Lev Gumilev: diferenças entre revisões

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(modifiquei grafia de Gumilev.)
{{Info/Biografia
{{Infobox person
| name nome = Lev Gumilev
| image = Stamps of Kazakhstan, 2012-12.jpg
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| name = Lev Gumilev
| birth_date nascimento_data = 1 de Outubro de 1912
| birth_place nascimento_local = [[São Petersburgo]], [[Império Russo]]
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'''Lev Nikolayevich Gumilev''' ({{Lang-ru|Лев Никола́евич Гумилёв}}; 1 de outubro de 1912, São Petersburgo - 15 de junho de 1992, São Petersburgo) foi um [[historiador]], [[Etnologia|etnólogo]], [[Antropologia|antropólogo]] e [[Tradução|tradutor]] [[União Soviética|soviético]] do [[Língua persa|persa]]. Ele tinha uma reputação por suas teorias altamente não ortodoxas de [[etnogênese]] e [[filosofia da história]]. Ele foi um expoente do [[eurasianismo]].
 
== Vida ==
Seus pais, os dois poetas proeminentes [[Nikolai Gumilev|Nikolay Gumilev]] e [[Anna Akhmátova|Anna Akhmatova]], divorciaram-se quando Lev tinha 7 anos, e seu pai foi executado pela [[Tcheka|Cheka]], [[Polícia secreta|a polícia secreta]] [[bolchevique]], quando Lev tinha apenas 9 anos. Lev passou a maior parte de sua juventude, de 1938 a 1956, em [[Gulag|campos de trabalhos forçados soviéticos]]. Ele foi preso pelo [[NKVD]] em 1935 e solto, mas novamente preso e condenado a cinco anos em 1938. Depois de cumprir a pena, ele se alistou no [[Exército Vermelho]] e participou da [[Batalha de Berlim]] de 1945. No entanto, ele foi preso novamente em 1949 e condenado a dez anos em campos de prisioneiros. Com o objetivo de garantir sua libertação, Akhmatova publicou um [[ditirambo]] para [[Josef Stalin|Joseph Stalin]], que não ajudou a libertar Lev, embora possivelmente tenha evitado sua própria prisão. A polícia secreta soviética já havia preparado uma ordem de prisão, mas Stalin decidiu não assiná-la. As relações entre Lev e sua mãe tornaram-se tensas, pois ele a culpava por não ajudá-lo o suficiente. Ela descreveu seus sentimentos sobre a prisão de Lev e o período de repressões políticas em ''[[Requiem (Anna Akhmatova)|Requiem]]'' (publicado em 1963).  
[[Ficheiro:Ахматова_Н.Гумилев_Л.Гумилев.jpg|miniaturadaimagem|250x250px| Um jovem Lev com seus pais em 1913]]
Após a morte de Stalin em 1953, Gumilev ingressou no [[Hermitage|Museu Hermitage]], cujo diretor, Mikhail Artamonov, ele viria a apreciar como seu mentor. Sob a orientação de Artamonov, ele se interessou pelos [[Cazares|estudos cazares]] e pelos povos das estepes em geral. Nas décadas de 1950 e 1960, ele participou de várias expedições ao Delta do Volga e ao [[Ciscaucásia|norte do Cáucaso]]. Ele propôs um sítio arqueológico para [[Samandar (cidade)|Samandar]], bem como a teoria da transgressão do Cáspio, em colaboração com o geólogo Alexander Alyoksin, como uma das razões para o declínio Khazar. Em 1960, ele começou a dar palestras na [[Universidade Estatal de São Petersburgo|Universidade de Leningrado]]. Dois anos depois, ele defendeu sua tese de doutorado sobre os antigos [[Povos turcos|turcos]]. A partir da década de 1960, trabalhou no Instituto de Geografia, onde defenderia outra tese de doutorado, desta vez em geografia.
Vários pesquisadores, como Vadim Rossman, <ref>Rossman, Vadim, et al. ''Russian Intellectual Antisemitism in the Post Communist Era ''(Studies in Antisemitism Series). Univ. of Nebraska Press, 2005</ref> John Klier, <ref>Klier, John. "''The Myth of the Khazars and Intellectual Antisemitism in Russia, 1970s–1990s''". ''[[The Slavonic and East European Review]]'', Volume 83, Number 4, 1 October 2005, pp. 779–781(3).</ref> Victor Yasmann, <ref>Yasmann, Victor. "''The Rise of the Eurasians''". The Eurasian Politician Issue 4 (August 2001) Radio Free Europe, 1992</ref> <ref>Yasmann, Victor. "''Red Religion:An Ideology of Neo-Messianic Russian Fundamentalism''" Demoktratizat: The Journal of Post-Soviet Democratization. Volume 1, No. 2. p. 26.</ref> Victor Schnirelmann, <ref>Shnirelman, Victor A. "The Story of a Euphemism: The Khazars in Russian Nationalist Literature." ''The World of the Khazars: New Perspectives.'' Brill, 2007. p. 353-372</ref> e Mikhail Tripolsky descrevem as visões de Gumilev como [[Antissemitismo|anti-semitas]]. <ref>Malakhov, Vladimir. "''Racism and Migrants''". (Trans. Mischa Gabowitsch.) ''Neprikosnovennij Zapas'', 2003</ref> De acordo com esses autores, Gumilev não estendeu esse ecumenismo etnológico aos judeus medievais, que ele considerava uma classe urbana internacional parasitária que dominou os [[cazares]] e sujeitou os primeiros [[eslavos orientais]] ao "jugo khazar". Esta última frase ele adaptou do termo tradicional "[[Invasão Mongol na Rússia|Jugo Tártaro]]" para a [[Mongóis|dominação mongol]] da Rússia medieval, um termo que Gumilev rejeitou por não considerar a conquista mongol como um evento necessariamente negativo. Em particular, ele afirmou que os radhanitas foram fundamentais na exploração do povo eslavo oriental e exerceram influência indevida no cenário sócio-político e econômico do início da [[Idade Média]]. Gumilev sustentou que a [[cultura judaica]] era mercantil por natureza e existia fora e em oposição ao seu meio ambiente. De acordo com essa visão, os judeus compartilham uma [[Ideologia|forma específica de pensar]], e isso está associado às [[Moral (literatura)|normas morais]] do judaísmo. De acordo com Gumilev, os judeus medievais também não portavam armas, mas travavam guerras por [[Guerra por procuração|procuradores]] ou [[Mercenário|mercenários]]. <ref>Tripolsky, Mihail. [http://gumilevica.kulichki.net/debate/Article10.htm ОБ ИЗВРАЩЕНИИ ИСТОРИИ: Хазарский каганат, евреи и судьба России]</ref> <ref>Rossman, Vadim. ''[http://sicsa.huji.ac.il/02Articles.htm The Ethnic Community and Its Enemies: Russian Intellectual Antisemitism in the Post-Communist Era] {{Webarchive|url=https://web.archive.org/web/20050921024830/http://sicsa.huji.ac.il/02Articles.htm|date=2005-09-21}}''</ref>
 
== {{Referências ==}}
 
{{NM|1912|1992|Gumilev, Lev}}
 
[[Categoria:Historiadores do século XX]]
[[Categoria:Alunos da Universidade Estatal de São Petersburgo]]