Diferenças entre edições de "Lista de aeronaves de Santos-Dumont"

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Ao longo de sua carreira, o pioneiro da aviação [[Santos Dumont|Alberto Santos-Dumont]] projetou, construiu, e demonstrou uma variedade de [[aeronave]]s — [[Balão de ar quente|balões]], [[Dirigível|dirigíveis]], [[monoplano]]s, [[biplano]]s, e um [[helicóptero]].
==Lista==
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| '''Nº 1''' (dirigível) &#x2014; voado pela primeira vez em 18 de setembro de 1898. Tinha um envelope cilíndrico com extremidades [[Cónica|cônicas]] contendo um [[balonete]] ligado a uma bomba de ar: 25 m de comprimento, 3,5 m de [[diâmetro]], e 180 m<sup>3</sup> de capacidade. Uma cesta [[Quadrado|quadrada]] foi suspensa a partir de ripas de [[madeira]] contidas em bolsos no [[Dirigível|envelope]], e um [[Leme (navegação)|leme]] coberto de [[seda]] equipado atrás e acima da cesta. Alimentado por um [[motor]] De Dion de 3 cavalos de potência montado do lado de fora e na frente da cesta, conduzindo uma pequena [[hélice]] de duas lâminas. A inclinação podia ser controlada movendo um par de sacos de [[Lastro (transporte)|lastro]]. Manobrava bem, mas o [[balonete]] era pequeno demais para manter a rigidez necessária do envelope, e a perda de [[pressão]] causou sua destruição no seu segundo voo no dia 20 de setembro.<ref>{{citar periódico|url=http://www.flightglobal.com/pdfarchive/view/1916/1916%20-%200965.html|periódico=[[Flight International|''Flight'']]|título=Airship Pioneers|data=1916-11-02|página=957}}</ref>{{harvref|Dumont|1904|pp=77-81}}
| [[Ficheiro:Santos-Dumont_No1.jpg|125px]]
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|[[File:Dirigível Nº2 - 1-13617-0000-0000, Acervo do Museu Paulista da USP.jpg|125px]]
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|'''Nº 3''' ([[dirigível]]) &#x2014; mais curto e de maior [[diâmetro]] do que os anteriores, tinha o objetivo de evitar a perda do formato devida à falta de [[pressão]] interna que tinha levado à sua perda. Tinha 20,11 m de comprimento, 7,472 m de [[diâmetro]] e capacidade de 500 m<sup>3</sup>. Uma [[Quilha (náutica)|quilha]] de [[bambu]] foi suspensa do envelope, e a cesta mais abaixo. Nenhum [[balonete]] foi montado. Inflado com [[Gás de cidade|gás de carvão]], não de [[Hidrogénio|hidrogênio]]. Teve seu primeiro voo em [[13 de novembro]] de [[1899]].<ref>[[wikisource:en:My Airships/Chapter 10|My Airships]]</ref>
|[[Ficheiro:Santos-Dumont_No._3_airship.jpg|125px]]
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|'''Nº 4''' ([[dirigível]]) &#x2014; 39 m de comprimento, com um [[diâmetro]] de 5,1 m e capacidade de 420 m<sup>3</sup> de [[gás]].{{harvref|Dumont|1904|pp=136-137}} Nº 4 diferiu consideravelmente dos modelos anteriores, não só na forma do envelope, mas no arranjo da [[Quilha (náutica)|quilha]], que agora carregava o [[motor]], um Buchet de 7 cavalos, e o [[Piloto (aviação)|piloto]], que ficava sentado no selim de uma [[bicicleta]]. Uma [[hélice]] de trator foi montada na frente da [[Quilha (náutica)|quilha]]. Um [[balonete]] e bomba foram montados, e Santos Dumont, tendo adquirido uma usina de geração de [[Hidrogénio|hidrogênio]], voltou a usar hidrogênio como gás.
