Diferenças entre edições de "Monomania"

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Já foi dito que o ódio que [[Flaubert]] nutria pela [[burguesia]] e sua ''bêtise'' ("imbecilidade deliberada"), que começou na infância, transformou-se num tipo de monomania.
 
É de monomania que sofre a heroína trágica de Flaubert, "[[Madame Bovary]]"; no caso dela, isso toma a forma de uma incessante culpa e temor em fazer descobertas. O mesmo medo monomaníaco é explorado em grande profundidade no romance "Lady Audley's Secret" de M. E. Braddon, através do protagonista Robert Audley, a quem a mulher acusa de monomania pelas tentativas implacáveis dele em prová-la cilpadaculpada. Ela descreve a monomania desta forma:
 
:"Qual é um dos mais estranhos diagnósticos de loucura -- qual é o primeiro sinal horripilante da aberração mental? A mente se torna estática; o cérebro estagna; a serena corrente da reflexão é interrompida; o poder pensante do cérebro converte-se em monotonia. Como as águas paradas num tanque apodrecem por causa de sua estagnação, a mente torna-se turva e corrompida pela falta de ação; e a reflexão perpétua sobre um único assunto torna-se monomania."
 
Do mesmo mal padece Bentinho, o protagonista do ''[[Dom Casmurro]]'' de [[Machado de Assis]], cuja fixação é provar que a mulher, [[Capitu]], cometeu adultério.
 
Em ''[[Crime e Castigo]]'', o [[magnum opus]] de [[Fyodor Dostoevsky]], afamado novelista [[Rússia|russo]] do [[século XIX]], o personagem principal, [[Raskolnikov]], é descrito como monomaníaco em várias ocasiões.
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