Diferenças entre edições de "Mário Saa"

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Mário Paes da Cunha e Sá
 
'''Mário Paes da Cunha e Sá''' nasceu no dia 18 de Junho de 1893 nas Caldas da Rainha e descende uma família de grandes proprietários da elite económica e social do concelho de Avis. Na altura do seu nascimento, o pai de Mário Saa (nome literário) exercia as funções de notário e sub-delegado no julgado de Óbidos, residindo nas Caldas da Rainha. Em 1895, a família volta para o concelho de Avis e o seu pai constrói, quatro anos depois, o Monte de Pero Viegas, onde Mário Saa residiu quase toda a vida. Recebeu formação no colégio de S. Fiel, em Louriçal do Campo (Beira Baixa), no Liceu de Évora e, em 1913, era aluno do Instituto Superior Técnico (devido à inexistência de registos nos arquivos desta instituição desconhece-se o curso que frequentou). Sabemos, através da revista Presença (n.º 19, 1929), que em 1917 continuaria a frequentar o IST. No ano seguinte inscreveu-se no curso Sciencias Mathematicas na Universidade de Lisboa e, em 1930, no curso de Medicina desta mesma Universidade, não tendo, porém, concluído nenhuma das licenciaturas. A vida de Mário Saa dividiu-se entre a administração agrícola das suas propriedades e a investigação e produção literária. De acordo com o perfil dos intelectuais do seu tempo dedicou-se e interessou-se por temáticas distintas publicando várias obras e numerosos artigos em periódicos. Dedicou-se à filosofia, à genealogia, à geografia antiga, à poesia, à problemática camoniana, às investigações arqueológicas, e mesmo à astrologia e à grafologia. O seu interesse pela arqueologia e a investigação que realizou sobre vias romanas resulta na obra de maior vulto e importância de Mário Saa. Os seis volumes de «As Grandes Vias da Lusitânia» são produto de mais de 20 anos de investigações e prospecções arqueológicas e constituem, ainda hoje, uma obra de referência para os investigadores. A par com a arqueologia, Mário Saa destacou-se, também, no panorama da poesia portuguesa das década de 20 e 30. Publicou com assiduidade na revista Presença e privou com os grandes poetas e intelectuais da época no âmbito da boémia literária da Brasileira do Chiado.
 
Mário Paes da Cunha e Sá nasceu no dia 18 de Junho de 1893 nas Caldas da Rainha e descende uma família de grandes proprietários da elite económica e social do concelho de Avis. Na altura do seu nascimento, o pai de Mário Saa (nome literário) exercia as funções de notário e sub-delegado no julgado de Óbidos, residindo nas Caldas da Rainha. Em 1895, a família volta para o concelho de Avis e o seu pai constrói, quatro anos depois, o Monte de Pero Viegas, onde Mário Saa residiu quase toda a vida. Recebeu formação no colégio de S. Fiel, em Louriçal do Campo (Beira Baixa), no Liceu de Évora e, em 1913, era aluno do Instituto Superior Técnico (devido à inexistência de registos nos arquivos desta instituição desconhece-se o curso que frequentou). Sabemos, através da revista Presença (n.º 19, 1929), que em 1917 continuaria a frequentar o IST. No ano seguinte inscreveu-se no curso Sciencias Mathematicas na Universidade de Lisboa e, em 1930, no curso de Medicina desta mesma Universidade, não tendo, porém, concluído nenhuma das licenciaturas. A vida de Mário Saa dividiu-se entre a administração agrícola das suas propriedades e a investigação e produção literária. De acordo com o perfil dos intelectuais do seu tempo dedicou-se e interessou-se por temáticas distintas publicando várias obras e numerosos artigos em periódicos. Dedicou-se à filosofia, à genealogia, à geografia antiga, à poesia, à problemática camoniana, às investigações arqueológicas, e mesmo à astrologia e à grafologia. O seu interesse pela arqueologia e a investigação que realizou sobre vias romanas resulta na obra de maior vulto e importância de Mário Saa. Os seis volumes de «As Grandes Vias da Lusitânia» são produto de mais de 20 anos de investigações e prospecções arqueológicas e constituem, ainda hoje, uma obra de referência para os investigadores. A par com a arqueologia, Mário Saa destacou-se, também, no panorama da poesia portuguesa das década de 20 e 30. Publicou com assiduidade na revista Presença e privou com os grandes poetas e intelectuais da época no âmbito da boémia literária da Brasileira do Chiado.
 
Obras de Mário Saa
AS GRANDES VIAS DA LUSITÂNIA: O ITINERÁRIO DE ANTONINO PIO (6 T.; 1957-1967)
 
[[categoria:Escritores Brasileiros]]
Fundação Arquivo Paes Teles Site
 
Alberto Dugos
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