Diferenças entre edições de "Carlo Sforza"

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| língua = it | autor=treccani.it | título = Sfòrza, Carlo nell'Enciclopedia Treccani |url= http://www.treccani.it/enciclopedia/carlo-sforza/ |acessodata = 27-3-2017}}.</ref>
 
O Conde[[conde]] Carlo IV Sforza nasceu em [[Lucca]] e era filho de Giovanni Sforza (1846-1922) di Montignoso di Lunigiana, historiador de grande talento<ref>{{it}}Livio Zeno, ''Ritratto di Carlo Sforza, col carteggio Croce-Sforza e altri documenti inediti'', Florença: Le Monnier, 1975, {{p.}} 39-40.</ref> e descendente do [[Duque de Milão]] [[Francisco I Sforza]] (1401-1466), e de Elisabetta Pierantoni. Ao falecer o seu irmão mais velho, herdou o título de [[conde]]. Estudou direito em [[Pisa]] e foi aluno de [[Enrico Ferri]] e de Lodovico Mortara.
 
Entrou no serviço diplomático da [[Itália]] em 1896. Serviu no [[Cairo]], [[Paris]] (1922), [[Istambul]] (embaixador em Constantinopla de 1918 a 1919), [[Pequim]] (embaixador de 1911 a 1915), [[Bucareste]], [[Madrid]], [[Londres]] e [[Belgrado]] e, após a [[Primeira Guerra Mundial]], foi nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros no governo de [[Giovanni Giolitti]]. Em 1921, Sforza enfrentou os partidos da extrema direita mediante a assinatura do [[Tratado de Rapallo (1920)|Tratado de Rapallo]], que devolveu o importante porto de [[Fiume]] à [[Jugoslávia]].
 
Mais tarde, Carlo IV Sforza foi nomeado embaixador na [[França]], mas renunciou ao cargo no próprio dia em que [[Benito Mussolini]] chegou ao poder em [[1922]]. Liderou a oposição antifascista no Senado e foi finalmente forçado ao exílio em 1926. Enquanto vivia no exílio, Sforza publicou os livros ''Ditaduras Europeias'', ''Itália Contemporânea'' e ''Síntese da Europa''. Afirmou que a Itália, uma nação com uma tradição tão antiga e rica, ''poderia dar-se ao luxo de esperar''.
 
Sforza viveu em França até à ocupação alemã de junho de 1940. Mudou-se então para Inglaterra e depois para os [[Estados Unidos]]. Esperou a rendição da Itália em setembro de 1943 e retornou ao seu país em junho de 1944 depois de aceitar a oferta de [[Ivanoe Bonomi]] para se juntar ao seu governo antifascista provisório. Em 1946, Sforza tornou-se membro do [[Partido Republicano Italiano]].
 
De novo como Ministro dos Negócios Estrangeiros (1947-1951), apoiou o Programa de Recuperação da Europa e a assinatura do [[Tratado de Trieste]]. Era um defensor convicto da política pró-europeia e um dos arquitetos da Itália pós-guerra, e com o governo [[Alcide De Gasperi|De Gasperi]] levou a Itália a aderir ao [[Conselho da Europa]]. Em [[18 de abril]] de [[1951]] assinou o Tratado que criou a [[Comunidade Europeia do Carvão e do Aço]], fazendo da Itália um dos seus membros fundadores.
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