Diferenças entre edições de "Xarifado de Meca"

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O '''Xarifado de Meca''' ({{Langx|ar|شرافة مكة||''Sharāfa Makka''}}) ou '''Emirado de Meca''' <ref name="Baker1979"bak79>{{citar livro|autor =Randall Baker|título=Rei Husain e o Reino de Hejaz|url=https://books.google.com/books?id=n706ShSYt-sC&pg=PA2|acessodata=2013-06-10|ano=1979|publicado=The Oleander Press|isbn=978-0-900891-48-9|página=2}}</ref> era um estado, não-soberano por grande parte de sua existência, governado pelos [[Xarifesxarifes de [[Meca]]. Um [[Xarifexarife]] era descendente direto de [[Haçane ibne Ali]], o filho de [[Fátima (filha de Maomé)| Fátima]] e [[Ali]] e, portanto neto do profeta [[Maomé]] e sua esposa [[Cadija]]. Ali, o pai de Haçane ibne Ali era o quarto [[califa]], segundo os [[sunita]]s ou o primeiro, segundo os [[xiita]]s.<ref name="BöweringCrone2011">{{citar livro|autor1 =Gerhard Böwering|autor2 =Patricia Crone|autor3 =Mahan Mirza|título=The Princeton Encyclopedia of Islamic Political Thought|url=https://books.google.com/books?id=q1I0pcrFFSUC&pg=PA190|acessodata=2013-06-14|ano=2011|publicado=Princeton University Press|isbn=978-0-691-13484-0|página=190}}</ref> Em fontes ocidentais, o príncipe de Meca era conhecido como o [[Xarife|Grande Xarife]], mas os árabes sempre usaram a denominação "[[Emiremir]]".<ref name="Hogarth1978 "/>
 
O Xarifadoxarifado existiu entre os anos 968 e 1925.<ref name="Teitelbaum2001">{{citar livro|autor =Joshua Teitelbaum|título=The Rise and Fall of the Hashimite Kingdom of Arabia|url=https://books.google.com/books?id=Y1A48DWZ2gIC&pg=PA9|acessodata=2013-06-11|ano=2001|publicado=C. Hurst & Co. Publishers|isbn=978-1-85065-460-5|página=9}}</ref> De 1201, os descendentes do [[Xarife|patriarca Xarife]]xarife [[Qatada ibn Idris al-Alawi al-Hasani|Qutada]] reinaram sobre [[Meca]], [[Medina]] e [[Hejaz]], em sucessão ininterrupta até 1925.<ref> {{citar livro|título=Jordan: Chaves para o Reino|ano=1995|publicado=Jordan Media Group|página=xvi}}</ref>
 
== Início da história ==
Originalmente, os [[Xarife]]sxarifes do Hejaz geralmente evitavam envolvimento na vida pública. Essa situação mudou na segunda metade do {{séc|X}}, com a ascensão da seita dos [[Carmatascarmatas]]. Os carmatas, como também eram conhecidos, dirigiram ataques tribais ao [[Iraque (região histórica)|Iraque]], [[Síria (região)|Síria]] e grande parte da [[Arábia]], interrompendo o fluxo de peregrinos para [[Meca]]. Em 930, adeptos da seita, liderados pelo governante do estado Carmata no [[Barém]] ([[Província Oriental (Arábia Saudita)|Arábia Oriental]]), [[Abu Tair Aljanabi]] {{nwrap||906|944}}; atacaram e provocaram o [[saque de Meca]], roubaram a sagrada [[Pedra Negra]] da [[Caaba]], gerando um grave embaraço ao califa [[Califado Abássida|Abássida]] em [[Bagdá]]. Abu Tair era o filho mais novo de [[Abuçaíde Aljanabi]], o fundador do Estado carmata, enquanto que [[Abul Misque Cafur]], era um vassalo [[Califado Abássida|abássida]] e governante do Egito, que concluiu por persuadir os carmatas a cessarem suas incursões e devolverem a Pedra Negra a Meca em troca de um tributo anual. Como medida para melhorar a segurança dos peregrinos, escolheu um dos Xarifesxarifes de Hejaz, {{ilc|Jafar Almuçaui||Ja'far al-Musawi}}, e o instalou como emir de Meca em cerca de 964.<ref name="Salibi1998p53">{{citar livro|autor =Kamal S. Salibi|título=A História Moderna da Jordânia|url=https://books.google.com/books?id=7zdi2sCuIh8C&pg=PA53|acessodata=2013-06-11|data=1998-12-15|publicado=I.B.Tauris|isbn=978-1-86064-331-6|páginas=53–55}}</ref>
 
Quando o [[Califado Fatímida|fatímida]] [[Almuiz Aldim Alá]] conquistou o Egito em 973, eles começaram a nomear os Xarifesxarifes de Meca dentre os descendentes de Jafar Almuçaui. Em 1012, o emir de Meca [[Abul Futu Haçane ibne Jafar]] declarou-se califa, mas foi persuadido a desistir de seu título no mesmo ano. O primeiro governante de {{ilc|sulaída||dinastia sulaída||dinastia sulayhida}} conquistou todo o [[Iêmen]] em 1062 e seguiu para o norte para ocupar o Hejaz. Por um tempo, eles nomearam os emires de Meca. "Quando o poder [[sunita]] começou a reviver após 1058, os emires mecânicos mantiveram uma posição ambígua entre os fatímidas e os [[Seljúcidas]] de [[Ispaã]]. Depois que [[Saladino]] derrubou os fatímidas em 1171, os [[Império Aiúbida|Aiúbida]]s aspirava estabelecer a sua soberania sobre Meca. Seu envolvimento constante em disputas dinásticas, no entanto, levou a um período livre de interferências externas no Hejaz.<ref name="Salibi1998p53"/>
 
