre|Robespierre]] sabia das implicações dessa nova forma de governo e deixava claro que a defesa da [[Revolução Francesa|Revolução]] significava um estado de guerra contra seus opositores. Os seus apoiadores chamavam-lhe de "O Incorruptível", e durante a [[Convenção Nacional]], ele encarnou a tendência mais radical da [[Revolução Francesa|Revolução]].
Outro nome que teve forte relevância foi o de [[Louis Antoine Léon de Saint-Just|Louis-Antoine de Saint-Just,]] um aspirante a literato, que foi eleito para a convenção em 05 de Setembro de 1792, e votou pela execução do rei. Em 30 de maio de 1793 foi eleito membro do [[Comitê de Salvação Pública]], por sua intransigência durante o período de Terror, foi apelidado "arcanjo do Terror" e "arcanjo da Revolução". Um terceiro nome de força foi o de [[Georges Jacques Danton]] nasceu em uma família da pequena burguesia, no dia 26 de outubro de 1759, em uma cidade chamada [[Arcis-sur-Aube]], e a partir do estouro da Revolução em 1789, este jovem advogado  transformou-se em líder das massas populares de Paris. Em 1793 propôs a criação de um sistema de Comitês que exerceriam o poder executivo, ante a situação de emergência criada pelas ameaças interiores e exteriores contra o regime revolucionário. Ele mesmo chegou a presidir o mais importante, o [[Comitê de Salvação Pública]]; entretanto, três meses mais tarde, foi expulso e substituído pelo político francês [[Maximilien de Robespierre]], dando início a um período de [[ditadura]] revolucionária, por parte do partido político dos montanheses.
[[Ficheiro:Viva a montanha! Revolução Francesa. .jpg|miniaturadaimagem|357x357px|Béricourt, E. '''''Viva a montanha; viva a única e indivisível República.''''' Paris, Bnf.]]
 
Outro nome que teve forte relevância foi o de [[Louis Antoine Léon de Saint-Just|Louis-Antoine de Saint-Just,]] um aspirante a literato, que foi eleito para a convenção em 05 de Setembro de 1792, e votou pela execução do rei. Em 30 de maio de 1793 foi eleito membro do [[Comitê de Salvação Pública]], por sua intransigência durante o período de Terror, foi apelidado "arcanjo do Terror" e "arcanjo da Revolução". Um terceiro nome de força foi o de [[Georges Jacques Danton]] nasceu em uma família da pequena burguesia, no dia 26 de outubro de 1759, em uma cidade chamada [[Arcis-sur-Aube]], e a partir do estouro da Revolução em 1789, este jovem advogado  transformou-se em líder das massas populares de Paris. Em 1793 propôs a criação de um sistema de Comitês que exerceriam o poder executivo, ante a situação de emergência criada pelas ameaças interiores e exteriores contra o regime revolucionário. Ele mesmo chegou a presidir o mais importante, o [[Comitê de Salvação Pública]]; entretanto, três meses mais tarde, foi expulso e substituído pelo político francês [[Maximilien de Robespierre]], dando início a um período de [[ditadura]] revolucionária, por parte do partido político dos montanheses.
[[Ficheiro:Viva a montanha! Revolução Francesa. .jpg|miniaturadaimagem|357x357px|Béricourt, E. '''''Viva a montanha; viva a única e indivisível República.''''' Paris, Bnf.]][[Ficheiro:Anonyme - Portrait de Georges Danton (1759-1794), orateur et homme politique - P712 - musée Carnavalet.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|162x162px|Retrato de '''''Georges Danton (1759-1794).''''' ]]
== O Governo Revolucionário ==
Os grupos políticos participantes da [[Assembleia Nacional Legislativa (Revolução Francesa)|Assembleia Nacional]] estavam divididos entre ''direita, centro e esquerda'': [[Girondino|Os girondinos]], em sua maior parte composta pela classe da alta [[burguesia]] e [[aristocracia]], que defendiam o fim da revolução, se localizavam do lado direito na [[Assembleia Nacional Legislativa (Revolução Francesa)|Assembleia Nacional]]. A [[Planície (Revolução Francesa)|Planície]] ou Pântano, localizava-se no centro das sessões e se caracterizou por posições políticas baseadas no favorecimento aos seus integrantes. E na esquerda, localizava-se a [[Montanha (Revolução Francesa)|Montanha]], grupo revolucionário, anti-monarquista e defensor do povo. Essas designações se tornaram uma ferramenta de definição de posicionamento político até os dias atuais.
 
