Diferenças entre edições de "Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (OASI)"

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O '''Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica''' (OASI) é um [[observatório astronômico]] situado no município de [[Itacuruba]] no estado de [[Pernambuco]]. O OASI dista cerca de 425 km da capital [[Recife]] e faz parte do projeto IMPACTON (Iniciativa de Mapeamento e Pesquisa de Asteroides nas Cercanias da Terra do Observatório Nacional), um projeto estruturante do [[Observatório Nacional]]. O IMPACTON iniciou formalmente em 2005, ano em que foram aprovados todos os recursos orçamentários para a compra e operação de um telescópio robótico dedicado ao seguimento e caracterização física de [[objetos próximos da Terra]] (NEOs).<ref>{{Citar periódico |url=http://adsabs.harvard.edu/abs/2010BAAA...53..315D |titulo=Photometric and spectroscopic studies of small Solar System bodies and the IMPACTON project |data=2010 |acessodata=2021-08-17 |jornal=Boletin de la Asociacion Argentina de Astronomia La Plata Argentina |ultimo=Lazzaro |primeiro=D. |paginas=315–324 |issn=0571-3285}}</ref> Este projeto é pioneiro em observação remota no Brasil e é liderado pelo grupo de Ciências Planetárias do Observatório Nacional. A primeira luz do telescópio ocorreu em 2011 e o início efetivo dos projetos científicos em 2012.<ref>{{Citar periódico |url=http://adsabs.harvard.edu/abs/2012LPICo1667.6148L |titulo=The IMPACTON Project: ANew Facility for NEOs Studies in Brazil |data=2012-05-01 |acessodata=2021-08-17 |ultimo=Lazzaro |primeiro=D. |ultimo2=Rodrigues |primeiro2=T. |paginas=6148 |ultimo3=Carvano |primeiro3=J. M. |ultimo4=Roig |primeiro4=F. |ultimo5=Mothé-Diniz |primeiro5=T. |ultimo6=Impacton Team}}</ref> Finalmente em fevereiro de 2013 o OASI recebeu do ''[[Minor Planet Center]]'' da [[União Astronómica Internacional|União Astronômica Internacional]] o código “Y28 Nova Itacuruba”.<ref>{{Citar periódico |url=https://ui.adsabs.harvard.edu/abs/2013MPC..82716...4D/abstract |titulo=Minor Planet Observations [Y28 OASI, Nova Itacuruba] |data=2013-02 |acessodata=2021-08-17 |jornal=Minor Planet Circulars |ultimo=De Pra |primeiro=M. |ultimo2=Lazzaro |primeiro2=D. |paginas=4 |lingua=en |issn=0736-6884 |ultimo3=Carvano |primeiro3=J. |ultimo4=Gonzales |primeiro4=J. A. |ultimo5=Carvano |primeiro5=J. M.}}</ref>  Desde 2014 o telescópio do OASI é operado remotamente do [[Rio de Janeiro]], mas conta com assistência técnica ''in-situ''.
 
O observatório está  localizado na [[região Nordeste do Brasil]] a uma [[altitude]] de 390 m acima do nível do mar, cujas [[coordenadas geográficas]] são -8°47'32.1" S e -38°41'18.7" O, tendo assim o privilégio de poder observar objetos nos dois hemisférios pois está situado próximo da [[linha do equador]]. O OASI, junto com o [[TRAPPIST]] ([[Observatório Europeu do Sul]] em [[La Serena]], [[Chile]]), é o único observatório brasileiro dedicado totalmente à observação de [[Corpo menor do Sistema Solar|pequenos corpos do Sistema Solar]].
 
Na atualidade, o principal objetivo científico do OASI é a caracterização das propriedades físicas e dinâmicas como: determinação da órbita, período de rotação, orientação do eixo de spin, diâmetro e cores superficiais. Principal ênfase têm-se dado na caracterização completa de NEOs para poder corrigir as curvas de fase e os espectros fotométricos ao considerar as variações rotacionais.<ref>{{Citar periódico |url=https://academic.oup.com/mnras/article/484/2/2499/5304481 |titulo=Photometric characterization of NEOs: 3 Amor and 3 Apollo★ |data=2019-04-01 |acessodata=2021-08-17 |jornal=Monthly Notices of the Royal Astronomical Society |número=2 |ultimo=Rondón |primeiro=Eduardo |ultimo2=Arcoverde |primeiro2=Plicida |paginas=2499–2513 |lingua=en |doi=10.1093/mnras/stz024 |issn=0035-8711 |ultimo3=Monteiro |primeiro3=Filipe |ultimo4=Medeiros |primeiro4=Hissa |ultimo5=Navas |primeiro5=Giuliat |ultimo6=Lazzaro |primeiro6=Daniela |ultimo7=Carvano |primeiro7=Jorge M |ultimo8=Rodrigues |primeiro8=Teresinha}}</ref> Apesar do foco principal do projeto ser a observação de NEOs (59,4% dos objetos observados), também têm sido observados outros pequenos corpos do sistema solar como os [[asteroide]]s do [[Cinturão principal de asteroides|cinturão principal]] (25,4%), [[Centauro (astronomia)|centauros]], [[Troiano (astronomia)|troianos]] e [[Objeto transnetuniano|objetos transnetunianos]] (6,2%) e [[cometa]]s (5,2%).<ref name=":0">{{Citar periódico |url=https://iopscience.iop.org/article/10.1088/1538-3873/ab87a7 |titulo=OASI: A Brazilian Observatory Dedicated to the Study of Small Solar System Bodies—Some Results on NEO’s Physical Properties |data=2020-06-01 |acessodata=2021-08-17 |jornal=Publications of the Astronomical Society of the Pacific |número=1012 |ultimo=Rondón |primeiro=Eduardo |ultimo2=Lazzaro |primeiro2=Daniela |paginas=065001 |doi=10.1088/1538-3873/ab87a7 |issn=0004-6280 |ultimo3=Rodrigues |primeiro3=Teresinha |ultimo4=Carvano |primeiro4=Jorge M. |ultimo5=Roig |primeiro5=Fernando |ultimo6=Monteiro |primeiro6=Filipe |ultimo7=Arcoverde |primeiro7=Plicida |ultimo8=Medeiros |primeiro8=Hissa |ultimo9=Silva |primeiro9=José}}</ref>