Em cerca de 1200, um Xarifexarife com o nome de [[Qatada ibn Idris]] tomou o poder e foi reconhecido como Emir pelo [[sultão aiúbida]].<ref name=Prothero31 > {{citar livro|último =Prothero|primeiro=GW|título=Arábia|ano=1920|publicado=Escritório de Papelaria HM|localização=Londres|página=31|url=http://www.wdl.org/en/item/11767/view/1/31/}}</ref> Ele se tornou o primeiro de uma dinastia que detinha o emirado até ser abolido em 1925.<ref name="Salibi1998p53"/> O [[Sultanato mameluco do Cairo]] conseguiu tomar o Hejaz, e fez dele uma província regular do seu império depois de 1350.<ref name="Salibi1998p56"> {{citar livro|autor =Kamal S. Salibi|título=A História Moderna da Jordânia|url=https://books.google.com/books?id=7zdi2sCuIh8C&pg=PA56|acessodata=2013-06-11|data=1998-12-15|publicado=IBTauris|isbn=978-1-86064-331-6|página=56}}</ref> [[Jidá]] tornou-se uma base dos mamelucos para suas operações no [[Mar Vermelho]] e no [[Oceano Índico]], levando-o a substituir [[Yanbu]] como o principal centro de comércio marítimo nas costas do [[Hejaz]]. Ao jogar os membros da casa [[Xarifexarife]]ana uns contra os outros, os mamelucos conseguiram alcançar um alto grau de controle sobre o Hejaz.<ref> name{{citar livro|autor="Salibi1998p56"Kamal S. Salibi|título=A História Moderna da Jordânia|url=https://books.google.com/books?id=7zdi2sCuIh8C&pg=PA56|acessodata=2013-06-11|ano=1998|publicado=IB Tauris|isbn=978-1-86064-331-6|página=56}}</ref>
 
== Era Otomanaotomana ==
{{artigoArtigo principal|Arábia otomana|Era otomana na história da Arábia Saudita}}
[[File:Estats de l'Empire du Grand Seigneur des Turcs - 1695 - Estats du cherif de la Mecque.jpg|thumb|1695 mapa do Xarifado de Meca]]
[[File:Osmanli-nisani.svg|thumb|[[Brasão de armas]] (símbolo) do [[Império Otomano]].]]
Durante o período [[Império Otomano|otomano]], o emirado não era hereditário, e devia sua sucessão à nomeação direta pela [[Sublime Porta|Porta Otomana]] {{Nota de rodapé|Conhecida também como '''Sublime "Porta''' Otomana", a '''"Sublime Porta Otomana'''" ou simplesmente '''"Porta'''", era a designação corrente entre os anos 1718 e 1922 dada ao governo [[Império Otomano|Otomanootomano]]. O termo original é [[língua turca|turco]] 'é ''Bab-ı Ali''' (literalmente ''grande portão'' ou ''portão principal'') e era imputada ao monumental portão de entrada nodo palácio onde estavam os principais órgãos do governo imperial.<Ref>https://www.britannica.com/topic/Sublime-Porte</ref> Ela era a entrada para o claustro aberto onde o [[sultão]] recebia os embaixadores e onde se realizavam reuniões protocolares e recepções envolvendo o sultão ou o seu grão-[[vizir]] (cargo equivalente ao de primeiro-ministro).}}.<ref name="Hogarth1978"> {{citar livro|autor =David George Hogarth|título=Hejaz Antes da Primeira Guerra Mundial: Um Manual|url=https://books.google.com/books?id=Qx_8DAy9VMYC&pg=PA49|acessodata=11 de junho de 2013|ano=1978|publicado=The Oleander Press|isbn=978-0-902675-74-2|páginas=49-50}}</ref> Um sistema dual de governo existiu sobre o Hejaz durante grande parte deste período.<ref name="Long1979"/> autoridade governante foi compartilhado entre o Emir, um membro dos [[Ashraf]]s ou descendentes de Maomé, e o governador ou [[uáli]] Otomanootomano.<ref name="Long1979"/> Este sistema continuou até a [[Revolta Árabe]] de 1916.<ref name="Long1979"> {{citar livro|autor =David E. Long|título=O Hajj Hoje: Um Estudo da Peregrinação Contemporânea de Makkah|url=https://books.google.com/books?id=2Uk3Gh6xrUUC&pg=PA37|acessodata=2013-06-11|ano=1979|publicado=SUNY Press|isbn=978-0-87395-382-5|páginas=37-38}}</ref> Além dos emires de Meca, a administração otomana no Hejaz esteve primeiramente nas mãos do Governador do [[Eialete do Egito|Egito]] e depois dos governadores de [[Eialete de Jidá|Jidá]]. O Eialete de Jidá foi posteriormente transformado no [[Vilaiete de Hejaz]], com um governador em [[Meca]]. {{sfn|Numan|2005|p=61-62}}
 
