Diferenças entre edições de "Individualismo"

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Assim, o individualismo remonta ao [[contrato social]] e às origens do pensamento democrático, com [[Hobbes]], [[Locke]] e [[Jean-Jacques Rousseau|Rousseau]] e a rejeição do poder político legitimado pelo direito de dinástico herança ou pela vontade divina. Consolida-se assim a concepção de indivíduo como um ser uno, livre e responsável por seus próprios atos - o [[cidadão]] moderno, célula mínima do Estado democrático, que lhe garante contratualmente direitos e deveres.
 
Alguns autores, destacam no entanto o individualismo moral e político presente na [[Reforma luterana]] como a marca distintiva da [[modernidade]] - considerando a Reforma como até mais importante, neste sentido, do que o [[contratualismo]].e um conceito politicopolítico moral e social
 
Posteriormente, o [[Romantismo]] também será fundamental na constituição do individualismo moderno, que tanto reúne traços iluministas quanto românticos. Segundo [[Simmel]]<ref>SIMMEL, G. (1957). ''Freedom and the individual.'' In: LEVINE, D.(ed.). ''On Individuality and Social Forms: Selected Writings.'' Chicago: The University of Chicago Press, 1971.</ref> há duas revoluções individualistas na história do [[Ocidente]], que resultam em dois tipos de individualismo: a primeira revolução individualista teria sido uma revolução quantitativa ou numérica (de ''singleness''), fruto do iluminismo, visando o homem em sua universalidade, o que corresponde à concepção do indivíduo como um cidadão livre e autônomo, destacado do todo social. A instauração do individualismo de ''singleness'' tem como marco a Revolução Francesa, quando se consolidam os ideais de igualdade, liberdade e fraternidade. Já a segunda revolução individualista, promovida por meio do ideário romântico do [[século XIX]], corresponde, segundo o autor, ao individualismo de ''uniqueness'', e diz respeito à dimensão de excepcionalidade e singularidade do indivíduo moderno. ''O que importava agora não era mais ser um indivíduo livre como tal, mas ser um indivíduo singular e insubstituível''<ref>[http://pepsic.bvs-psi.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-11382004000100011&lng=pt&nrm= GARCIA, Claudia Amorim e COUTINHO, Luciana Gageiro. Os novos rumos do individualismo e o desamparo do sujeito contemporâneo. Psyche (Sao Paulo), jun. 2004, vol.8, no.13, p.125-140. ISSN 1415-1138.]</ref>