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[[Ficheiro:Cathedral de Campinas.jpg|miniaturadaimagem|direita|Catedral Metropolitana de Campinas entre 1930 e 1939]]
[[Ficheiro:Igreja matrizCatedral de Campinas Conceição IMGà 7040noite.jpg|thumb|Visão noturna da Catedral Metropolitana de Campinas.]]
Em 1848 assumiu a condução das obras o doutor Antônio Joaquim de Sampaio Peixoto.
Foi Antônio Francisco Guimarães, conhecido pelo apelido de "Baía", que no ano de 1853 pagou as despesas de viagem e trouxe da então província da [[Bahia]] um grupo de entalhadores, comandados por [[Vitoriano dos Anjos Figueiroa]] e mais três oficiais, para se encarregarem da ornamentação interna da "matriz nova" de Nossa Senhora da Conceição. Já em Campinas, Vitoriano era tratado por "professor de [[entalhe]]". Valendo-se desta prerrogativa, formou aqui um corpo de [[aprendizagem|aprendizes]], dos quais podemos citar Antônio Dias Leite, José Antunes de Assunção e Laudíssimo Augusto Melo,que era [[deficiência auditiva|deficiente auditivo]] e tido pelos contemporâneos como muito habilidoso.<ref>LEITE, Ricardo. Catedral Metropolitana de Campinas; um templo e sua história. Campinas: Editora Komedi, 2004, p. 18.</ref>
 
{{Quote|''"Todos os dias, em intervalos de 15, 30 e 60 minutos, os sinos da Catedral Metropolitana, anunciam o correr do tempo. Todos eles têm nomes. O mais antigo é o Baía. Com suas três toneladas de aço, chegou ao topo da Catedral em 1870, conduzido por cordas e dezenas de homens, numa luta coordenada por Antônio Francisco Guimarães, o Baía, o homem que doou aquele que seria o mais ilustre sino da cidade, batizado com o apelido do doador.(...)Baía, português residente em Campinas desde 1819 e integrante da [[Irmandade do Santíssimo Sacramento]], havia feito a doação do sino em 1847, mas como a Matriz Nova não estava pronta, ele ficara instalado na Matriz Velha. A vinda para a Matriz Nova fora feita sob uma condição, exigência da Irmandade: o sino só seria badalado em procissão de [[Corpus Christi]], saídas do Santíssimo e enterro de irmão. Resultado: o sino Baía ficou silencioso durante 13 anos, até a inauguração da Catedral, em 1883.(...)Os sinos da Catedral badalam todos os dias do ano, desde 1883. Acionados pelo mecanismo do relógio fabricado em 1880, eles, agora, só badalam durante o dia. Os moradores da região central da cidade pediram silêncio à noite. Mas a partir das 6h eles sinalizam que o dia está começando.''"<ref>[http://www.mmais.com.br/materia.cfm/idedicao/9/tb/noticias/id/201 Um sino chamado Baía]</ref>}}
 
[[Ficheiro:Igreja matriz de Campinas Conceição IMG 7040.jpg|thumb|Visão noturna da Catedral Metropolitana de Campinas.]]
Após a conclusão do interior, teve início o processo de construção da fachada, havendo cinco mudanças de projeto: o primeiro tinha características barrocas com duas torres (e, neste sentido, seria perfeitamente integrado ao estilo adotado no interior do templo), do Dr. Bittencourt, mas não pôde ser executado pois não havia cantaria disponível na região, sendo adaptado por José Maria Cantarino; o segundo, [[neoclassicismo|neoclássico]], de Charles Romieu, previa uma única torre assentada sobre quatro colunas de pedra, cal e tijolos, mas foi suspenso devido aos acidentes ocorridos na construção (1865) que levaram ao soterramento de quatro funcionários e uma criança; o terceiro, escolhido como resultado de um concurso público, de José Maria Villaronga (Villaronga, Faria & Cia), previa uma fachada neogótica (1871) mas houve desentendimentos entre os administradores e não chegou sequer a ser iniciado; em 1876 foi contratado o engenheiro italiano Cristóvão Bonini, para mudanças na planta e conclusão da obra, mas foi exonerado pela Câmara em 1879, havendo o quinto projeto, o qual recuperou o estilo neoclássico e foi implementado pelo campineiro [[Francisco de Paula Ramos de Azevedo]] (1880). Este último, foi o responsável geral pela conclusão das obras e dotou o templo inclusive de canos embutidos para a iluminação a gás, uma novidade na época.
 
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