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Um ano depois, em 1896, o físico francês [[Antoine Henri Becquerel]], estava estudando a [[fosforescência]] do [[sulfato]] de [[urânio]] e [[potássio]], um [[sal]] de urânio. Os experimentos consistiam em expor o composto ao sol, juntamente com um [[filme fotográfico]] envolto em um papel opaco e, posteriormente, revelar este filme. Num dia sem sol, Becquerel deixou um pouco deste material sobre o filme envolto no papel opaco guardado em uma gaveta. Posteriormente, ele revelou o filme e, para sua surpresa, verificou que havia uma mancha muito escura no local em que o sal havia ficado. Em uma comunicação à [[Académie des Sciences|Academia de Ciências de Paris]], Becquerel anuncia que o fenômeno era devido a raios emanados espontaneamente pelo material, com propriedades similares aos raios X, tendo assim descoberto a [[radioatividade]] natural.<ref name="Emico2" /><ref name="UNEP" /><ref name="Becquerel" /><ref name="Emico7" />
 
Em 1891, a polonesa [[Marie Curie|Maria Salomea Sklodowska]] vem à Paris para estudar na [[Sorbonne Université|Sorbone]]. Após seu casamento com o físico [[Pierre Curie|Pierre Currie]], passa a se chamar [[Marie Curie]]. Em 1897, começa a estudar os ''raios de Becquerel''. Descobriu que o [[tório]] também emitia raios semelhantes ao do urânio e propõe o termo radioatividade. Em 1898 ela e seu marido Pierre, isolam a partir do mineral [[pechblenda]], dois novos elementos radioativos, o [[polônio]] e o [[Rádio (elemento químico)|rádio]]. O prêmio nobel de física de de 1903 foi divido entre Marie Curie, Pierre Currie e Becquerel.
 
== Efeitos biológicos ==
 
=== Aplicações na medicina ===
No início do [[século XX]], quando ainda não havia maiores estudos sobre os efeitos da radiação ionizante no corpo humano, uma série de [[terapia]]s com elementos radioativos (especialmente [[urânio]], [[rádio (elemento químico)|rádio]] e [[radônio]]) foram propostas e até mesmo comercializadas. A radiação emitida pelo rádio, por exemplo, era usada para tratar certas doenças como o [[Lúpus eritematoso disseminado|lupus]], [[câncer]] e doenças do [[Sistema nervoso|sistema nervoso,]] embora o próprio Pierre CurrieCurie em 1903 já alertava para efeitos nocivos dessas radiações<ref name=Reed/>. Nos [[Estados Unidos]], apenas a partir da [[década de 1930]] foram tomadas medidas para proibir o uso de produtos com substâncias radioativas prejudiciais à saúde. A despeito disso, até a [[década de 1940]], uma empresa americana ainda comercializava medicamentos na forma de [[pomada]]s, [[comprimido]]s e [[supositório]]s contendo elementos radioativos.<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.com.br/books?id=PSb5BwAAQBAJ&printsec=frontcover&dq=Environmental+radon&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwioxLWPoq7RAhXEEZAKHXZpAx8Q6AEIHTAA#v=onepage&q=Environmental%20radon&f=false|titulo=Environmental Radon|ultimo=Cothern|primeiro=C. Richard|ultimo2=Jr|primeiro2=James E. Smith|data=2013-11-21|editora=Springer Science & Business Media|lingua=en|isbn=9781489904737}}</ref>
 
De uma maneira geral, as aplicações das radiações ionizantes na medicina compreendem um campo genericamente denominado [[radiologia]], que por sua vez compreende acompreendem:<ref name="Emico4" />
 
