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[[Imagem:Stereoskop.jpg|thumb|Estereoscópio]]
 
Um '''estereoscópio''' é um dispositivo para visualizar um par de [[Imagem|imagens]] separadas, representando vistas do [[olho]] esquerdo e do olho direito da mesma cena, como uma única imagem tridimensional.
O '''estereoscópio''' é um instrumento destinado ao exame de pares de [[fotografia]]s ou imagens vistas de pontos diferentes resultando numa impressão mental de uma visão tridimensional. Na sua construção são utilizados [[espelho]]s, [[lente]]s e [[Prisma (óptica)|prisma]]s. Foi inventado em 1838 pelo físico [[Charles_Wheatstone| Sir Charles Weatstone.]]
[[Ficheiro:Pocket_stereoscope.jpg|miniaturadaimagem|221x221px|Estereoscópio de bolso '''Zeiss''' antigo com imagem de teste original]]
[[Ficheiro:U&U_Stereoscope_(02).jpg|direita|miniaturadaimagem|221x221px|Um estereoscópio Underwood]]
Um estereoscópio típico fornece a cada [[Olho humano|olho]] uma lente que faz com que a imagem vista através dele pareça maior e mais distante e geralmente também muda sua posição horizontal aparente, de modo que, para uma pessoa com percepção de profundidade binocular normal, as bordas das duas imagens aparentemente se fundem em uma "janela estéreo". Na prática atual, as imagens são preparadas de forma que a cena pareça estar além dessa janela virtual, através da qual os objetos às vezes podem se projetar, mas nem sempre foi o costume. Um divisor ou outro recurso de limitação de visão geralmente é fornecido para evitar que cada olho se distraia ao ver também a imagem destinada ao outro olho.
 
A maioria das pessoas pode, com prática e algum esforço, visualizar pares de imagens estereoscópicas em 3D sem o auxílio de um estereoscópio, mas as pistas de profundidade fisiológica resultantes da combinação não natural de convergência ocular e foco necessário serão diferentes daquelas experimentadas ao visualizar a cena em realidade, tornando impossível uma simulação precisa da experiência de visualização natural e tendendo a causar cansaço visual e fadiga.
 
Embora dispositivos mais recentes, como visualizadores de [[slides]] 3D em formato realista e o View-Master também sejam estereoscópios, a palavra agora é mais comumente associada a visualizadores projetados para placas estéreo de formato padrão que desfrutaram de várias ondas de popularidade desde 1850 até 1930 como meio de entretenimento doméstico.
 
Dispositivos como óculos polarizados, [[Anáglifo|anáglifos]], que são usados ​​para visualizar duas imagens realmente sobrepostas ou mescladas, em vez de duas imagens fisicamente separadas, não são categorizados como estereoscópios.<ref>{{Cite news |url=https://www.thetimes.co.uk/archive/article/1856-10-31/10/7.html?region=global#start%3D1856-01-01%26end%3D1985-01-01%26terms%3Dyour%20stereoscope%26back%3D/tto/archive/find/your+stereoscope/w:1856-01-01%7E1985-01-01/1%26prev%3D/tto/archive/frame/goto/your+stereoscope/w:1856-01-01%7E1985-01-01/1%26next%3D/tto/archive/frame/goto/your+stereoscope/w:1856-01-01%7E1985-01-01/3 |date=1856 |work=The Times}}</ref><ref name="Wheatstone">Contributions to the Physiology of Vision.—Part the First. On some remarkable, and hitherto unobserved, Phenomena of Binocular Vision. By CHARLES WHEATSTONE, F.R.S., Professor of Experimental Philosophy in King's College, London. [http://www.stereoscopy.com/library/wheatstone-paper1838.html Stereoscopy.com]</ref><ref>Welling, William 1978. ''Photography in America'', p.&nbsp;23. 0690014511.</ref><ref name="Brewster1856">{{cite book|url=https://archive.org/details/stereoscopeitsh02brewgoog|title=The Stereoscope; its History, Theory, and Construction, with its Application to the fine and useful Arts and to Education: With fifty wood Engravings|author=David Sir Brewster|publisher=John Murray|year=1856}}</ref><ref>{{Cite book|url=https://books.google.com/books?id=RawLAQAAIAAJ&q=Herbert%20Mayo%201833&pg=PA288|title=Outlines of Human Physiology|last=Mayo|first=Herbert|date=1833|publisher=Burgess and Hill|language=en}}</ref><ref>{{cite book|title=The Home Life of Sir David Brewster|last=Gordon|first=Margaret Maria|publisher=Cambridge University Press|isbn=978-1175699923|year=2010|location=New York|pages=345–346}}</ref><ref name="devices of wonder">{{cite book|title=Devices of Wonder: From the World in a Box to Images on a Screen|last=Stafford|first=Barbara Maria, Frances Terpak and Isotta Poggi|publisher=Getty Publications|isbn=978-0892365906|year=2001|location=Los Angeles|page=357}}</ref><ref>{{cite book|url=https://archive.org/details/stereoscopiccine0000zone|title=Stereoscopic Cinema and the Origins of 3-D Film, 1838–1952|last=Zone|first=Ray|publisher=University Press of Kentucky|isbn=978-0813124612|year=2007|location=Lexington|pages=[https://archive.org/details/stereoscopiccine0000zone/page/9 9]–10|url-access=registration}}</ref><ref name="Virtual Empire">{{cite web |url=http://sydney.edu.au/museums/collections/macleay/hist_photos/virtual_empire/origins.shtml |title=The Origins of Stereoscopy |work=Virtual Empire |publisher=Sydney University Museums |access-date=16 September 2013}}</ref><ref name="dubosq">[http://www.sue-davis.net/e23d/history.html E2 3-D – history of 3-D]</ref>
 
== Referências ==
 
 
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