Durante a chamada "segunda fase da [[Revolução Francesa]]" foi instaurada a [[Convenção (Revolução Francesa)|Convenção Nacional]] também conhecida apenas como [[Convenção (Revolução Francesa)|Convenção]], que substituiu a [[Assembleia Nacional Legislativa (Revolução Francesa)|Assembleia Nacional]] durante o período de 1792 a 1794. Havia uma disputa de interesses políticos e ideológicos entre a Gironda [[Girondino|(girondinos]]) e a Montanha ([[Jacobinismo|jacobinos]]) com relação aos rumos da Revolução. Ambos de origem burguesa, mas divergentes em suas ideias, sendo a Gironda a porta voz da burguesia de negócios contra as demandas dos [[sans-culottes]] e dos Montanheses (que estavam mais próximos dos [[sans-culottes]]) e tinham um desejo de unir as massas populares orientando-as politicamente.<ref>SOBOUL, Albert. Noventa e Três, Republica burguesa ou Democracia popular? (1792-1795). Revolução Francesa. P.57-62</ref>
[[Ficheiro:Execution of Louis XVI.jpg|miniaturadaimagem|273x273px|Helman, Isidore Stanislas. '''''Dia de 21 de janeiro de 1793, a morte de Louis Capet na Praça da Revolução.''''' Paris, Bnf. ]]
O antagonismo entre girondinos e montanheses se agravou com as discussões que envolviam o julgamento do rei [[Luís XVI de França|Luís XVI]]. O povo mesmo receoso decidiu dar continuidade ao processo levando o rei o a julgamento; já dentro da [[Assembleia Nacional Constituinte (França)|Assembleia]] as discussões acirradas se dividiram entre a Montanha, que exigia a pena capital, e a Gironda conservadora que optava por uma pena menos sumária. Dos 718 deputados, a Montanha conseguiu 387 votos e o rei foi executado em 21 de janeiro de 1793. Após a execução de [[Luís XVI de França|Luís XVI]], o sentimento anti-monárquico prevaleceu contrariando as intenções girondinas de compromisso com a [[aristocracia]] e aumentando as chances de vitória do grupo revolucionário. Impulsionado pelo apoio público, os [[Jacobinismo|jacobinos]] acusaram os [[Girondino|girondinos]] de traição à [[Revolução Francesa|Revolução]] pela tentativa de defesa da vida do rei e os expulsaram da Assembleia Nacional. Após combater seus adversários políticos, a [[Montanha (Revolução Francesa)|Montanha]] se apropriou do poder e fundou a [[Jacobinismo|Convenção Jacobina]].<ref name=":0" />
 
A organização desse governo revolucionário – julho a dezembro de 1793 – era feita na Convenção pelos montanheses e seu poder executivo era o [[Comitê de Salvação Pública]] (que ocupava uma posição central na organização revolucionária), os [[sans-culottes]] estavam como seus aliados fortalecendo e legitimando o governo e permaneceram no centro do dinamismo revolucionário até o fim de 1793.<ref Os [[Jacobinismo|jacobinos]], a princípio, não eram uma sociedade com ideias homogêneas sendo composta por políticos [[Monarquia|monárquicos]], [[Republicanismo|republicanos]] moderados e [[Democracia|democratas]] radicais. As ideias dos [[jacobinos]] passaram a ser mais radicais, dominando a [[Convenção (Revolução Francesa)|Convenção]] e o [[Comitê de Salvação Pública]]. os Montanheses fundiram-se entre os partidários do povo utilizando-se de forças coercivas e de medidas sociais, liderados por [[Maximilien de Robespierre]] e entre os partidários de um name="Terror pontual:0", liderados por [[Georges Jacques Danton|Georges/> Danton.]]
 