Durante grande parte do [[Século XIX{{séc|séc. XIX]]}}, o lugar mais ao norte do Emirado era [[Al-Ula]], enquanto o limite sul era geralmente [[{{lknb|Al |Lith]]}}, e às vezes [[{{lknb|Al |Qunfudhah]]}}; para o leste, nunca se estendia além do oásis [[Caibar]]. {{sfn|Numan|2005|p=15}} Meca, [[Medina]] e [[Jidá]] foram suas maiores cidades. A maioria da população dessas cidades era composta de muçulmanos não-árabes, incluindo os [[Emirado de Bucara|Bucarisjavaneses]], os [[javanês|Javanesesindianos]], os [[Índia|Indianosafegãos]], os [[afegãosEmirado de Bucara|bucaranos]] e osoutros [[Ásia Central|centro-asiáticos centrais]]. {{sfn|Numan|2005|p=15}}
 
Por esta época, em [[1872]], foi criado pelo [[grão-vizir]] [[Mamude Nedim Paxá]], {{sfn|Abu-Manneh|1999|p=36}} o distrito chamado [[Mutasarrifado de Jerusalém]] (''{{lang-ota|Kudüs-i Şerif Mutasarrıflığı}}''; {{lang-ar|متصرفية القدس الشريف}}) [[1872]] [3] [4] [ 5], ou o [[Sanjak de Jerusalém]], um distrito Otomanootomano com estatuto administrativo especial. .<ref name="Büssow-p5">{{citar livro|último =Büssow |primeiro =Johann |título= Hamidian Palestine: Politics and Society in the District of Jerusalem 1872-1908|url= https://books.google.com/books?id=crPPX99rjYUC&pg=PA5 |acessodata= |data= |publicado=BRILL |isbn=978-90-04-20569-7 |página=5}}</ref>{{sfn|Abu-Manneh|1999|p=36}}<ref name="Jankowski174">{{citar livro|autor1 =James P. Jankowski |autor2 =Israel Gershoni |título= Rethinking Nationalism in the Arab Middle East |url= https://books.google.com/books?id=f3axNF2GdCkC&pg=PA174|acessodata= |data= |publicado=Columbia University Press |isbn=978-0-231-10695-5 |página=174}}</ref> O distrito abrangia [[Jerusalém]], bem como [[Belém (Palestina)|Belém]], Hebron[[Hebrom]], Jaffa[[Jafa]], [[Gaza]] e Beersheba[[Bersebá]].<ref name="Beshara">{{citar livro|autor = Adel Beshara |título= The Origins of Syrian Nationhood: Histories, Pioneers and Identity |url=https://books.google.com/books?id=nr9Ivt-pc0IC&pg=PT56 |acessodata= 2013-06-29 |data= 2012-04-23 |publicado= CRC Press |isbn= 978-1-136-72450-3 |páginas=56–59 |capítulo=The Name of Syria in Ancient and Modern Usage}}</ref> Durante o final do período otomano, o Mutasarrifate de Jerusalém, juntamente com o [[Sanjak de Nablus]] {{sfn|Abu-Manneh|1999|p=36}} e [[Sanjak de Akka]] ([[Acre]]), (Kudus Sherif),<ref>[http://www.palestine-studies.org/sites/default/files/jq-articles/48_Shifting_Ottoman_2.pdf Ottoman Conceptions of Palestine-Part 2: Ethnography and Cartography, Salim Tamari]</ref> formaram a região que era comumente referida como "Síria do Sul" "<ref name="El-Hasan">{{citar livro|autor =Hasan Afif El-Hasan |título= Israel ou Palestina? Is the Two-state Solution Already Dead? |url=https://books.google.com/books?id=CjuzDY-WBr8C&pg=PA38 |acessodata= 2013-06-29 |ano=2010 |publicado=Algora Publishing |isbn= 978-0-87586-793-9 |página=38}}</ref> ou "Palestina". Foi a 7ª região mais populosa das 36 províncias do Império Otomano<ref name="Karpat1985">{{citar livro|último =Karpat|primeiro =Kemal H.|autorlink =Kemal Karpat|título=Ottoman Population, 1830-1914: Demographic and Social Characteristics|url=https://books.google.com/books?id=yhgEAQAAIAAJ|ano=1985|publicado=University of Wisconsin Press|isbn=978-0-299-09160-6|página=210|citação=Table IV.2 Population Density per km2, and Density Rank, 1894/95 (R. 1310), Rank 7, with population of 247,000 and density of 26.33 per km2; underlying source IUKTY 9075}}</ref> e que passou a fazer parte do "[[Eialete de Jerusalém]]",. {{sfn|Abu-Manneh|1999|p=43}} . Surgia assim a [[Palestina (região)|Palestina]].
 