* [[Radioterapia]]: utiliza a radiação ionizante principalmente para o tratamento de tumores, induzindo a morte celular desses tecidos. Pode ser realizada com a fonte de radiação situada fora do paciente (teleterapia) ou ainda com fontes seladas introduzidas muito próximas a lesão ([[braquiterapia]]).<ref name="Emico4"/><ref name="Emico5"/> No caso da teleterapia, aceleradores lineares de elétrons com energia entre 5 e 30 MeV são as principais máquinas para radioterapia (em 2008 existiam aproximadamente 5 000 destes no mundo). Nessas máquinas, os raios X são produzidos quando os elétrons acelerados atingem um alvo de [[metal pesado]].<ref name="Eickhoff" />
* [[Imagiologia médica|Radiologia diagnóstica]]: utiliza a radiação ionizante para a obtenção de imagens do interior do corpo, usando filmes fotográficos, telas [[Fluoroscopia|fluoroscópicas]] ou detectores de radiação sensíveis a posição, nesse caso a informação principal é anatômica. Pode-se destacar a [[radiografia]] convencional e a [[Tomografia computadorizada|tomografia]] computadorizada.<ref name="Emico4"/> O uso da radiografia é muito comum sendo que na [[Rússia]] 50% da população está sujeita a eles,<ref name="Pivovarov" /> e nos [[Estados Unidos|EUA]] raios-X são utilizados em mais de metade dos diagnósticos de ferimentos físicos.<ref name=":0">{{citar web |ultimo= |primeiro= |url=https://web.archive.org/web/20120405155416/http://www.epa.gov/radiation/docs/402-k-07-006.pdf |titulo=Radiation: Risks and Realities |data=maio de 2007 |acessodata=6 de janeiro de 2017 |publicado=Environmental Protection Agency}}</ref><ref name=":1">{{Citar web |url=https://web.archive.org/web/20130627181106/http://hps.org/publicinformation/ate/q1378.html |titulo=Use of radiation in medicine |data=2013-06-27 |acessodata=2017-01-06}}</ref>
* [[Medicina nuclear]]: utiliza radionuclídeos para o diagnostico e tratamento de doenças. Os radionuclídeos possuem [[meia-vida]] curta e são injetados no paciente. No caso do diagnóstico a informação principal está relacionada ao metabolismo e fisiologia.<ref name="Emico4"/> No caso do tratamento, os radionuclídeos mais usados são: [[Iodo#Iodo-131|<sup>131</sup>I]], [[Fósforo|<sup>32</sup>P]], [[Estrôncio|<sup>89</sup>Sr]] e [[Samário|<sup>153</sup>Sm]]; <sup>60</sup>Co é usado externamente, como um potente emissor gama.<ref name="RADIO" /> Caso medidas adequadas de segurança sejam adotadas, a contaminação por radionuclídeos em hospitais deve ser mínima. No entanto, Ho & Shearer,<ref name="Ho" /> ao analisarem a contaminação em sanitários próximos aos laboratórios que utilizam radiação, recomendaram que sejam designados sanitários especiais a pacientes realizando tratamento radioativo, presumivelmente para evitar contaminação dos outros pacientes.
 
Radiações podem ser usadas para pesquisa, diagnóstico e tratamento na medicina estando todos esses usos sujeitos às regulações governamentais. Nos EUA, esses usos constituem a principal fonte de exposição humana a radiação.<ref name=":0">{{citar web |ultimo= |primeiro= |url=https://web.archive.org/web/20120405155416/http://www.epa.gov/radiation/docs/402-k-07-006.pdf |titulo=Radiation: Risks and Realities |data=maio de 2007 |acessodata=6 de janeiro de 2017 |publicado=Environmental Protection Agency}}</ref> Na pesquisa, normalmente usam-se pequenas doses de radiação, na busca de novas formas de diagnosticar e tratar doenças.<ref name=":1">{{Citar web |url=https://web.archive.org/web/20130627181106/http://hps.org/publicinformation/ate/q1378.html |titulo=Use of radiation in medicine |data=2013-06-27 |acessodata=2017-01-06}}</ref>
 
Também se destacam a tomografia computadorizada (em inglês ''CT scan'') e o uso de [[Radioisótopo|radionuclídeos]] para formação de imagens na medicina nuclear.<ref name=":1" />
 
Quando usada para tratamento, o principal destaque é o uso da radioterapia para combate ao câncer. Neste caso, os radionuclídeos mais usados são: [[Iodo#Iodo-131|<sup>131</sup>I]], [[Fósforo|<sup>32</sup>P]], [[Estrôncio|<sup>89</sup>Sr]] e [[Samário|<sup>153</sup>Sm]]; <sup>60</sup>Co é usado externamente, como um potente emissor gama.<ref name="RADIO" /> Atualmente, aceleradores lineares de elétrons com energia entre 5 e 30 MeV são as principais máquinas para radioterapia (em 2008 existiam aproximadamente 5 000 destes no mundo). Nessas máquinas, os raios X são produzidos quando os elétrons acelerados atingem um alvo de [[metal pesado]].<ref name="Eickhoff" />
 
Caso medidas adequadas de segurança sejam adotadas, a contaminação por radionuclídeos em hospitais deve ser mínima. No entanto, Ho & Shearer,<ref name=Ho/> ao analisarem a contaminação em sanitários próximos aos laboratórios que utilizam radiação, recomendaram que sejam designados sanitários especiais a pacientes realizando tratamento radioativo, presumivelmente para evitar contaminação dos outros pacientes.
 
== Radiação de fundo ==
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