Os [[Jacobinismo|jacobinos]], a princípio, não eram uma sociedade com ideias homogêneas sendo composta por políticos [[Monarquia|monárquicos]], [[Republicanismo|republicanos]] moderados e [[Democracia|democratas]] radicais. As ideias dos [[jacobinos]] passaram a ser mais radicais, dominando a [[Convenção (Revolução Francesa)|Convenção]] e o [[Comitê de Salvação Pública]]. os Montanheses fundiram-se entre os partidários do povo utilizando-se de forças coercivas e de medidas sociais, liderados por [[Maximilien de Robespierre]] e entre os partidários de um "Terror pontual", liderados por [[Georges Jacques Danton|Georges Danton]].<ref>COGGIOLA, Osvaldo. Novamente, a Revolução Francesa. São Paulo. Projeto História, p. 302</ref>
[[Ficheiro:A execução do famoso Brissot e seus cúmplices.jpg|miniaturadaimagem|273x273px|'''''A execução do famoso Brissot e seus cúmplices, 1794'''''. Paris, Bnf.]]
 
= Montanheses, Jacobinos e Sans-Culottes =
A relação entre os [[Jacobinismo|jacobinos]], [[Montanha (Revolução Francesa)|montanheses]] e [[sans-culottes]] passou a se dar de forma mais conjunta a partir da expulsão dos [[Girondino|girondinos]] da [[Convenção (Revolução Francesa)|Convenção]], os quais dirigiam a organização revolucionária no início de Junho de 1793. Sob pressão dos [[sans-culottes]] e da [[Guarda Nacional Francesa|Guarda Nacional]], os montanheses expulsaram os deputados girondinos e a partir desse momento, a direção da organização revolucionária ficou sob sua responsabilidade dos [[Jacobinismo|jacobinos]] e [[sans-culottes]]. A organização do governo revolucionário por esses grupos se deu para “disciplinar o ímpeto popular e conservar a aliança burguesa”<ref name=":1" />, pois as massas populares fizeram pressão para serem aprovadas as grandes medidas de salvação pública e naquele momento era necessário que se mantivesse uma unidade revolucionária.
[[Ficheiro:T0000001 (4).jpg|miniaturadaimagem|275x275px|Berthault, Pierre-Gabriel. '''''Interior de um Comitê Revolucionário sob o regime do Terror: anos 1793 e 1794, ou anos 2.e e 3.e da República.''''' 1797. Paris, Bnf.]]
A partir do ano II deste governo revolucionário aparecem duas séries de problemas: O primeiro de ordem política era “como conciliar o comportamento próprio aos [[sans-culottes]] com as exigências da ditadura revolucionária e as necessidades da defesa nacional?”. E o segundo de ordem social, que consistia em “como conciliar as aspirações e reivindicações econômicas dos [[sans-culottes]] com as exigências da burguesia que permanece o elemento dirigente da [[Revolução Francesa|Revolução]]?”. Por conseguinte, a pressão das massas populares fez com que fossem aprovadas as grandes medidas revolucionárias, como a [[Terror (Revolução Francesa)|implementação do terror]], a taxação do preço máximo para os gêneros alimentícios e uma economia dirigida. Para o governo revolucionário a [[Terror (Revolução Francesa)|implementação do terror]] evitaria uma ação direta do povo, ou seja, teriam controle sobre suas manifestações de violência.<ref name=":1" />  
 