=== Período inicial ===
A região de Hejaz esteve anteriormente sob o controle do [[Sultanato mameluco do Cairo|Sultanato dos Mamelucos]] até sua derrota e tomada pelos otomanos em [[1517]].<ref> [http://www.britannica.com/EBchecked/topic/259797/Hejaz Hejaz (região, Arábia Saudita)-- Britannica Online Encyclopedia]</ref> No mesmo ano, o [[Xarife Barakat]] de Meca reconheceu o Sultão[[sultão otomano ]] como [[califa]].<ref name="Baker1979">{{citar livro|autor =Randall Baker|título=Rei Husain e o Reino de Hejaz|url=https://books.google.com/books?id=n706ShSYt-sC&pg=PA2|acessodata=2013-06-10|ano=1979|publicado=The Oleander Press|isbn=978-0-900891-48-9|página=2}}</ref> Quando os [[Xarifesxarifes aceitaram a soberania otomana, o Sultãosultão confirmou-os em sua posição como governantes do Hejaz. {{sfn|Numan|2005|p=33}} e a autoridade otomana era apenas indireta, como uma espécie de arranjo político, deixando o poder real com o Emir.<ref name="Baker1979"bak79/> O Sultãosultão assumiu o título de "Hâdimü'l-Haremeyni'ş-Şerifeyn", que queria dizer [[Guardião dos Lugares Santos]] ou ''Guardião das Mesquitas Sagradas'' (خادم الحرمين {{lang-ar|الشريفين‎, ''khādim al-ḥaramain al-šarīfain''}}) e ainda ''Guardião das Duas Cidades Santas'', [[Meca]] e [[Medina]]. {{sfn|Numan|2005|p=34}} {{Nota de rodapé|O termo honorífico ''Guardião dos Lugares Santos'', ''Guardião das Mesquitas Sagradas'' ou ''Guardião das Duas Cidades Santas'', era utilizado pelos reis da [[Arábia Saudita]] em referência aos locais sagrados do islão localizados em território árabe: Meca e Medina. Este título foi utilizado originalmente pelos Aiúbidas e, em seguida, pelos sultões otomanos.}}
 
As duas mesquitas, ou locais sagrados, mencionados são as mesquitas da [[Grande Mesquita de Meca|Grande Mesquita]] (em Meca) e a [[Mesquita do Profeta]], (em Medina). O [[Fahd da Arábia Saudita|Rei Fahd]] foi o primeiro monarca árabe a utilizar o título, em [[1986]], substituindo o ''Sua Majestade'' pela palavra ''Guardião''. Em [[2005]], o título foi passado ao seu meio-irmão e falecido rei, [[Abdalá da Arábia Saudita|Abdalá I]], assim como para o atual rei, [[Salman da Arábia Saudita|Salman]].
 
Em [[1630]], uma inundação varreu Meca, destruindo, quase completamente, a [[Caaba]]. Ela foi restaurada por volta de [[1636]].<ref name="Wynbrandt2010p101 "/> Em [[1680]], cerca de 100 pessoas se afogaram em outra inundação em Meca.<ref name="Wynbrandt2010p101"> {{citar livro|autor =James Wynbrandt|título=Uma Breve História da Arábia Saudita|url=https://books.google.com/books?id=eZkIXdsZpPsC&pg=PA101|acessodata=2013-06-12|ano=2010|publicado=Infobase Publishing|isbn=978-0-8160-7876-9|página=101}}</ref>
 
Inicialmente, os otomanos administravam o Hejaz sob o olhar do [[Eialete do Egito]]. {{sfn|Numan|2005|p=35}} Os emires foram nomeados pelo sultão levando em consideração a escolha do [[Xarife]]sxarifes, bem como as opiniões dos [[uáli]]s do Egito, [[Eialete de Damasco|Damasco]] e [[Eialete de Jidá |Jidá]] (depois que foi estabelecida), bem como a do [[Cádi]] de Meca. {{sfn|Numan|2005|p=35}} O emir de Meca era sempre um [[Haxemita]], que era, a rigor, originalmente, um descendente do clã de [[Banu Hashim]], pertencente à tribo dos [[coraixita]]s e cujo antepassado epónimo era [[Haxim ibne Abde Manafe]], bisavô do profeta Maomé.<ref name="Masters2013"> {{citar livro|autor =Bruce Masters|título=Os árabes do Império Otomano, 1516-1918: uma história social e cultural|url=https://books.google.com/books?id=4x09OvMBMmgC&pg=PA61|acessodata=2013-06-08|data=2013-04-29|publicado=Cambridge University Press|isbn=978-1-107-03363-4|página=61}}</ref> Esta situação foi encerrada em [[1803]], quando fundamentalistas do [[uaabismo]] {{Nota de rodapé|O movimento uaabita era uma seita fundamentalista dentro do [[Islã]], fundada por [[Maomé ibne Abdal Uaabe]] que levaria à criação do [[Emirado de Diriyah]] enquanto ele e [[Muhammad bin Saud]] lançavam sua campanha para reformar o Islã e consolidar o poder na Arábia de sua base de poder, e seu eventual esmagamento pelo [[Império Otomano]] egípcio [[Quediva]] (''Vicevice-rei'') [[Muhammad Ali do Egito]].}} depuseram o Emir governante de Meca, [[Ghalib Efendi|Xarife Ghalib]].<ref name="Baker1979"bak79/> Já no ano anterior ([[1802]]), Os 12.000{{formatnum:12000}} uaabitas haviam saqueado [[Carbala]], no [[Iraque]], matando até 5.000{{formatnum:5000}} pessoas e saquearam o [[Santuário Imam Husayn]] <ref name="Bowen153"/> e já, em [[1805]], eles controlavam [[Meca]] e [[Medina]] <ref name="Bowen153" >{{citar livro|último =Bowen |primeiro =Wayne H. |título=The History of Saudi Arabia |ano=2008 |publicado=Greenwood Press |local=Westport, CT |isbn=978-0313340123|páginas=153 |url=https://books.google.com/books?id=S6J2Q3TlJpMC&pg=PA73&lpg=PA73&dq=1805+saudi+karbala&source=bl&ots=z7xkfvrX_x&sig=yg1NCeie86areM74Tp0N2ROwUf8&hl=en&ei=f4cCTbnlLsL38AaO_dTrAg&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=1&ved=0CBcQ6AEwAA#v=onepage&q=1805%20saudi%20karbala&f=false|oclc=166388162 }}</ref> e atacavam as caravanas de comércio otomano interrompendo assim as finanças otomanas.<ref name=Marsot2007>[[Afaf Lutfi al-Sayyid-Marsot]]. ''A History of Egypt From the Islamic Conquest to the Present.'' New York: Cambridge UP, 2007.</ref>
 
