Diferenças entre edições de "Cerco de Dubrovnik"

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=== Defesa de Dubrovnik ===
{{Imagem múltipla
[[Ficheiro:Dubrovnik Wartime Stradun.jpg|thumb|esquerda|180px|Civis caminhando pela rua Stradun durante o cerco.]]
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| image1 = Dubrovnik Wartime Stradun.jpg
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| image2 = Hotel Grand - destroyed hotel in Kupari, Croatia.JPG
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| footer = Civis caminhando pela rua Stradun durante o cerco (''esquerda'') e o Hotel Grand, em Kupari, destruído durante o cerco (''direita'').
}}
O exército iugoslavo continuou seus ataques de artilharia contra Dubrovnik em 30 de outubro e o bombardeio continuou até 4 de novembro, visando as áreas ocidentais de Dubrovnik — Gruž e Lapad — bem como os hotéis que estavam hospedando refugiados.{{sfn|Conselho de Segurança das Nações Unidas|1994|p=Seção VI/C}}{{sfn|Pavlovic|2005|p=69}} De 3 a 4 de novembro, as tropas do JNA atacaram a Velha Cidade e os hotéis usando armas leves e franco-atirador do 3.º batalhão da 472.ª brigada Motorizada, que ocupava as posições mais próximas do centro da cidade.{{sfn|Pavlovic|2005|p=63}}{{sfn|Conselho de Segurança das Nações Unidas|1994|p=Seção VI/C}}{{sfn|Pavlovic|2005|p=69}} No dia seguinte, o Forte Imperial foi bombardeado mais uma vez.{{sfn|Conselho de Segurança das Nações Unidas|1994|p=Seção VI/C}} Em 7 de novembro, o JNA emitiu um novo ultimato exigindo a rendição de Dubrovnik até o meio-dia. O pedido foi rejeitado e Jokić anunciou que o JNA apenas pouparia a Cidade Velha da destruição.{{sfn|Pavlovic|2005|p=69}} No mesmo dia, a luta recomeçou perto de Slano.<ref>{{citar web |url=https://slobodnadalmacija.hr/ |titulo=Ratnog mučenika "Perasta" ubit će – mir |publicado=Slobodna Dalmacija |arquivourl=https://www.webcitation.org/6LUTtbvob?url=http://arhiv.slobodnadalmacija.hr/19990706/novosti.htm |arquivodata=6 de julho de 1999 |acessodata=3 de junho de 2021}}</ref>
 
O exército e a força naval iugoslava retomaram o bombardeio de Dubrovnik entre 9 e 12 de novembro, almejando a Velha Cidade, Gruž, Lapad e Ploče, bem como os hotéis. Mísseis guiados por arame foram usados ​​para atacar barcos no porto,{{sfn|Conselho de Segurança das Nações Unidas|1994|p=Seção VI/C}} enquanto alguns navios maiores no porto de Gruž — incluindo a balsa ''Adriatic'' e o veleiro de propriedade americana ''Pelagic'', foram incendiados e destruído por tiros.{{sfn|American Maritime Cases|1994}}{{sfn|Hooke|1997|p=9}} O Forte Imperial foi atacado pelo JNA em 9, 10 e 13 de novembro.{{sfn|Conselho de Segurança das Nações Unidas|1994|p=Seção VI/C}} Estes ataques foram seguidos de uma calmaria que durou até ao final de novembro, quando a Missão de Vigilância da União Europeia (ECMM) mediou as negociações entre o exército da Iugoslávia e as autoridades croatas em Dubrovnik. A ECMM foi retirada em meados de novembro, após o seu pessoal ter sido atacado pelo JNA e a mediação ter sido assumida pelo Secretário de Estado Francês para os Assuntos Humanitários, [[Bernard Kouchner]], e pelo Chefe da Missão da [[Fundo das Nações Unidas para a Infância]] (UNICEF), Stephan Di Mistura. As negociações produziram acordos de cessar-fogo em 19 de novembro e 5 de dezembro, mas nenhuma produziu quaisquer resultados específicos no terreno.{{sfn|Conselho de Segurança das Nações Unidas|1994|p=Seção VI/C}} Em vez disso, as unidades iugoslavas localizadas em Dubrovačko Primorje — ao noroeste de Dubrovnik — cercaram a cidade, alcançando o ponto mais distante de seu avanço em 24 de novembro,{{sfn|Pavlovic|2005|p=68}} quando as defesas da cidade foram empurradas de volta ao vilarejo de Sustjepan;<ref>{{citar web |url=https://www.novilist.hr/novosti/hrvatska/obljetnica-napada-na-dubrovnik-i-srd-nakon-koje-svijet-daje-podrsku-hrvatskoj/ |titulo=Obljetnica napada na Dubrovnik i Srđ, nakon koje svijet daje podršku Hrvatskoj |publicado=Novi list |autor=Danko Radaljac |língua=croata |data=6 de dezembro de 2011 |acessodata=6 de junho de 2021}}</ref> o JNA tentou estabelecer a República de Dubrovnik na área que ocupava,<ref>{{citar web |url=https://dulist.hr/prekidi-vatre-i-linije-razgranicenja/16979/ |titulo=Prekidi vatre i linije razgraničenja |publicado=DuList |autor=Varina Jurica Turk |língua=croata |data=4 de janeiro de 2012|acessodata=6 de junho de 2021}}</ref> na qual sua tentativa falhou.{{sfn|Zabkar|1995|p=75}}
 
