João Fernandes de Lima: diferenças entre revisões

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| reinado4 = *[[Comarca de Limia|Limia]]:1189-1194; 1204<br/>
*[[Turonio|Toronho]]:1211
*[[Trastâmara]]:1204; 1213; 1214; 1216; 1219; 1220
| cônjuge = [[Berengária Afonso de Baião]]<br>[[Maria Pais Ribeira]]
| descendencia = [[Fernão Anes de Lima|Fernão Anes I, Senhor de Lima e Batissela]]<br/>[[Gonçalo Anes de Lima|Gonçalo Anes, ''tenens'']]<br/>[[Teresa Anes de Lima|Teresa Anes, Senhora de Sousa]]<br>[[Maria Anes de Lima|Maria Anes, Senhora de Meneses]]
 
==Primeiros anos==
João Fernandes era filho de [[Fernando Arias]], senhor de Lima e Batissela, e de [[Teresa Bermudes de Trava]], filha de [[Bermudo Peres de Trava]], [[conde de Trastâmara]] e [[Urraca Henriques, infanta de Portugal|Urraca Henriques]], [[infanta de Portugal]].
 
Era num dos vários netos de [[Arias Calvo|Arias Calvo da Galiza]], um senhor da região de [[Ribadavia]] que integrou a corte de [[Afonso VII de Leão]] entre 1125 e 1151. Também o seu pai não ficava atrás do avô em termos de prestígio de carreira: assumiu vários cargos em Leão, e logrou unir-se a Portugal por casamento com a filha de [[Bermudo Peres de Trava]], irmão do influente [[Fernão Peres de Trava]]. Este casamento permitira a seu pai criar laços de fidelidade com [[Sancho I de Portugal]], integrando também a sua corte e a política portuguesa{{Sfn|Calderón Medina & Ferreira|2014|pp=16-20}}.
Vários irmãos do rei abandonaram o reino como [[Pedro de Portugal, conde de Urgel|Pedro]] e [[Fernando de Portugal, Conde da Flandres|Fernando]], e ainda o bastardo [[Martim Sanches de Portugal|Martim Sanches]], sendo que este último vem precisamente refugiar-se na Galiza, onde lhe foi encomendado o governo da região pelo rei{{Sfn|Mattoso|1991|pp=1030–1031}}{{Sfn|David y Sotto Mayor Pizarro|2000|pp=136–137}}{{Harvref|Carvalho Correia|2008|p=180}}, ascendendo ainda a alferes-mor{{Sfn|Calderón Medina & Ferreira|2014|pp=32-36}}.
 
Entretanto, João Fernandes aproveitara a situação turbulenta em Portugal e a subsequente intervenção leonesa para se apoderar de várias tenências, assumindo, na Galiza, a posição dos vários nobres portugueses que se opuseram ao novo rei. Assim, assumiu o controlo de tenências como [[Salamanca]], [[Limia]], [[Trastámara]], [[Monterroso]], [[Turonio|Toronho]], [[Alhariz]], [[Milmanda]], [[Rueda]], [[Sobroso]], [[Tebra]], ou [[Santa Elena]]{{Sfn|Calderón Medina & Ferreira|2014|pp=16-20}}. Esta atividade de usurpação de tenências só viria a terminar com a invasão de Martim Sanches no [[Minho]], incitado provavelmente pelo [[Arcebispos de Braga|Arcebispo de Braga]], [[Estêvão Soares da Silva]]{{Sfn|Calderón Medina & Ferreira|2014|pp=32-36}}.
 
===A aproximação a Portugal por via matrimonial===
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