Diferenças entre edições de "Tito de Alencar Lima"

}}</ref> Em 1968 mudou-se para [[São Paulo]] para estudar [[filosofia]] na [[Universidade de São Paulo]] (USP) e no mesmo ano, no dia 12 de outubro, foi preso por participar do 30º Congresso da [[União Nacional dos Estudantes]] (UNE) em Ibiúna após ser fichado pela polícia e se tornar alvo de perseguição da [[Ditadura militar brasileira|ditadura militar]]. Frei Tito teve um papel fundamental para conseguir o sítio onde foi realizado o Congresso da Une em Ibiúna.
 
Foi preso pela segunda vez no dia 4 de novembro de 1969 junto com outros dominicanos, pelodentre eles: dentre eles: [[Frei Betto]], [[Fernando de Brito]], Ivo Lesbaupin, [[Roberto Romano]]<ref>[http://www.ihuonline.unisinos.br/artigo/5335-perfil-roberto-romano Perfil - Roberto Romano, uma vida atravessada pela história], acesso em 19/02/2021.</ref> <ref>[http://oapolitico.blogspot.com/2007/02/revista-caros-amigos-entrevista-com.html Revista Caros Amigos entrevista com Roberto Romano], acesso em 19/02/2021.</ref> e João Valença pela equipe do delegado [[Sérgio Paranhos Fleury]], do [[Departamento de Ordem Política e Social]] (DOPS). Nessa ocasião, foi acusado, junto aos outros presos, de manter contatos com a [[Ação Libertadora Nacional]] (ALN) e seu dirigente, [[Carlos Marighella]], um dos principais organizadores da luta armada contra a ditadura. Lá, Frei Tito foi submetido à palmatória e choques elétricos. Posteriormente foi transferido para o [[Presídio Tiradentes]], onde permaneceu até 17 de fevereiro de 1970 e, em seguida, nas mãos da [[Justiça Militar do Brasil|Justiça Militar]], foi levado para a sede da [[Operação Bandeirante|Operação Bandeirantes]] (Oban).
 
Na prisão, Frei Tito escreveu sobre a tortura que viveu e este documento se transformou em um símbolo da luta pelos [[direitos humanos]]. Em dezembro de 1970, incluído na lista de presos políticos trocados pelo embaixador suíço [[Giovanni Bucher]], sequestrado pela [[Vanguarda Popular Revolucionária]] (VPR), Tito foi banido do Brasil pelo governo de [[Emílio Garrastazu Médici]] e seguiu para o [[Chile]]. Sob a ameaça de novamente ser preso, fugiu para a [[Itália]]. De [[Roma]], foi para [[Paris]], onde recebeu apoio dos dominicanos. Traumatizado pela tortura, Frei Tito submeteu-se a um tratamento psiquiátrico e, no dia 10 de agosto de 1974, cometeu suicídio.<ref>{{Citar web|titulo=TITO DE ALENCAR LIMA - Comissão da Verdade|url=http://comissaodaverdade.al.sp.gov.br/mortos-desaparecidos/tito-de-alencar-lima|obra=comissaodaverdade.al.sp.gov.br|acessodata=2019-10-17|lingua=pt-br}}</ref><ref>{{Citar web|titulo=Frei Tito de Alencar Lima|url=http://memoriasdaditadura.org.br/biografias-da-resistencia/frei-tito-de-alencar-lima/|obra=Memórias da ditadura|acessodata=2019-10-17|lingua=pt-BR}}</ref>