Após essa vitória, as liberdades de ação do movimento popular foram sufocadas pela autoridade governamental, que ficava cada vez mais centralizada. A prioridade do [[Comitê de Salvação Pública]] passou a ser as exigências da Defesa Nacional. No outono de 1793 era perceptível a vontade do [[Comitê de Salvação Pública]] de se distanciar das massas populares, principalmente com a suspensão da descristianização, ataques às organizações populares e abrandamento do terror. Assim, a relação entre esses grupos evidenciava uma crise política que viria a trazer consequências para a organização popular, para o governo revolucionário e para a [[Revolução Francesa|Revolução]].
[[Ficheiro:Le Peuple Français.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|415x415px|Chataignier, Alexis. '''''O povo francês, onda do regime de Robespierre.''''' Paris, Bnf. ]]
[[Ficheiro:Execução de Robespierre e seus cúmplices..jpg|miniaturadaimagem|277x277px|'''''Execução de Robespierre e seus cúmplices.''''' Paris, Bnf. ]]
 
= Grande Terror jacobino =
Após a posse da Convenção pelos [[Jacobinismo|jacobinos]] e queda dos [[Girondino|girondinos]], uma série de conflitos e guerras civis se espalhou pelo país. Para conter as revoltas criou-se um Tribunal Criminal Extraordinário em Paris (futuro [[Tribunal Revolucionário]]), uma rede de vigilância nas cidades e aldeias ([[Comité de Segurança Geral|Comitê de Segurança Geral]]) e um [[Comitê de Salvação Pública]]. Os líderes e apoiadores da Gironda foram perseguidos e condenados, surgiu então, na França, um período de forte repressão política conhecido como [[Terror (Revolução Francesa)|Grande Terror]], o auge do poder Jacobinista; esse período serviu para consolidar o poder desse partido e para tomar as medidas mais radicais e difíceis em prol da revolução.<ref name=":0" />
 
Com os [[hebertistas]] clamando por uma nova insurreição e tendo fracassado qualquer tentativa de apaziguamento, o governo revolucionário prendeu, na noite de [[3 de março|03 de março]] de [[1794]] (13-14 [[Ventoso]] do Ano II), Hérbert e as principais figuras do [[Clube dos Cordeliers]]. Todos foram condenados à morte e executados vinte dias depois, em [[24 de março]] de [[1794]]. Na sequência, foi a vez dos "indulgentes" – que faziam campanha para derrubar o governo, acabar com o Terror e negociar uma paz rápida com a coalizão de monarquias. Presos, foram condenados à morte em [[5 de abril|05 de abril]] de [[1794]] (4 [[Germinal (mês)|Germinal]] do Ano II) e [[Guilhotina|guilhotinados]].<ref>COGGIOLA, Osvaldo. “Novamente, a Revolução Francesa”, Projeto História, São Paulo, n. 47, pp. 200, Ago. 2013</ref>
 
O [[Terror (Revolução Francesa)|Terror]] tomou proporções absurdas gerando uma série de revoltas populares apoiadas pela antiga burguesia girondina. O período do [[Terror (Revolução Francesa)|Terror]] chegou ao fim em 1794, quando o povo já saturado pelos excessos revolucionários condenou seus principais líderes, entre eles Robespierre e seus aliados, à execução. Após a queda de [[Maximilien de Robespierre]] em [[27 de julho]] de [[1794]], os montanheses (que se qualificavam de "Montanheses do Ano III", em contraposição aos "Montanheses Dantonistas"), cada vez menos numerosos, tentaram opor-se à [[Termidor|Convenção Termidoriana]] mas em vão e foram em grande parte eliminados. Sob a [[Segunda República Francesa|Segunda República]], os deputados extremistas (Armand Barbès, Alexandre-Auguste Ledru-Rollin) retomaram o nome de Montanha para designar seu grupo político, enquanto que os realistas legitimistas mais exaltados, partidários de "um apelo ao povo" e convencidos de que o [[sufrágio universal]] terminaria por restabelecer a [[monarquia]], adotou o nome de "Montanha Branca".
 
= Referências =
 
 
 
[[Especial:Categorias|Categoria]]:
 
* [[:Categoria:Revolução Francesa|Revolução Francesa]]
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