Lev Gumilev: diferenças entre revisões

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== Ideias ==
De acordo com suas teorias pan-asiáticas, ele apoiou os movimentos nacionais dos [[tártaros]], [[cazaques]] e outros povos turcos, além dos [[mongóis]] e outros asiáticos orientais. Sem surpresa, os ensinamentos de Gumilev gozaram de imensa popularidade nos países da Ásia Central. <ref name=":0">{{Citar livro|url=https://www.worldcat.org/oclc/945976904|título=The Gumilev mystique : biopolitics, Eurasianism, and the construction of community in modern Russia|ultimo=Bassin|primeiro=Mark|data=2016|localização=Ithaca|isbn=978-1-5017-0339-3|oclc=945976904}}</ref> Em [[Cazã]], por exemplo, um monumento a ele foi erguido em agosto de 2005.
 
O historiador Mark Bassin escreve que Gumilev "não era um teórico confiável ... [e] suas hipóteses estão cheias de inconsistências, mal-entendidos e aplicações erradas dos conceitos que ele pegou emprestado", mas que, embora sua teoria social seja completamente problemática e carece de qualquer tipo de autoridade científica ou intelectual, suas idéias são importantes para entender na medida em que suas teorias de etnos, etnogênese e passionarismo (entre outros conceitos) foram maciçamente influentes e tiveram impacto significativo em uma variedade de contextos soviéticos e pós-soviéticos. <ref name=":0">{{Citar livro|url=https://www.worldcat.org/oclc/945976904|título=The Gumilev mystique : biopolitics, Eurasianism, and the construction of community in modern Russia|ultimo=Bassin|primeiro=Mark|data=2016|localização=Ithaca|isbn=978-1-5017-0339-3|oclc=945976904}}</ref>
 
== Crítica ==
Vários pesquisadores, como Vadim Rossman, <ref>Rossman, Vadim, et al. ''Russian Intellectual Antisemitism in the Post Communist Era ''(Studies in Antisemitism Series). Univ. of Nebraska Press, 2005</ref> John Klier, <ref>Klier, John. "''The Myth of the Khazars and Intellectual Antisemitism in Russia, 1970s–1990s''". ''[[The Slavonic and East European Review]]'', Volume 83, Number 4, 1 October 2005, pp. 779–781(3).</ref> Victor Yasmann, <ref>Yasmann, Victor. "''The Rise of the Eurasians''". The Eurasian Politician Issue 4 (August 2001) Radio Free Europe, 1992</ref> <ref>Yasmann, Victor. "''Red Religion:An Ideology of Neo-Messianic Russian Fundamentalism''" Demoktratizat: The Journal of Post-Soviet Democratization. Volume 1, No. 2. p. 26.</ref> Victor Schnirelmann, <ref>Shnirelman, Victor A. "The Story of a Euphemism: The Khazars in Russian Nationalist Literature." ''The World of the Khazars: New Perspectives.'' Brill, 2007. p. 353-372</ref> e Mikhail Tripolsky descrevem as visões de Gumilev como [[Antissemitismo|anti-semitas]]. <ref>Malakhov, Vladimir. "''Racism and Migrants''". (Trans. Mischa Gabowitsch.) ''Neprikosnovennij Zapas'', 2003</ref> De acordo com esses autores, Gumilev não estendeu esse ecumenismo etnológico aos judeus medievais, que ele considerava uma classe urbana internacional parasitária que dominou os [[cazares]] e sujeitou os primeiros [[eslavos orientais]] ao "jugo khazar". Esta última frase ele adaptou do termo tradicional "[[Invasão Mongol na Rússia|Jugo Tártaro]]" para a [[Mongóis|dominação mongol]] da Rússia medieval, um termo que Gumilev rejeitou por não considerar a conquista mongol como um evento necessariamente negativo. Em particular, ele afirmou que os radhanitas foram fundamentais na exploração do povo eslavo oriental e exerceram influência indevida no cenário sócio-político e econômico do início da [[Idade Média]]. Gumilev sustentou que a [[cultura judaica]] era mercantil por natureza e existia fora e em oposição ao seu meio ambiente. De acordo com essa visão, os judeus compartilham uma [[Ideologia|forma específica de pensar]], e isso está associado às [[Moral (literatura)|normas morais]] do judaísmo. De acordo com Gumilev, os judeus medievais também não portavam armas, mas travavam guerras por [[Guerra por procuração|procuradores]] ou [[Mercenário|mercenáriosmercenário]]s. <ref>Tripolsky, Mihail. [http://gumilevica.kulichki.net/debate/Article10.htm ОБ ИЗВРАЩЕНИИ ИСТОРИИ: Хазарский каганат, евреи и судьба России]</ref> <ref>Rossman, Vadim. ''[http://sicsa.huji.ac.il/02Articles.htm The Ethnic Community and Its Enemies: Russian Intellectual Antisemitism in the Post-Communist Era] {{Webarchive|url=https://web.archive.org/web/20050921024830/http://sicsa.huji.ac.il/02Articles.htm|date=2005-09-21}}''</ref>
 
{{Referências}}
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