Grande parte da [[Península Arábica]] foi politicamente unificada em [[1932]] no terceiro e atual Estado saudita, o [[Reino da Arábia Saudita]]. A campanha militar liderada pelo rei [[Ibn Saud|Abdulaziz ibn Saud]] e seu exército de [[beduíno]]s de tribos conquistou o Hejaz e derrubou o clã haxemita no poder . Os novos governantes de [[Najdnajd]]i, árabes [[nômade]]s, em grande parte tribais e analfabetos, encontraram-se diante de uma sociedade altamente sofisticada. Uma estrutura política coesa baseada no sistema [[Majlis al-Shura]] (conselho consultivo) estava em vigor há séculos. Um órgão administrativo central geria um orçamento anual que alocava despesas em escolas secundárias, forças militares e policiais.<ref>{{citar livro|último = Yamani |primeiro = Mai |coautor= |autorlink = |título= Cradle of Islam |ano= 2009 | month = |publicado= I.B. TAURIS Tauris|local= London Londres| isbn = 978-1-84511-824-2 |página= 2 |capítulo= Devotion |citação= }}</ref> Da mesma forma, o tecido religioso do Najd e do Hejaz eram muito diferentes. Os costumes e rituais culturais tradicionais de Hejazi eram quase inteiramente de natureza religiosa. As celebrações em homenagem a Maomé , sua família e [[Sahaba|companheiro]]s , a reverência aos santos falecidos, a visitação de santuários, tumbas e locais sagrados ligados a qualquer um deles estavam entre os costumes indígenas do Islã Hejazi. .<ref>{{citar livro|último = Yamani |primeiro = Mai |coautor= |autorlink = |título= Cradle of Islam |ano= 2009 | month = |publicado= I.B. TAURIS |local= London | isbn = 978-1-84511-824-2 |página= 4 |capítulo= Devotion |citação= }}</ref> Como a autoridade administrativa do Hejaz passou para as mãos dos muçulmanos negeditas [[Uaabismo|uaabita]]s do interior, o [[Ulama]] uaabita viu as práticas religiosas locais como a superstição infundada substituindo a sanção religiosa codificada que foi considerada uma corrupção total da religião e a propagação da heresia.<ref>{{citar livro|último = Rentz |primeiro = George S. |coautor= |autorlink = |título= The Birth of the Islamic Reform Movement in Saudi Arabia |ano= 2004 | month = |publicado= Arabian Publishing Ltd. |local= London | isbn = 0-9544792-2-X |página= 139 |capítulo= Devotion |citação=}}</ref> O que se seguiu foi uma remoção da infra-estrutura física, túmulos, mausoléus, mesquitas e locais associados à família e aos companheiros de Maomé. .<ref>{{citar web| url = https://www.pbs.org/newshour/bb/middle_east/jan-june02/saudi_2-19.html|título= A NewsHour with Jim Lehrer Transcript|acessodata= |último = Angawi|primeiro = Dr.Sami|data= |obra=|publicado= PBS NewsHour Online Transcript|citação=}}</ref>
 
=== Invasão uaabita e controle Egípcio ===
Os uaabitas começaram a ser uma ameaça no Hejaz a partir da década de [[1750]] em diante. Eles haviam se levantado como um movimento religioso em [[Dira'iyya]] no [[Nejd]] em [[1744]]-[[1745]]. {{sfn|Numan|2005|p=37}} A doutrina encontrou alguns simpatizantes em Hejaz. Os conceitos da doutrina foram submetidos a uma ''muftiat'' ou ''diyanet'', ou seja, um conselho dos [[mufti]]s
{{artigo principal|Otomano-Guerra da Arábia Saudita}}
Os uaabitas começaram a ser uma ameaça no Hejaz a partir da década de [[1750]] em diante. Eles haviam se levantado como um movimento religioso em [[Dira'iyya]] no [[Nejd]] em [[1744]]-[[1745]]. {{sfn|Numan|2005|p=37}} A doutrina encontrou alguns simpatizantes em Hejaz. Os conceitos da doutrina foram submetidos a uma ''muftiat'' ou ''diyanet'', ou seja, um conselho dos [[mufti]]s
 