:O Motormotor mais tarde substituído por um de quatro cilindros refrigerado a ar e envelope aumentado para 33 m.{{harvref|Dumont|1904|pp=137-138}}
|[[File:Dirigível Nº4 - 1-13818-0000-0000, Acervo do Museu Paulista da USP.jpg|125px]]
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|'''Nº 5''' ([[dirigível]]) &#x2014; Construído para tentar ganhar o prêmio [[Henri Deutsch de la Meurthe|Henry Deutsch de la Meurthe]] por um voo desde o campo de voo do [[Aéro-Club de France|Aero-Club de France]] em [[Saint-Cloud]] até a [[Torre Eiffel]] e de volta dentro de 30 minutos. Usou o envelope alargado do Nº 4, a partir do qual uma gôndola [[Triângulo|triangular]] feita de pinho foi suspensa. Outras inovações incluem a utilização de [[corda de piano]] para suspender a gôndola, reduzindo em muito o [[arrasto]], e a inclusão de tanques de água como [[Lastro (transporte)|lastro]]. Alimentado por um [[motor]] refrigerado a ar de 12&#x20;hp e 4 cilindros movendo uma [[hélice]] propulsora.{{harvref|Dumont|1904|pp=148-149}} Voado pela primeira vez em 11 de julho de 1901: um longo voo foi feito no dia seguinte e uma tentativa ao prêmio de la Meurth no dia 13: o voo de ida foi realizado em dez minutos, mas o retorno foi prejudicado por um vento e levou meia hora. Chegando em St Cloud, o motor falhou e o [[dirigível]] foi soprado para árvores vizinhas, danificando o envelope. Uma segunda tentativa ao prêmio foi feita em 8 de agosto, mas terminou em desastre: após alcançar a torre em oito minutos, a aeronave começou a perder de hidrogênio devido a uma [[Válvula (tubulação)|válvula]] defeituosa. A deflação parcial do envelope fez com que alguns dos fios suspensos danificassem a [[hélice]]: SantoSantos-Dumont então parou o [[motor]], deixando a aeronave não só sem energia, mas sem qualquer forma de inflar o [[balonete]] para manter a forma do envelope. Impotente, a aeronave foi soprada de volta para a torre e para cima de um telhado do Hotel Trocadero, estourando o envelope com um ruído descrito em alguns relatos da imprensa como uma explosão, mas que Santos-Dumont compara a um saco de papel arrebentando. Santos-Dumont foi deixado precariamente suspenso acima do pátio do hotel, mas foi resgatado pela brigada de incêndio de [[Paris]]. A aeronave foi completamente danificada e só o [[motor]] foi recuperado.{{harvref|Dumont|1904|pp=171-177}}
|[[File:Dirigível Nº5 - 1-13647-0000-0000, Acervo do Museu Paulista da USP.jpg|125px]]
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|'''[[Santos-Dumont Nº 6|Nº 6]]''' ([[dirigível]]) &#x2014; a construção iniciou-se imediatamente após a perda do Nº&#x20;5, e concluída no início de setembro. SemelhanteEra asemelhante ao Nº 5&#x20;mas com um envelope maior de 22 m de comprimento e capacidade de 622 m<sup>3</sup>. Ganhou o [[Prêmio Deutsch|Prêmio Deutsch de la Meurthe]] em 19 de outubro de 1901.{{harvref|Barros|2021|p=5}}
|[[Ficheiro:Santos-Dumont_dirigeable_1901.jpg|125px]]
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|'''Nº 7''' ([[dirigível]]) &#x2014; Uma aeronave rápida para competições, construída para competir a prêmios de [[aviação]] na [[Exposição Universal de 1904]]. Antes das competições, o envelope do dirigível foi [[Sabotagem|sabotado]], impedindo-o de competir.<ref>{{Citar periódico|título=M. Santos Dumont's Airship|data=1904-06-29|pagina=10|número=37433}}</ref> Tinha um envelope de [[seda]] com revestimento duplo de 50 m de comprimento, 7,92 m de [[diâmetro]]: e capacidade de 1260&#x20;m<sup>3</sup>. Ele era alimentado por um [[motor]] refrigerado a [[Água|àguaágua]] de 60&#x20;hp conduzindo duas [[hélice]]s, uma na frente e uma na parte de trás da gôndola.<ref>{{citar periódico|url=http://www.flightglobal.com/pdfarchive/view/1916/1916%20-%200966.html|periódico=[[Flight International|''Flight'']]|título=Airship Pioneers|data=1916-11-02|página=958}}</ref>
