Diferenças entre edições de "Ação Revolucionária Armada"

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Após a revolução de 25 de abril de 1974, a ARA foi dissolvida, e os seus operacionais voltaram à vida política normal. Segundo um operacional, "depois do 25 de abril, a ARA deixou de ser necessária, já não era legítima. Mesmo que as suas operações fossem justas, não tinham legitimidade na democracia que se estava a desenvolver.".{{Sfn|Silva|Ferreira|5=2020|p=142}}
 
Sobre o uso da letalidade, para os operacionais da ARA "as nossas ações não criariam vítimas e isso impediria o regime chamar-nos de [[terroristas]]. Eles nunca conseguiram dizer isso. E a população também conseguia fazer a distinção, já que ela não era atacada, e também não ficou confusa.". Sobre os ataques das [[FP-25]] nos anos 80, de acordo com uma reflexão de um operacional da ARA, "[...] mataram um homem em [[Sacavém]]. Esse homem era um canalha, que merecia morrer quinhentas vezes, mas essa operação nunca deveria ter acontecido porque desafiou... pela consciência colectiva que pôs em causa a natureza de uma esquerda que queria ser necessária, que queria ser justa, e ser ética.". Assim, apesar dos alvos serem legítimos, a violência política das FP-25 é vista como contraprodutiva para a luta geral.{{Sfn|Silva|Ferreira|5=2020|p=142}}
 
Coutinho, referindo-se aquando preso em 1973, diz que "[e]stive sob tortura do sono cerca de 300 horas, divididas por dois períodos: um primeiro de nove dias seguidos, e outro de quatro", e que até tentou achar maneiras de se suicidar. Referindo-se à resposta da PIDE/DGS sobre a sabotagem de Tancos, disse que "[c]omo forma de desculpar a sua falta de eficácia, a PIDE/DGS foi-nos atribuindo uma espécie de 'capacidade sobre-humana', superior à de um [[James Bond]]... [...] essas histórias espalharam-se, com as pessoas a falar e comentar. No café Montecarlo, que eu frequentava, o ataque a Tancos e o super-homem que lá entrou foram tema de conversa. Eu fazia um enorme esforço para não me rir e acabava por concordar, para não deixar nenhuma desconfiança.".{{Sfn|Castanheira|2016}}
== Ver também ==
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* [[Brigadas Vermelhas]]
* [[Fração do Exército Vermelho]]
*''[[Antifaschistische Aktion]]''
*[[Ação Libertadora Nacional]]
*[[Liga de Unidade e Ação Revolucionária]]
*[[Brigadas Revolucionárias]]
*[[Forças Populares 25 de Abril]]
*[[Soldados Unidos Vencerão]]
*[[Movimento das Forças Armadas]]
*[[Grândola, Vila Morena]]
{{div col fim}}{{Referências}}
 
=== Bibliografia ===