de Meca. Estes académicoacadémicos islâmicos, ou [[Islão|[islâmicomufti]]s, ou muftis {{langxlangp|ar|مفتي||''muftī''|tit=x}}, tinham autoridade de interpretar a lei islâmica ([[Chariaxaria]]), e emitir um parecer, a [[Fátua|fataawa]] ("fatwas") <ref name="">{{citar web | autor= | obra= | título=Muf·ti | língua=inglês en| url=http://www.thefreedictionary.com/mufti | publicado=The Free Dictionary by Farlex | data= | acessodata=20 de setembro de 2011}}</ref> e que concluiu por pronunciá-los como hereges. {{sfn|Numan|2005|p=37}} Eles foram capazes de tomar as duas cidades sagradas em [[1801]]. {{sfn|Numan|2005|p=37}} Em 1803 os uaabitas, liderados por [[Abdul-Aziz bin Muhammad|Abdul -Aziz Al Saud]], atacou Meca.<ref name="Al-Jibouri2011p189 "/> [[Xarife Ghalib]] fugiu para Jidá, que foi cercada logo em seguida. O Xarife Ghalib foi enviado de volta a Meca como um vassalo saudita.<ref name="Al-Jibouri2011p189"> {{citar livro|autor =Yasin T. Al-Jibouri|título=Kerbala e Beyond: um épico de heroísmo imortal|url=https://books.google.com/books?id=g7btNNUXFmQC&pg=PA189|acessodata=2013-06-12|data=2011-09-01|publicado=AuthorHouse|isbn=978-1-4670-2613-0|página=189}}</ref>
 
Então [[Tosun Paxá]] levou o exército em 1811 e ocupou Medina em 1812 e Meca em 1813. Depois de sua morte [[Ibraim Paxá do Egito|Ibraim Paxá]], que tinha acompanhado [[Maomé Ali]] visita pessoalmente ao Hejaz em 1814, assumiu e perseguiu os uaabitas no [[Négede]]. {{sfn|Numan|2005|p=39}} Após a notícia da vitória, [[{{lknb|Mamude |II]]}} nomeou Ibraim Paxá governador de [[Jidá]] e [[Habeş]]. Ele era o governante nominal de Hejaz em nome dos otomanos de 1811 a 1840. {{sfn|Numan|2005|p=39}} Os uaabitas foram expulsos do Hejaz em [[1818]], quando Maomé Ali Paxá, representando o então Governador do Egito, era capaz de ter sucesso na vitória final. {{sfn|Numan|2005|p=39}} O Hejaz, em seguida, caiu sob o seu domínio. {{sfn|Numan|2005|p=1}} A [[Convenção de Londres (1840)|Convenção de Londres]] de [[1840]] forçou Maomé Ali a sair do Hejaz. {{sfn|Numan|2005|p=42}}
 
No ano anterior, [[1839]], o Império Otomano, para assegurar sua integridade territorial contra movimentos nacionalistas, havia criado o [[Tanzimat]] (em [[turco otomano]]: تنظيمات, que queria dizer "reorganização") e que tratou-se de um período de reformas que caracterizava-se como uma forma de modernizar a administração do governo contra diversos grupos étnicos do Império possibilitou o surgimento de um movimento nacionalista otomano e que teve sua atuação entre os anos [[1839]]-[[1876]].
 
O Império Otomano era conhecido como "o [[homem doente da Europa]], cuja ordem política, comparada com a [[Europa medieval]], era tida como "progressiva” a qual naqueles idos do [[Século XIX{{séc|séc. XIX]]}}, agia contra o princípio da igualdade introduzido pela [[Revolução Francesa]].{{esclarecer|Europa medieval? progressiva?}}
 
=== Vilaiete de Hejaz ===
{{artigo principal| Vilaiete de Hejaz}}
[[File:Hejaz Vilayet, Ottoman Empire (1900) v2.png|thumb|Depois de [[1872]], o Xarifado foi coexistentecoexistiu com o [[Vilaiete de Hejaz]].]]
Depois que o Hejaz foi restaurado pelos otomanos, a administração provincial foi reestruturada e organizada como o [[Vilaiete de Hejaz]]. {{sfn|Numan|2005|p=1}} Isso levou à criação de dois corpos políticos e administrativos paralelos: o Emirado e o [[Vilaiete de Hejaz|Vilaiete]]. {{sfn|Numan|2005|p=1}} Depois que o governador começou a residir em Meca, o Vilaietevilaiete de certa forma levou o emirado à sua jurisdição, levando a uma situação de duplo governo. {{sfn|Numan|2005|p=61-62}}
 
A reforma previa a perda da quase-autonomia do emir, levando a um conflito entre Emir e wali que durou pelo resto do [[Século XIX|séc. XIX]]. {{sfn|Numan|2005|p=73}} Mesmo assim, o emir de Meca não foi relegado a uma posição em que ele seria subordinado ao wali. {{sfn|Numan|2005|p=82}} Os emires de Meca continuaram a ter uma palavra a dizer na administração do Hejaz ao lado dos governadores. {{sfn|Numan|2005|p=73}} Os dois tiveram uma convivência paralela e desconfortável: enquanto governando sobre a mesma geografia, eles dividiram autoridade de uma forma complexa, levando a uma negociação contínua, gerando conflitos e, ao mesmo tempo, uma constante cooperação entre eles. {{sfn|Numan|2005|p=82}}
 