|[[File:Dirigível Nº7 - 1-13635-0000-0000, Acervo do Museu Paulista da USP.jpg|125px]]
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|[[File:Santos-Dumont No. 9 airship.jpg|125px]]
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|'''Nº 10''' ([[dirigível]]) &#x2014; às vezes chamado de ''Omnibus'', este foi destinado ao transporte de doze passageiros, além do piloto e um segundo membro da tripulação. Tinha 48 m de comprimento, 8,5 m de diâmetro, e 2010 m<sup>3</sup> de capacidade. O piloto e o [[motor]] Clément refrigerado a [[água]] de 46&#x20;hp e quatro cilindros ocupavam uma gôndola de [[Seção transversal (geometria)|seção]] triangular descoberta e suspensa 2 m abaixo do envelope, com uma [[hélice]] coberta de tecido no final: uma segunda gôndola suspensa 10&#x20;m abaixo desta segurava as três cestas para passageiros e um assistente do piloto. Fez apenas voos de teste.<ref>{{Citar periódico|url=http://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k6551282n/f34.image|título=Santos-Dumont aviateur}}</ref><ref>{{Citar periódico|url=http://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k65534693/f210.image.r=Santos%20Dumont|título=Les prochaines expériences de Santos-Dumont}}</ref>
|[[Ficheiro:Santos-Dumont_dirigeable_CPA_1904.JPG|125px]]
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|[[File:Santos-Dumont Nº11.jpg|125px]]
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|'''Nº 12''' ([[helicóptero]])&#x2014; Dois [[Rotor|rotores]] de 6 m de [[diâmetro]] feitos de [[seda]] envernizadas esticada sobre um quadro de [[bambu]]. Alimentado por um [[motor]] Antoinette de 25&#x20;hp.<ref>{{Citar periódico|url=http://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k6551282n/f34.image|título=Santos-Dumont aviateur}}</ref>
|[[File:Santos-Dumont Nº12.jpg|125px]]
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|'''Nº 14''' ([[dirigível]]) &#x2014; Originalmente construído com um envelope muito alongado de 41&#x20;metros de comprimento e um volume de 186&#x20;m<sup>3</sup>. Alimentado por um motor de motocicleta [[Peugeot]] de 14&#x20;2-cilindro Peugeot, que foi montado em uma cesta de balão que foi suspensa a partir de uma quilha de bambu que, por sua vez, foi suspensa a partir de um pedaço de bambu inserido em um bolso na parte inferior do envelope.<ref>{{Citar periódico|url=http://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k6553918h/f93.image|título=Un nouveau racer aérien}}</ref> Posteriormente modificado consideravelmente, com um envelope curto e uma gôndola pequena.<ref>{{Citar periódico|url=http://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k6553918h/f207.image.r=Santos%20Dumont.langEN|título=Le Santos-Dumont XIV à Trouville}}</ref>
|[[File:Dirigível Nº14 - 1-13633-0000-0000, Acervo do Museu Paulista da USP.jpg|125px]]
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|[[14-bis|'''Nº 14-bis''']] ([[avião]]) &#x2014; Design ([[canard]]) [[biplano]] design com a cauda para a frente; Voadovoado para ganhar o prêmio do [[Aéro-Club de France|Aero-Club de France]] para o primeiro voo oficialmente observado de mais de 100 m em 12 de novembro de 1906. TestadoFoi testado suspendendo-o do dirigível Nº 14, daí o seu nome.
