Diferenças entre edições de "Meditações"

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Não há menção certa das ''Meditações'' até o início do século X.<ref name="hadot_22">{{Harvnb|Hadot|1998|p=22}}</ref> O historiador [[Heródio]], escrevendo em meados do século III, faz menção ao legado literário de Marco, dizendo "Ele se preocupava com todos os aspectos da excelência e, em seu amor pela literatura antiga, ele não se compara a nenhum homem, romano ou Grego; isso é evidente por todos os seus ditos e escritos que chegaram até nós", uma passagem que pode se referir às ''Meditações''. A [[Historia Augusta|''Historia Augusta'']] biografia de [[Avidius Cassius]], que teria sido escrito no século IV, registros que antes Marcus estivesse nas [[Guerras Marcomânicas]], ele foi convidado a publicar o seu ''Preceitos da Filosofia'' no caso de algo acontecer a ele, mas ele "por três dias discutiu os livros de suas ''Exortações'' um após o outro".<ref>{{cite book|title=Marcus Aurelius: A Biography|last1=Birley|first1=Anthony|date=2012|publisher=Routledge|isbn=978-1134695690}}</ref> Uma menção duvidosa é feita pelo orador Themistius por volta de 364 d.C. Em um discurso ao imperador Valente, ''Sobre o amor fraterno'', ele diz: "Você não precisa das exortações ({{lang-el|παραγγέλματα}}) de Marco".<ref name="farky_xv">{{Harvnb|Farquharson|1944|p=xv}}</ref> Outra possível referência está na coleção de poemas gregos conhecida como ''Antologia Palatina'', uma obra que data do século X, mas contendo muito material anterior. A antologia contém um epigrama dedicado ao "Livro de Marco". Foi proposto que este epigrama foi escrito pelo estudioso bizantino Theophylact Simocatta no século VII.<ref name="hadot_24">{{Harvnb|Hadot|1998|p=24}}</ref>
 
A primeira menção direta da obra vem de [[Aretas de Cesareia]] (c. 860–935), um bispo que foi um grande colecionador de manuscritos.<ref name="farky_xvi">{{Harvnb|Farquharson|1944|p=xvi}}</ref> Em alguma data antes de 907, ele enviou um volume das ''Meditações'' a Demétrio, Arcebispo de Heracleia, com uma carta dizendo: "Eu tenho há algum tempo um exemplar antigo do livro mais lucrativo do Imperador Marco, tão antigo que está se despedaçando totalmente.... Isso eu copiei e posso entregar à posteridade em seu novo vestido". Aretas também menciona o trabalho em notas marginais (''scholia'') para livros de Luciano e [[Dio Crisóstomo]], onde ele se refere a passagens no "Tratado para si mesmo" ( grego: τὰ εἰς ἑαυτὸν ἠθικά ), e era esse título que o livro trazia no manuscrito a partir do qual a primeira edição impressa foi feita no século XVI.<ref name="farky_xviii">{{Harvnb|Farquharson|1944|p=xviii}}</ref><ref name="haines_xv">{{Harvnb|Haines|1916|p=xv}}</ref> A própria cópia de Aretas agora desapareceu, mas acredita-se que seja o provável ancestral dos manuscritos sobreviventes.<ref name="farky_xvii">{{Harvnb|Farquharson|1944|p=xvii}}</ref>
 
A próxima menção às ''Meditações'' está no léxico ''[[Suda]]'' publicado no final do século X. O ''Suda'' chama a obra de "uma direção (em grego : ἀγωγή ) de sua própria vida por Marcus, o imperador em doze livros",<ref name="haines_xv" /> que é a primeira menção de uma divisão da obra em doze livros.<ref name="farky_xviii" /> O ''Suda'' faz uso de cerca de trinta citações tiradas dos livros I, III, IV, V, IX e XI.<ref name="haines_xv" />
 
Por volta de 1150, [[João Tzetzes|Joăo Tzetzes]], um gramático de Constantinopla, cita passagens dos Livros IV e V atribuindo-as a Marco. Cerca de 200 anos depois Nicéforo Calisto (c. 1295–1360) em sua ''História Eclesiástica'' escreve que "Marcus Antoninus compôs um livro para a educação de seu filho Marcus [ie [[Commodus]]], cheio de toda experiência mundana ({{lang-el|κοσμικῆς}}) e instrução. "As ''Meditações'' são depois citadas em muitas compilações gregas dos séculos XIV a XVI.<ref name="farky_xx">{{Harvnb|Farquharson|1944|p=xx}}</ref>
 
[[Wilhelm Nylander|Wilhelm Xylander]] traduziu pela primeira vez as Meditações para o latim em 1558.