Já em [[1880]], falava-se da ocupação [[britânicoImpério Britânico|britânica]] do Hejaz com o apoio dos Şerifsşerifs. {{sfn|Numan|2005|p=56}} Os britânicos também desafiaram o sultão [[califado]]otomano, alegando que a [[Grã-Bretanha]] deveriam nomear o Emiremir, já que governou mais de quatro vezes a muitos muçulmanos como os otomanos. {{sfn|Numan|2005|p=58}}
 
== Reino de Hejaz ==
{{artigoArtigo principal|Reino de Hejaz}}
Em 23 de dezembro de [[1925]] o Rei [[Ali de Hejaz|Ali]] rendeu-se aos sauditas, pondo fim ao Reino de Hejaz e ao Xarifado.<ref name="Peters1994p397">{{citar livro|autor =Francis E. Peters|título=Mecca: A Literatura histórica dos muçulmanos na Terra Santa|url=https://books.google.com/books?id=tdb6F1qVDhkC&pg=PA397|acessodata=2013-06-11|ano=1994|publicado=Princeton University Press|isbn=978-0-691-03267-2|página=397}}</ref>
 
== Lista de xarifes ==
Lista parcial de Xarifexarifes de Meca:{{carece de fontes|hist-mo|data=abril de 2021}}
{{Artigo principal|Xarife de Meca}}
Lista parcial de Xarife de Meca:{{carece de fontes|data=abril de 2021}}
 