Dubrovnik começou a receber as maiores entregas de [[ajuda humanitária]] desde o início do cerco. A primeira tentativa bem-sucedida de sustentar a cidade foi o comboio Libertas, chegando a Dubrovnik em 31 de outubro.{{Nota de rodapé|O comboio Libertas foi uma ação humanitária parcialmente de base com o objetivo de romper o bloqueio naval do Exército do Povo Iugoslavo à cidade croata de Dubrovnik durante a Guerra da Independência da Croácia e o cerco de 1991.<ref>{{citar web |url=https://domovinskirat.hr/en/2020/10/31/the-libertas-convoy-reaches-dubrovnik/ |titulo=The "Libertas Convoy" reaches Dubrovnik |publicado=Domovinskirat.hr |língua=croata |autor=Borna Marinic |data=31 de outubro de 2020 |acessodata=7 de junho de 2021}}</ref>}} O comboio partiu de [[Rijeka]] e fez várias escalas, crescendo para 29 navios ao se aproximar da cidade. O comboio foi inicialmente detido pela fragata iugoslava JRM ''Split'' entre as ilhas de [[Brač]] e [[Šolta]]; e no dia seguinte por barcos de patrulha iugoslavos ao largo de Korčula antes que o Esquadrão de Barcos Armados se unisse à frota e a escoltasse até o Porto de Dubrovnik em Gruž.{{sfn|Mesić|2004|pp=389–390}}<ref>{{citar web |url=https://www.latimes.com/archives/la-xpm-1991-10-31-mn-995-story.html |titulo=Peace Flotilla Due to Dock in Dubrovnik : Yugoslavia: Officials are trying to break the federal navy’s monthlong blockade of the Croatian port |publicado=The New York Times |autor=Carol J. Williams |data=30 de outubro de 1991 |acessodata=7 de junho de 2021}}</ref> Durante o retorno, o navio ''Slavija'' — com capacidade para 700 pessoas — evacuou 2000 refugiados de Dubrovnik, embora tivesse que navegar primeiramente à Baía de Kotor para inspeção da Marinha Iugoslava.<ref>{{citar web |url=https://www.nytimes.com/1991/11/15/world/refugees-pack-boat-out-of-dubrovnik.html |titulo=Refugees Pack Boat Out of Dubrovnik |publicado=The New York Times |autor=David Blinder |data=15 de novembro de 1991 |acessodata=7 de junho de 2021}}</ref>
 
{{Notas}}
* {{citar livro |url=https://books.google.com.br/books/about/Balkan_Battlegrounds.html?id=jodpAAAAMAAJ&redir_esc=y |título=Balkan Battlegrounds: A Military History of the Yugoslav Conflict |autor=[[Central Intelligence Agency]] |publicado=Central Intelligence Agency, Office of Russian and European Analysis |ano=2002 |volume=2 |isbn=9780160664724 |ref=harv}}
* {{citar relatório |url=https://www.icty.org/x/file/About/OTP/un_commission_of_experts_report1994_en.pdf |titulo=Final report of the United Nations Commission of Experts established pursuant to security council resolution 780 (1992), S/1994/674/Add.2 (Vol. V) |publicado=Conselho de Segurança das Nações Unidas |primeiro1=Dominic |último1=McAlea |primeiro2=Colin |último2=Kaiser |primeiro3=Terje |último3=Lund |primeiro4=Oyvind |último4=Hoel |ano=1994 |acessodata=19 de abril de 2021 |ref={{harvid|Conselho de Segurança das Nações Unidas|1994}}}}
* {{citar relatório |url=https://books.google.com.br/books?id=mButzsYUurkC&redir_esc=y |titulo=The Demise of Yugoslavia: A Political Memoir |publicado=Central European University Press |primeiro1=Stipe |último1=Mesić |ano=2004 |isbn=9789639241817 |ref=harv}}
* {{citar livro |url=https://books.google.com.br/books/about/Eastern_Europe_and_the_Commonwealth_of_I.html?id=qmN95fFocsMC&redir_esc=y |título=Eastern Europe and the Commonwealth of Independent States, 1999 |autor=Europa Publications |ano=1999 |páginas=1004 |publicado=Taylor & Francis Group |isbn=9781857430585 |ref=harv}}
* {{citar livro |url=https://books.google.com.br/books/about/Maritime_Casualties_1963_1996.html?id=cIgTAAAAYAAJ&redir_esc=y |titulo=Maritime Casualties, 1963-1996 |publicado=LLP |primeiro1=Norman |último1=Hooke |ano=1997 |páginas=741 |isbn=9781859781104 |ref=harv}}