|[[File:14-bis de Alberto Santos Dumont.jpg|125px]]
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|'''Nº 15''' ([[avião]]) &#x2014; [[Biplano]] alimentado por um [[motor]] Antonieta de 50&#x20;hp montado acima da asa superior. Asas de grande [[Alongamento (asa)|proporção]], abrangendo 11&#x20;m com uma [[Corda média aerodinâmica|corda]] de apenas 60 cm, dando uma área de superfície de 13&#x20;m<sup>2</sup>, divididas em três compartimentos por superfícies verticais ao longo da corda. [[Diedro]] pronunciado como o ''14bis'', equipado com [[Aileron|ailerons]] na frente das asas. As [[asa]]s eram cobertas com 3&#x20;mm de [[madeira compensada]] Okoume. O trem de pouso consistia de uma única roda, montada na junção da parte da frente da asa inferior e o tailskid. A cauda do biplano era carregada em um par de lanças de [[bambu]] colocadas um acima da outra e lateralmente presas às asas por cabos de aço.<ref>{{Citar periódico|url=http://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k6551462k/f102.image|título=Machines volantes d'aujourd'hui et de demain}}</ref> Danificado durante ensaios de taxiamento em 27 de março de 1907, posteriormente reparado e equipado com um 100&#x20;Antonieta V-16, mas nunca voou com sucesso.<ref>{{Citar livro|título=The Rebirth of European Aviation|ultimo=Gibbs-Smith, C. H.|isbn=0 11290180 8}}</ref>
|[[File:Btv1b8433366m-p055.jpg|125px]]
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|'''Nº 16''' ([[dirigível]] híbrido) &#x2014; 21&#x20;m de comprimento, 3&#x20;m de diâmetro: e capacidade de 99&#x20;m<sup>3</sup>. Equipado com um elevador frontal hexagonal e uma superfície de elevação central de 4&#x20;m, este foi um dirigível híbrido incapaz de voar dependendo exclusivamente de flutuação [[aerostática,]] e necessitava de sustentação aerodinâmica para voar. Testado sem sucesso, em 8 de julho de 1907.<ref>{{Citar periódico|url=http://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k6551462k/f171.image|título=Un appareil mixte. - L'aéroplane à ailes de bois reconstitué}}</ref>
|[[Ficheiro:Santos-Dumont_No._16_airship.jpg|125px]]
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|'''Nº 17'''&#x2014; Parecido com o número 15, mas com um motor Levavasseur de 100 cv, que não chegou a ser testado.{{harvref|de Barros|2006|p=43}}
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|'''Nº 18''' &#x2014; Não é um avião, mas um "''hidro-flotteur''" movido a [[hélice]] e alimentado por um [[motor]] Antonieta V-16 de três pás de hélice, e repousado sobre um central float alongado estabilizado por floats menores de ambos os lados.<ref>{{Citar web|url=http://www.aer.ita.br/~bmattos/sd/aeronaves/18.html|titulo=Aeroplano Número 18|acessodata=2017-07-27|arquivourl=https://web.archive.org/web/20140419025715/http://www.aer.ita.br/~bmattos/sd/aeronaves/18.html|arquivodata=2014-04-19|urlmorta=yes}}</ref>
|[[File:Santos Dumont Nº18.jpg|125px]]
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|'''[[Santos-Dumont Demoiselle|Nº 20 ''Demoiselle'']]''''' &#x2014;'' Uma modificação do Nº 19, considerada a primeira [[Ultraleve|aeronave ultraleve]] prática.
|[[File:Santos Dumont Demoiselle.jpg|125px]]
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*{{Citar periódico|url=https://www.gov.br/mcti/pt-br/rede-mcti/mast/imagens/noticias/2021/julho/santos-dumont-um-pioneiro-da-seguranca-de-voo-e-dos-ensaios-em-voo-20-07.pdf|último=Barros|primeiro=Henrique Lins de|título=Santos Dumont: Um pioneiro da segurança de voo e dos ensaios em voo|ano=2021|páginas=11|arquivourl=https://web.archive.org/web/20210720143249/https://www.gov.br/mcti/pt-br/rede-mcti/mast/imagens/noticias/2021/julho/santos-dumont-um-pioneiro-da-seguranca-de-voo-e-dos-ensaios-em-voo-20-07.pdf|arquivodata=2021-07-20|urlmorta=não|ref=harv}}
*{{citar periódico |último=Barros |primeiro=Henrique Lins de |título=Santos Dumont: o vôo que mudou a história da aviação |url=http://seer.cgee.org.br/index.php/parcerias_estrategicas/article/viewFile/239/233 |periódico=Parcerias Estratégicas |volume=8 |número=17 |ano=2003|páginas=303-341 |doi= |arquivourl=https://web.archive.org/web/20210903162756/http://seer.cgee.org.br/index.php/parcerias_estrategicas/article/viewFile/239/233|arquivodata=2021-09-03|urlmorta=não|ref=harv }}
 
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