Ernest Renan: diferenças entre revisões

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Os estudos orientais viriam a ser o eixo mais importante dos seus trabalhos. Como Filólogo, Renan publicou a ''História Geral das Línguas Semíticas'' (1855), e traduziu, com estudos de introdução, 3 livros do antigo testamento, ''Job'' (1858), o ''Cântico dos Cânticos'' (1860), ''Eclesiaste'' (1881).
 
Da sua vasta produção, considerou-se nos círculos agnósticos e ateus que a sua parte menos sólida era a crítica do Novo Testamento, vista como pouco conclusiva. As ''Origens do Cristianismo'' ou ''A História de Israel'' foram bem -aceites nesses sectores de opinião, considerando-se que os meios físico, intelectual, e social, terão sido reconstituídos com rigor. Os seus retratos (de Jesus, Nero, Eclesiaste, Marco Aurélio, São Paulo) terão sido mais ou menos imaginados e subjectivos, tendo no entanto Renan sabido evitar um simbolismo excessivo. As comparações entre o passado e o presente tornavam a narrativa viva e sugestiva, fornecendo muitos elementos de controvérsia. Um estilo refinado, elegante, sem sustentação sensível, respondia às menores nuances da ideia. Um pouco neutro em diferentes lugares na descrição, nunca se mostrou muito carregado em cor, mas brilhou ao restituir o espírito da paisagem.
 
Na última parte de sua vida, ter-se-á inclinado para um certo diletantismo, mas não tocando sobre a unidade fundamental característica de seu pensamento. Sob a atitude um pouco falsa do autor à moda, reconhecia-se o racionalista radical, que jamais deixou o ceticismo invadir suas certezas nem seus partidos anticlericais e anticatólicos. Ele terá pretendido distinguir os religiosos e a religião, procurando mostrar como se formam os primeiros. Explicando psicologicamente o fenômeno da crença, também por aí se juntou à filosofia racionalista radical, segundo o seguinte princípio: ''nem revelação, nem milagre''. Mas ‘esta obra de ciência irreligiosa, ele a fez religiosamente’; não quisera estar atingido ‘à categoria do ideal’, que para ele resulta no lugar de Deus. É neste espírito que ele foi, depois de Voltaire, e com o qual se parecia tão pouco, um propagador da história das religiões.
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