Diferenças entre edições de "Ação Revolucionária Armada"

Organização → Antecedentes
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(Organização → Antecedentes)
Após Álvaro Cunhal sair da prisão, criticou fortemente a "política de direita" de [[Júlio Fogaça]], e voltou-se a discutir a possibilidade da insurreição armada.{{Sfn|Silva|Ferreira|5=2020|p=141}} O Partido estava numa situação complexa, com a crítica de Cunhal à "política de direita" seguida até sair da prisão, a política de [[coexistência pacífica]] seguida pela [[União Soviética]], os setores mais radicais do movimento operário e estudantil, e a tentativa de entendimento com outros setores da oposição. Este impasse foi ultrapassado após a fraude nas eleições em que participou [[General Humberto Delgado]], o que aumentou a radicalização na sociedade portuguesa.{{Sfn|Silva|Ferreira|5=2020|p=141}} Em 1964, o PCP entrou no processo de formular uma estrutura de luta armada não letal contra o aparato colonial e repressivo do regime do [[Estado Novo (Portugal)|Estado Novo]], que acabou por se tornar na ARA, uma organização única no contexto europeu, sendo que mais nenhum partido comunista tinha decidido usar a luta armada.{{Sfn|Silva|Ferreira|5=2020|p=141}} As ações da ARA teriam como alvo principal a Guerra Colonial, que simbolizava o imperialismo, o colonialismo, a repressão e a perda de vidas, também tendo como alvo o aparelho repressivo estatal e o imperialismo.{{Sfn|Silva|Ferreira|5=2020|p=142}} A ARA recusaria usar ações letais, procurando sempre diminuir o risco de haver perda de vidas, vendo o contrário como contraprodutivo. A luta da ARA tinha o objetivo de delinear nitidamente à população que o seu alvo era o regime.{{Sfn|Silva|Ferreira|5=2020|p=142}}
 
== OrganizaçãoAntecedentes ==
 
=== Formação das "ações especiais" ===