Diferenças entre edições de "Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias"

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Foram revertidas as edições de Guizzzani para a última revisão de Hugo Manoel Cesare, de 03h06min de 2 de agosto de 2021 (UTC)
(Os desfechos que levaram ao golpe de estado que derrubou Pedro II, ao Contrario do que dizia o texto Deodoro da Fonseca aliado a elite ressentida pela perda de sua mão de obra arquitetou a queda do regime monárquico.)
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Etiqueta: Reversão
A imperatriz continuou a ser obstinada mesmo após anos de casamento. Pedro revelou em uma carta escrita a Condessa de Barral no início de 1881 que "A lembrança dos brincos que me fala, tem sido causa de muita briga de alguém [Teresa Cristina] que pensa ter tido eu culpa no desaparecimento deles". Seu genro Gastão escreveu uma carta contando como ela quebrou acidentalmente seu braço em outubro de 1885: "Na segunda-feira, dia 26, ao passar pela biblioteca quando ia jantar com o imperador que, como de costume, caminhava alguns passos à frente dela (e com quem, presumo pelo que ela nos contou, ela estava discutindo, como faz às vezes), prendeu o pé num fichário sob uma mesa e caiu de frente". Mesmo assim, Teresa Cristina amava incondicionalmente o marido, como demonstrou a sua aflição quando ele ficou doente no final de 1883.<ref name="Barman 1999 327"/>
 
A sua rotina doméstica tranquila terminou abruptamente quando uma facção do exército aliados a elite cafeeira do país, ressentidos pela proclamação da lei [[Lei Áurea|áurea]] no ano anterior se [[Proclamação da República do Brasil|rebelou e depôs]] Pedro em {{dtlink|15|11|1889}}, mandando que toda a família imperial deixasse o Brasil.<ref>{{harvnb|Barman|1999|pp=357, 361}}</ref> Ao ouvir a ordem para partir, um oficial militar disse à imperatriz: "Resignação, minha senhora", por sua vez Teresa Cristina respondeu: "Sempre a tive, mas como não chorar tendo que deixar esta terra para sempre!".<ref>{{harvnb|Lira|1977|p=114}}</ref> De acordo com o historiador Roderick J. Barman, os "eventos de 15 de novembro de 1889 causaram-lhe um impacto tanto emocional quanto físico". A imperatriz amava o Brasil e seu povo. Ela não desejava nada mais do que terminar seus dias na terra que fizera sua. Com 66 anos de idade e sofrendo de [[Dispneia|asma cardíaca]] e [[artrite]], enfrentava agora a perspectiva de acompanhar o marido num incessante deslocamento pela Europa, passando seus últimos anos virtualmente sozinha em aposentos estranhos e desconfortáveis".<ref>{{harvnb|Barman|1999|p=366}}</ref> Teresa Cristina esteve doente durante toda sua viagem até [[Lisboa]], [[Reino de Portugal|Portugal]], chegando no dia 7 de dezembro.<ref>{{harvnb|Barman|1999|p=369}}</ref>
 
=== Morte ===