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Sem alteração do tamanho, 03h26min de 16 de junho de 2007
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'''Roberto Leal Lobo e Silva Filho''', carioca, foi Reitor da Universidade de S. Paulo de 1990 a 19941993, sendo o único detentor deste cargo a renunciar ao mesmo, poucos meses antes de terminar seu mandato. Antes disso, fora diretor do Instituto de Quimica e Fisica de São Carlos, também pertencente à USP, de onde saiu para se tornar vice-reitor de José Goldemberg, à morte do vice-reitor Ricciardi Cruz, em 1988. Lobo também foi diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, no Rio de Janeiro, e do CNPq, em Brasília.
Assumiu a Reitoria quase ao mesmo tempo que Fernando Collor lançava um plano de estabilização monetária fortemente recessivo, o que produziu um contraste de base entre sua gestão e a anterior, do prof. Goldemberg, que conseguira um grande empréstimo do Banco Interamericano de Desenvolvimento para modernizar a USP. Os recursos escasseavam e foi dada importância ao melhor uso possível dos que fossem disponíveis. A avaliação do desempenho acadêmico foi estimulada.
Em 1993, foi convidado a ser secretário de Ciência e Tecnologia do governador Fleury e comunicou esse fato ao Conselho Universitário; contudo, poucos dias depois, o governador nomeava o empresário Delben Leite, num ato de desrespeito que ficou inexplicado. Os opositores ao Reitor, que tinha como candidato seu pró-reitor de Pesquisa, Erney Plessmann de Camargo, se congregaram em torno do diretor da Fapesp, Flávio Fava de Moraes, e iniciaram prontamente a campanha pela sucessão. Desgostoso com os boatos que corriam, Lobo renunciou ao cargo. Fava, nas eleições pelos conselhos centrais da USP dois meses depois, ganhou o maior número de votos e foi nomeado por Fleury.
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