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De acordo com a autora Lucy O'Brien em seu livro ''Madonna: Like an Icon'', Madonna queria "realizar um impacto" no cenário da [[soul music|música ''soul'']] e, para isso, começou a trabalhar com famosos produtores de R&B, como [[Dallas Austin]], [[Babyface]] e [[Dave Hall]], sendo uma das poucas ocasiões em que ela colaborou com profissionais conhecidos.<ref name="Lucy291">{{harvnb|O'Brien|2008|pp=291–292}}</ref><ref>{{harvnb|Sullivan|2013|p=648}}</ref> A cantora também queria explorar a cena musical das boates britânicas, onde gêneros como o ''[[dub]]'' estavam crescendo em popularidade, e decidiu trabalhar com produtores e compositores europeus ligados à cena eletrônica, incluindo [[Nellee Hooper]], que elogiou Madonna devido à sua "sensibilidade bem europeia".<ref name="Lucy291"/> Após convidar Hooper para [[Los Angeles]], iniciaram-se sessões no estúdio Chappell em [[Encino (Los Angeles)|Encino]], [[Califórnia]], que foram as últimas a serem realizadas para o disco.<ref name="Lucy291"/><ref name="rik45">{{harvnb|Rooksby|2004|p=45}}</ref> Madonna queria que as pessoas se concentrassem nos aspectos musicais do projeto, e que as músicas falassem por si mesmas.<ref>{{citar episódio|título=Madonna interview|série=FAX|rede=[[MuchMusic]]|data=25 de novembro de 1994}}</ref> O produto final, ''[[Bedtime Stories (álbum de Madonna)|Bedtime Stories]]'', é um álbum derivado do ''[[Música pop|pop]]'' e [[R&B contemporâneo|R&B]] predominantemente composto de canções lentas e com uma abordagem lírica menos sexual do que o seu antecessor, incorporando novos estilos a discografia da cantora como ''[[trip hop]]'', ''[[hip hop]]'' e ''[[techno]]''.<ref name="rik45"/><ref>{{citar web|língua=en|url=http://www.slantmagazine.com/features/article/best-albums-of-the-1990s/P8|título=The Best Albums of the 1990s|autor=Sal Cinquemani|publicado=[[Slant Magazine]]|data=14 de fevereiro de 2011|acessodata=7 de outubro de 2019}}</ref>
 
De acordo com o autor Mark Pytlik em seu livro ''Björk: Wow and Flutter'', Madonna estava inspirada na época pelo segundo álbum de Björk, ''[[Debut]]'' (1993). Através de suas conexões com Vries e Hooper, a cantora entrou em contato com Björk e lhe ofereceusolicitou a chance de compor uma faixa para o seu disco. A islandesa não se considerava fã deda Madonnaestadunidense, mas ficou intrigada pela oferta e aceitou.<ref name="google82"/> Ela escreveu uma música inicialmente intitulada "Let's Get Unconscious", com as linhas iniciais; "''Hoje é o último dia / Em que estou usando palavras''",{{nota de rodapé|grupo=n|No [[Língua inglesa|original]]: "''Today is the last day / That I'm using words''".}} concebidas a partir de seu próprio criticismo em relação à estética de Madonna.<ref name="google82"/> Desta forma, ela criou as letras a partir dessas frases e com Madonna em mente; Em uma entrevista, Björk esclareceu: "Quando foi oferecida a oportunidade de escrever uma música [para Madonna], eu realmente não conseguia me imaginar fazendo uma canção que se encaixasse com ela. [...] Mas, ao repensar, decidi fazer isso — escrever as coisas que sempre quis ouvi-la dizendo [e] que ela nunca disse".<ref name="google82">{{harvsp|Pytlik|2003|pp=82—83}}</ref> Madonna havia demonstrado interesse em trabalhar com Björk, mas as duas nunca se conheceram pessoalmente por decisão desta, que preferiu se manter à distância e até se recusou a cantá-la em dueto por considerar que seria "um erro".<ref name="google293"/><ref name="gay"/>
 
<blockquote>Eu estive num estado mental reflexivo. Fiz muitas procuras na alma e me senti num espírito romântico quando estava compondo [as músicas], então foi sobre isso que eu escrevi. [...] Eu decidi que queria trabalhar com uma série de produtores diferentes. O álbum de Björk foi um dos meus preferidos por anos — é brilhantemente produzido. [...] Nellee foi a última pessoa com quem trabalhei, e não foi até esse ponto que tive uma percepção de como seria o som do disco, então eu tive que voltar e refazer muitas [coisas].:{{redimensionar|90%|<ref name="rik45"/>|Madonna falando sobre o envolvimento de Björk e Nellee Hooper na elaboração do álbum}}</blockquote>
:{{redimensionar|85%|—Madonna falando sobre o envolvimento de Björk e Nellee Hooper na elaboração do álbum.<ref name="rik45"/>}}</blockquote>
 
A intérprete entregou a [[Demo (música)|''demo'']] contendo seus vocais na canção para Hooper e Vries, que reorganizaram a composição — por esse fator os três também receberam o crédito de autoria — a versão final foi intitulada "Bedtime Story".<ref name="google82"/> O título da música serviu de base para o nome do álbum, com Madonna considerando que ele remetia à ideia de "histórias sendo contadas, de palavras que você ensina a crianças".<ref>{{citar web|título=Madonna: Come and get it!|autor=Chris Heath|acessodata=22 de junho de 2020|língua=en |obra=[[Details]]|data=dezembro de 1994|volume=185|número=12|issn=0740-4921}}</ref> Björk mais tarde declarou que Madonna pronunciou algumas das letras erroneamente, como "''abandonando a lógica e a razão''" ao invés da original "''aprendendo a lógica e a razão''";{{nota de rodapé|grupo=n|No original: "''Leaving logic and reason''" e "''Learning logic and reason''".}}<ref name="ret">{{harvsp|Rettenmund|2016|p=51}}</ref> No entanto, ela considerou isso um "erro interessante".<ref name="bedtime">{{citar web|url=https://www.bjork.fr/Bedtime-Stories|título=Bedtime Stories|arquivourl=Bjork.fr|arquivourl=https://web.archive.org/web/20170511181237/https://www.bjork.fr/Bedtime-Stories|arquivodata=25 de Maio de 2009 |ligação inativa=sim}}</ref> A versão original foi mais tarde retrabalhada por Björk e lançada sob o título de "Sweet Intuition", aparecendo como o [[lado B]] do ''single'' "Army of Me" e em versão remixada na canção "It's Oh So Quiet".<ref>{{harvsp|Pytlik|2003|p=194}}</ref> "Bedtime Story" foi lançada como a terceira [[música de trabalho]] do disco em 13 de fevereiro de 1995 na Europa e na Austrália, e em 11 de abril nos Estados Unidos.<ref name="aus"/><ref name="Promis"/>