{{Div col|colwidth=25em}}
* [[Maomé Abul Jafar Talabe]] ([[967]]-[[980]])
* Issa ([[980]]-[[994]])
* [[Abul Futu Haçane ibne Jafar]] ([[994]]–[[1039]]994–1039)
* {{ilc|Xucradim||Shukr al-Din}} ([[1039]]–[[1061]]1039–1061)
* [[Abul Haxim ibne Maomé]] ([[1061]]–[[1094]]1061–1094)
* [[Ibne Abu Haxim Talabe]] ([[1094]]–[[1101]]1094–1101)
* ''Hiato na lista de Xarifes conhecidos de cerca de um século''
* [[Catada ibne Idris Alalaui Haçani]] ([[1201]]–[[1220]]1201–1220)
* [[Ibne Catada Haximi]] ([[1220]]–[[1241]]1220–1241)
* [[Haçane Abuçaíde]] ([[1241]]–[[1254]]1241–1254)
* [[Maomé Abul Nubaje]] ([[1254]]–[[1301]]1254–1301)
* [[Rumaita Abul Rada]] ([[1301]]–[[1346]]1301–1346)
* [[Aljã Abul Sarja]] ([[1346]]–[[1375]]1346–1375)
* ''Hiato''
* [[Haçane II (xerife de Meca)|Haçane II]] ([[1394]]–[[1425]]1394–1425)
* [[Baracate I]] ([[1425]]–[[1455]]1425–1455)
* [[Malique Aladil Maomé (III) ibne Baracate]] ([[1455]]–[[1497]]1455–1497)
* [[Baracate (II) ibne Maomé]] ([[1497]]–[[1525]]1497–1525)
* [[Maomé Abu Numai (II) Nazim Aldim]] ([[1525]]–[[1583]]1525–1583)
* [[Haçane (III) ibne Maomé Abu Numai]] ([[1583]]–[[1601]]1583–1601)
* [[Idris (II) Abu Aune ibne Haçane]] ([[1601]]–[[1610]]1601–1610)
* [[Mucine (I) ibne Huceine]] ([[1610]]–[[1628]]1610–1628)
* [[Amade ibne Abu Talibe Haçane]] ([[1628]]–[[1629]]1628–1629)
* [[Maçude (I) ibne Idris]] ([[1629]]–[[1630]]1629–1630)
* [[Abdalá (I) ibne Haçane]] ([[1630]]–[[1631]]1630–1631)
* [[Zeide ibne Mucine]] ([[1631]]–[[1666]]1631–1666)
* Governo conjunto de [[Saade ibne Zeide]] ([[1666]]–[[1672]]1666–1672); [[Ahmad ibne Zeide]] ([[1669]]–[[1671]]1669–1671); [[Mucine ibne Amade]] ([[1667]]–[[1668]]1667–1668); [[Hamude ibne Abdalá ibne Haçane]] ([[1670]])
* [[Baracate (III) ibne Maomé]] ([[1672]]–[[1682]]1672–1682)
* [[Ibraim ibne Maomé (xarife)|Ibraim ibne Maomé]] ([[1682]])
* [[Saíde (I) ibne Baracate]] ([[1682]]–[[1683]]1682–1683)
* [[Amade ibne Zeide]] ([[1684]]–[[1688]]1684–1688)
* Governo conjunto de [[Amade ibne Galibe]] ([[1688]]–[[1690]]1688–1690) e [[Mucine ibne Amade]] ([[1689]]–[[1690]]1689–1690)
* [[Mucine (II) ibne Huceine]] ([[1690]]–[[1691]]1690–1691)
* [[Saíde (II) ibne Saade]] ([[1691]]–[[1694]]1691–1694)
* [[Saade ibne Zeide]] ([[1693]]–[[1694]]1693–1694)
* [[Abdalá (II) ibne Haxim]] ([[1694]])
* [[Saade ibne Zeide]] ([[1694]]–[[1702]]1694–1702)
* [[Saide (II) ibne Saade]] ([[1702]]–[[1704]]1702–1704)
* [[Abdul Mucine ibne Amade]] ([[1704]])
* [[Abdalcarim ibne Maomé]] ([[1704]]–[[1705]]1704–1705)
* [[Saíde (II) ibne Saade]] ([[1705]])
* [[Abdalcarim ibne Maomé]] ([[1705]]–[[1711]]1705–1711)
* [[Saíde (II) ibne Saade]] ([[1711]]–[[1717]]1711–1717)
* [[Abdulá (III) ibne Saíde]] ([[1717]]–[[1718]]1717–1718)
* [[Ali ibne Saíde]] ([[1718]])
* [[Iáia (I) ibne Baracate]] ([[1718]]–[[1719]]1718–1719)
* [[Mubaraque ibne Amade]] ([[1720]]–[[1722]]1720–1722)
* [[Baracate ibne Iáia]] ([[1722]]–[[1723]]1722–1723)
* [[Mubaraque ibne Amade]] ([[1723]]–[[1724]]1723–1724)
* [[Abdulá (III) ibne Saíde]] ([[1724]]–[[1731]]1724–1731)
* [[Maomé ibne Abdalá (Xarife)|Maomé ibne Abdalá]] ([[1731]]–[[1732]]1731–1732)
* [[Maçude ibne Saíde]] ([[1732]]–[[1733]]1732–1733)
* [[Maomé ibne Abdalá (xarife)|Maomé ibne Abdalá]] ([[1733]]–[[1734]]1733–1734)
* [[Maçude ibne Saíde]] ([[1734]]–[[1752]]1734–1752)
* [[Maçude ibne Saíde (II)]] ([[1752]]–[[1759]]1752–1759)
* [[Jafar ibne Saíde]] ([[1759]]–[[1760]]1759–1760)
* [[Maçude ibne Saíde (II)]] ([[1760]]–[[1770]]1760–1770)
* [[Amade ibne Saíde]] ([[1770]])
* [[Abdulá (IV) ibne Huceine]] ([[1770]]–[[1773]]1770–1773)
* [[Surur ibne Maçude]] ([[1773]]–[[1788]]1773–1788)
* [[Abdul Muine ibne Maçude]] ([[1788]])
* [[Galibe Efendi|Galibe ibne Maçude]] ([[1788]]–[[1803]]1788–1803)
* [[Iáia (II) ibne Surur]] ([[1803]]–[[1813]]1803–1813)
* [[Galibe Efendi|Galibe ibne Maçude]] ([[1813]]–[[1827]]1813–1827)
* [[Abdul Mutalibe ibne Galibe]] ([[1827]])
* [[Maomé ibne Abdul Muine]] ([[1827]]–[[1836]]1827–1836)
* ''Vacante devido a ascensão do [[Segundo Estado Saudita]]''
* [[Maomé ibne Abdul Muine]] ([[1840]]–[[1851]]1840–1851)
* [[Abdul Mutalibe ibne Galibe]] ([[1851]]–[[1856]]1851–1856)
* [[Maomé ibne Abdul Muine]] ([[1856]]–[[1858]]1856–1858)
* [[Abdalá Calil Paxá ibne Maomé]] ([[1858]]–[[1877]]1858–1877)
* [[Huceine ibne Maomé]] ([[1877]]–[[1880]]1877–1880)
* [[Abdul Mutalibe ibne Galibe]] ([[1880]]–[[1882]]1880–1882)
* [[Aune Rafique Paxá ibne Maomé]] ([[1882]]–[[1905]]1882–1905)
* [[Ali Paxá ibne Abdalá]] ([[1905]]–[[1908]]1905–1908)
* [[Huceine Paxá ibne Ali]] ([[1908]]–[[1916]]1908–1916)
* [[Ali Haidar Paxá]] ([[1916]])
* [[Huceine ibne Ali, Xarife de Meca|Huceine ibne Ali]] ([[1916]]–[[1925]]1916–1925)
* [[Ali de Hejaz|Ali ibne Huceine]] ([[1925]])
{{Div col end-fim}}
 
{{Notas}}
==Ver também==
{{Referências}}
* [[Xarife de Meca]]
* [[Arábia otomana]]
 
==Bibliografia ==
{{refbegin}}
* {{citar livro|último =Abu-Manneh|primeiro =Butrus|editor=Ilan Pappé|título=The Israel/Palestine Question|url=https://books.google.com/books?id=OjuKhNEmFvoC|acessodata=2013-06-28|ano=1999|publicado=Routledge|isbn=978-0-415-16948-6|capítulo=The Rise of the Sanjak of Jerusalem in the Late Nineteenth Century|ref=harv}}
{{refend-fim}}
 
{{Commonscat|Sharifate of Mecca||o}}
{{Notas}}
{{Controle de autoridade}}
{{referências}}
 
[[Categoria:História da Arábia Saudita]]
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