Partido do Progresso / Movimento Federalista Português: diferenças entre revisões

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|sede = {{PRT}}
|espectro=[[Direita (política)|Direita]]}}
O '''Partido do Progresso''' (PP / MFP)<ref>[http://www1.ci.uc.pt/cd25a/wikka.php?wakka=SiglasP P, Siglas, Centro de documentação 25 de Abril, Universidade de Coimbra, 2012]</ref> foi um [[partido político]] de direita, em Portugal, que nasceu a 6 de maio de 1974, no seio do '''Movimento Federalista Português''' (MFP) após o golpe do [[Revolução de 25 de Abril de 1974|25 de Abril]].
 
Este partido inicialmente tenta mobilizar apoio dos que pretendem a continuação da união de [[Portugal]] ao Ultramar, o seu [[integracionismo]] de modo [[federalista]], invocando a aplicação das teses do livro do general [[António de Spínola]], ''[[Portugal e o Futuro]]''.<ref>[http://www.politipedia.pt/movimento-federalista-1974/ Movimento Federalista (1974), Politipédia, Observatório Político, 2012]</ref><ref>Com base na rede da Associação Programa e na alternativa federalista, que tinha já entusiasmado alguns dos líderes do nacionalismo revolucionário estudantil (que pretendia a criação de um [[Ultramar Português]] com base numa federação de países de expressão portuguesa, contra a ideia colonialista de [[Oliveira Salazar]] e depois de [[Marcelo Caetano]]), esta componente funda, logo no dia 26 de abril, o Movimento Federalista Português (MFP). Apresentado oficialmente no dia 4 de maio de 1974, é um dos primeiros movimentos políticos que se constitui, demonstrando assim a capacidade operativa dos seus animadores. Com núcleos em várias localidades do Centro-Norte de Portugal, o MFP estreita contactos com os movimentos da [[Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa|África lusófona]] favoráveis à manutenção de laços com a [[Portugal|Metrópole portuguesa]], nomeadamente a [[Associação Cívica Pró-Angola]], a [[Frente Nacionalista Angolana]], o [[Movimento Federalista de Moçambique]], [[Movimento Federalista de Timor]], a [[Liga Popular dos Guinéus]] e a [[União Democrática de Cabo Verde]]. - [https://lerhistoria.revues.org/366 As Direitas Radicais na Transição Democrática Portuguesa (1974-1976), Riccardo Marchi, Ler História, nº 63, 2012, posto online no dia 09 Abril 2015, consultado no dia 13 Dezembro 2016]</ref> Será depois do discurso do mesmo general Spínola de 27 de junho, reconhecendo o direito das [[Império Português|colónias]] à independência, alterando o primitivo programa do [[Movimento das Forças Armadas|MFA]] de 25 de abril de 1974, que o grupo passa a designar-se Partido do Progresso.<ref>[http://www.politipedia.pt/movimento-federalista-1974/ Movimento Federalista (1974), Politipédia, Observatório Político, 2012 ... o nome por ele assumido, vai impedir que o CDS se assumisse como CDP – Centro Democracia e Progresso.]</ref>
 
Era presidido pelo Professor Doutor [[Fernando Pacheco de Amorim]]<ref>{{Citar web |url=http://www.iscsp.ulisboa.pt/~cepp/autores/portugueses/amorim,_fernando_pacheco_de.htm |titulo=Amorim, Fernando Pacheco de, Antologia do Pensamento Político Português, por José Adelino Maltez, Centro de Estudos do Pensamento Político, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa |acessodata=2016-12-14 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20161220171604/http://www.iscsp.ulisboa.pt/~cepp/autores/portugueses/amorim,_fernando_pacheco_de.htm |arquivodata=2016-12-20 |urlmorta=yes }}</ref> e teve entre os principais aderentes os "nacionalistas revolucionários" ligados à [[Cooperativa Cidadela]], ativa em Coimbra e Porto e que era dirigida por [[José J. Sampaio Nora]]; o [[Comité Nacional de Ação Revolucionária]] (CNAR) do Porto, dirigido por [[Fernando José AlegroAllegro]]; membros da [[Associação Programa]], como [[José Vale de Figueiredo]]; monárquicos da [[Liga Popular Monárquica]] e ex-membros da [[Ação Nacional Popular|ANP]].<ref>[http://www1.ci.uc.pt/cd25a/wikka.php?wakka=PulsarMaio74 Maio 1974, Cronologia Pulsar da Revolução, Centro de Documentação 25 de Abril, Universidade de Coimbra, 2012]</ref> Nesses constam como mais ativos [[José Miguel de Alarcão Júdice]], [[Nuno Cardoso da Silva]], [[Luís de Oliveira Dias]], [[José da Costa Deitado]],<ref>[http://www.politipedia.pt/movimento-federalista-1974/ Movimento Federalista (1974), Politipédia, Observatório Político, 2012]</ref> [[Diogo Miranda Barbosa]], [[Francisco Caldeira Cabral]]<ref>[http://www1.ci.uc.pt/cd25a/media/Images/thCervello.pdf Cronologia das Organizações da Direita (1973-1976) Joseph Sanchez Cervelló, Coimbra, 1995]</ref> e [[Luís Sá Cunha]].<ref>[https://lerhistoria.revues.org/366 As Direitas Radicais na Transição Democrática Portuguesa (1974-1976), Riccardo Marchi, Ler História, nº 63, 2012, posto online no dia 09 Abril 2015, consultado no dia 13 Dezembro 2016]</ref>
 
Para se apresentar às primeiras eleições nacionais fez uma coligação eleitoral com o [[Partido Liberal (Portugal)|Partido Liberal]] (PL) e o [[Partido Trabalhista Democrático Português]] (PTDP), denominada [[Frente Democrática Unida]] ([[FDU]]). E que, na sequência da chamada [[Crise Palma Carlos]]<ref>[https://run.unl.pt/bitstream/10362/10790/1/TESE%20Final-%20FranciscoRuivo-28Out%C2%BA2013.pdf Spinolismo: Viragem Política e Movimentos Sociais, por Francisco Felgueiras Bairrão Ruivo,Tese de Doutoramento em História Contemporânea, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, Julho, 2013, pág. 387]</ref>, eles mais o [[Movimento Popular Português]] ([[MPP]]), no dia 10 de julho, apresentam ao [[Presidente da República]] uma resolução conjunta para denunciar o isolamento a que estão obrigados, quer em termos de expressão através dos [[meios de comunicação]], quer em termos de representação no [[I Governo Provisório de Portugal|Governo provisório]]<ref>[https://lerhistoria.revues.org/366 As Direitas Radicais na Transição Democrática Portuguesa (1974-1976), Riccardo Marchi, Ler História, nº 63, 2012, posto online no dia 09 Abril 2015, consultado no dia 13 Dezembro 2016]</ref>.
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