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'''Nequerofrés''' ({{langx|grc|''Necherophres''}}) ou '''Sanaquete''' ({{langx|egy|''Ḥr-S3.nḫt''|4=''SanakhtSanaḫt''}}), geralmente identificado como '''Nebecá''' (''Nebka''), foi um [[faraó]] da [[III dinastia egípcia]]. A posição entre os dois nomes (Sanaquete e Nebecá) na ordem de sucessão ainda é duvidosa. Contudo, o nome Sanaquete é atestado em monumentos contemporâneos pelo seu nome Hórus.{{Sfn|Wilkinson|2002|p=86}}
 
O egiptólogo americano [[Toby Wilkinson]] afirma que outros nomes de Nequerofrés são incertos, apesar do fragmento do selo da mastaba K2 em [[Beit Khallaf|Beite Calafe]] mostre que o [[sereque]] do rei está voltado para o fundo do cartucho. Como o sinal na parte inferior do cartão lembra o antigo sinal de cá, o nome foi restaurado para Nebecá e usado como o nome ''nswt-bity'' de Hórus Sanaquete.{{Sfn|Wilkinson|2002|p=86}}
 
== Reinado ==
[[Ficheiroimagem:Seal Sanakht.png|miniaturadaimagem|166x166px|Fragmento de selo de argila com o [[sereque]] de Nequerofrés da mastaba K2 em [[Beit Khallaf|Beite Calafe]].]]
Segundo o [[Papiro de Turim|Cânone de Turim]] e com o historiador [[Manetão]], Nebecá foi o antecessor de [[Joser]], que fundou a III dinastia. Porém, outras listas reais não o mencionam, enquanto o [[Papiro Westcar]] menciona Nebecá depois de Joser e de [[Huni]]. As fontes arqueológicas contradizem este relato, colocando Nequerofrés após Joser, mais no final da dinastia e antecedido por Huni.{{Sfn|The Ancient Egypt Site|name=TAES}}
 
 
== Identidade ==
[[Ficheiroimagem:Sanakht Relief.png|esquerda|miniaturadaimagem|194x194px|Representação do relevo de Nequerofrés encontrado em [[Uádi Magaré]]]]
Existem alguns problemas com o reinado de Nequerofrés e sua cronologia. O nome de Nequerofrés (Hórus Sanaquete) não pode ser definitivamente vinculado a nenhum dos nomes mencionados na lista do rei. Com base na fonte da parte que contém o nome Nequerofrés e a palavra terminada com o elemento cá, alguns estudiosos acreditam que Nequerofrés é o nome de Hórus do rei Nebecá conhecido apenas na lista dos reis. No entanto, o símbolo cá faz parte de uma palavra que soletra mefecate, que significa "turquesa", que é o principal mineral que os egípcios procuravam na [[Sinai|Península do Sinai]].{{Sfn|The Ancient Egypt Site|name=TAES}}
 
 
== Tumba ==
[[Ficheiroimagem:Hen Nekht.png|esquerda|miniaturadaimagem|Possível crânio do Faraó SanakhtSanaquete de mastaba K2 em [[Beit Khallaf|Beite Calafe]].]]
A localização da tumba de Nequerofrés não é conhecida com certeza. Por muito tempo, pensou-se que a tumba de Nequerofrés era o grande [[mastaba]] K2 em [[Beit Khallaf|Beite Calafe]], pois as escavações lá renderam fragmentos de relevo com seu nome. No entanto, alguns egiptólogos agora consideram esta mastaba como o sepultamento de um alto funcionário, príncipe ou rainha, e não de um faraó,{{Sfn|Grimal|1992|p=64}}  enquanto outros continuam a apoiar a primeira hipótese.{{Sfn|Raffaele|Nuzzolo|Incordino|2010|pp=145-155}}
 
Na mastaba foram encontrados os restos mortais de um homem com mais de {{Altura|metres=1.87}} de altura. De acordo com [[Charles S. Myers]], essa estatura era consideravelmente mais alta do que a média de {{Converter|1.67|m|ft}}. Dos egípcios pré-históricos e posteriores. O crânio do espécime era muito grande e espaçoso. Embora seu [[Índice cefálico|índice craniano]] fosse incomumente largo e quase [[Braquicefalia|braquicefálico]], as proporções de seus ossos longos foram adaptadas tropicamente como as da maioria dos outros antigos egípcios; especialmente aqueles do período pré-dinástico. Suas características cranianas gerais, no entanto, eram mais próximas das dos crânios egípcios do período dinástico.{{Sfn|Myers|1901|pp=152–153}}
 
Consequentemente, a mastaba foi associada a uma anedota relatada por Manetão na qual ele conta sobre um rei tardio da II dinastia, chamado ''[[Sesócris]]'', que ele descreve como sendo particularmente alto. O egiptólogo Wolfgang Helck propôs outra hipótese; a saber, a tumba de Nequerofrés é uma estrutura inacabada a oeste da [[Pirâmide de Joser|pirâmide de Joser]].{{Sfn|Helck|1987|p=20}}{{Sfn|Helck|1987|p=21}}
 
Embora o caso de Nequerofrés frequentemente apareça na literatura médica como um caso potencial de [[doença hipofisária]], há muitos anos não existe um consenso definitivo sobre se se tratava de [[acromegalia]] ou [[gigantismo]]. Em 2017, o [[Paleopatologia|paleopatologista]] Francesco M. Galassi e o egiptólogo Michael E. Habicht, do Instituto de Medicina Evolutiva da Universidade de Zurique, coordenaram uma equipe internacional de pesquisadores para reavaliar este caso. A conclusão deles foi que os supostos restos mortais de Nequerofrés são claramente o caso mais antigo conhecido de gigantismo no mundo.<ref>{{Citar periódico |url=https://www.thelancet.com/journals/landia/article/PIIS2213-8587(17)30171-7/abstract |titulo=Oldest case of gigantism? Assessment of the alleged remains of Sa-Nakht, king of ancient Egypt |data=2017-08-01 |acessodata=2021-11-03 |jornal=The Lancet Diabetes & Endocrinology |número=8 |ultimo=Galassi |primeiro=Francesco M. |ultimo2=Henneberg |primeiro2=Maciej |paginas=580–581 |lingua=English |doi=10.1016/S2213-8587(17)30171-7 |issn=2213-8587 |pmid=28732663 |ultimo3=Herder |primeiro3=Wouter de |ultimo4=Rühli |primeiro4=Frank |ultimo5=Habicht |primeiro5=Michael E.}}</ref><ref>{{Citar web |url=https://www.newsweek.com/ancient-egypt-giant-pharaoh-king-sanakht-647292 |titulo=World's earliest known giant was an ancient Egyptian pharaoh, scientists say |data=2017-08-07 |acessodata=2021-11-03 |website=Newsweek |lingua=en}}</ref>