Diferenças entre edições de "Anhangá"

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'''Anhangá''' ([[Língua tupi|Tupi]]: Ahiag̃, [[Língua sateré-maué|Mawé]]: Anhang, espírito)<ref><span style="font-variant:small-caps;">Trevisan</span>, Rosana (Coord.). [http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/definicao/anhanga%20_903238.html “anhangá”]. ''[[Dicionário Michaelis|Michaelis: Moderno Dicionário da Língua Portuguesa]]'', São Paulo: [[Editora Melhoramentos|Melhoramentos]], 1998. {{ISBN|85-06-02759-4}}.</ref><ref>{{Citar web |url=http://michaelis.uol.com.br/busca?id=LyYP |titulo=Anhangá |acessodata=2020-09-11 |website=Michaelis On-Line |lingua=pt-br}}</ref><ref name=":3">{{Citar periódico |titulo=Comunidade sateré-mawé Y'Apyrehyt: ritual e saúde na periferia urbana de Manaus |url=http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0104-59702011000300007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt |jornal=História, Ciências, Saúde-Manguinhos |data=2011-09 |issn=0104-5970 |paginas=723–744 |numero=3 |acessodata=2020-09-10 |doi=10.1590/S0104-59702011000300007 |lingua=pt |primeiro=João Bosco |ultimo=Botelho |primeiro2=Valéria Augusta C. M. |ultimo2=Weigel}}</ref>, é uma figura presente na [[cosmovisão]] de diversos [[Povos indígenas do Brasil|povos originários do Brasil]] e literatura [[Indianismo|indianista]].
 
== Na cultura Tupinambátupinambá ==
Os [[Tupinambástupinambás]] acreditavam que o Anhangá poderia assumir muitas formas diferentes. Apesar de ter considerado maior ameaça para os mortos, seria visto com frequência e mesmo os vivos podiam ter corpo e alma punidos. A mera lembrança dos sofrimentos impostos pelos Anhangáanhangás bastava para atormentá-los. Os Tupinambátupinambás afirmavam temer esse espírito maligno mais do que qualquer outra coisa.<ref name=":1">{{Citar periódico |titulo=Fire and ritual: bark hearths in South-American Tupiguarani mortuary rites |primeiro=Mariana |primeiro4=Angela |ultimo3=Bianchini |primeiro3=Gina Faraco |ultimo2=Scheel-Ybert |primeiro2=Rita |ultimo=Beauclair |doi=10.1016/j.jas.2009.02.003 |url=http://dx.doi.org/10.1016/j.jas.2009.02.003 |acessodata=2020-09-02 |numero=7 |paginas=1409–1415 |issn=0305-4403 |data=2009-07 |jornal=Journal of Archaeological Science |ultimo4=Buarque}}</ref><ref name=":2">{{Citar livro|url=http://worldcat.org/oclc/243563097|título=La cosmographie universelle d'André Thevet, cosmographe du roy : illustrée de diverses figures des chose plus remarquables veues par l'auteur, & incogneuës de noz anciens & modernes.|ultimo=Thevet, André, 1502-1590.|data=1575|editora=Chez Guillaume Chandiere|oclc=243563097}}</ref> Esse espírito foi uma das maiores preocupações ao preparar os mortos para a viagem a [[Guajupiá]]. Ofereciam-se oferendas de comida e mantinham uma fogueira para aquecer o corpo. Comida era oferecida tanto para sustentar os mortos quanto para que o Anhangá consumisse a comida ao invés do morto. O fogo tinha como objetivo fornecer calor e proteção aos mortos, mantendo o Anhangá afastado. Os vivos também encorajaram os mortos, incentivando seus falecidos pais e avós, já em Guajupiá a não deixarem seus fogos se apagarem.<ref name=":1" />
 
<ref name=":2" /><ref>{{Citar livro|url=http://worldcat.org/oclc/23224909|título=... Viagem ao norte do Brasil, pelo padre Ivo d' Evreux|ultimo=Yves, d'Evreux, 1570-1630.|data=1929|editora=Freitas Bastos & cia|oclc=23224909}}</ref>