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Alterações

5 036 bytes adicionados ,  19h31min de 26 de agosto de 2005
sem resumo de edição
 
Ainda bem que editaste os artigos das resoluções! Eu estava para escrever que as resoluções tinham sido resultado de "motivos políticos", mas... não são todas? Agora, penso que no artigo do racismo não cabe toda a história do "anti-israelismo", mas acho que podes editar o artigo de maneira a dar-lhe mais conteúdo. Sabes que eu (que fui educado dentro do Marxismo...) nem conhecia a tal sionologia! Mas continuo a pensar que o artigo sobre o sionismo precisa de ser arranjado - sem emoção... Bom trabalho.--[[Usuário:Rui Silva|Rui Silva]] 12:14, 25 Agosto 2005 (UTC)
 
== AJP Taylor ==
Esse artigo na en.wiki não é imparcial nem correcto. Foi escrito claramente por um inimigo ideológico (parece-me uma imitação barata desses neo-cons). Não formes a tua opinião do homem e obra a partir desse artigo vergonhosamente insultuoso.
 
O Taylor na sua vida "madura" sempre foi anti-comunista. Se quando era jovem nos tempos do ódio do fascismo, se deixou seduzir pelas promessas de igualdade e ciência do comunismo, fez como muitas outras boas pessoas. Não foi Churchill que disse que quem não é comunista aos 20 não tem coração mas que não deixou de ser aos 30 não é inteligente? (ou qq coisa semelhante). O seu apoio ao Labour é um apoio que eu subscrevo. Num tempo em que os Liberais infelizmente tinham perdido a possibilidade de chegar a governo, é melhor os Labs que os Tories. Nenhum liberal genuíno veria os tories a tomar o governo de consciência tranquila. Os seus exageros são os de um homem brilhante que não conseguindo mudar a opinião mainstream para os seus pontos de vista moderados, radicaliza a linguagem de modo a marcar a sua posição. Todos padecemos dessa tendência a extremizar as posições no calor das discussões. A verdade é que ele sempre foi um Social-Liberal com tendências Keynesistas (que não são exactamente as minhas)- e eu não concordo com muitas coisas que ele diz. O Niezsche também diz muitas coisas da mesma forma extremista porque queria marcar posições contra o mainstream: mas isso não implica que não seja uma homem brilhante: algo que reconheço mesmo estando fora do seu campo político (ou será que ele é que não estava onde o mainstream pensa que estava?). Eu pessoalmente não acredito que o Niezsche apoiasse o NSDAP. Escumalha como os líderes desse partido não era o que ele queria dizer com "ubermann".
 
Não acho que os ingleses sejam assim tão diferentes dos "continentais" (não sei que se quer dizer com isso mas acho que é 12 vezes certo à mesma). Eu tenho muitas ligações à inglaterra e conheço muitos ingleses e pelo contrário acho que eles são muito mais europeus que os americanos e franceses pensam. O que há é uma elite Tory que hoje dirige muitos dos mais influêntes jornais (do "The Times" ao "The Sun" das mamas- uma boa alternativa ao papel higiénico; mas não o The Independent o meu preferido) e que mantém os ignorantes com determinadas ideias discriminativas e falsas na cabeça. Os ingleses são um povo fundamentalmente europeu: diz a sua história, as suas cidades e o mais importante da sua cultura. Eles tiveram foi a bruxa da Thatcher que fez muitas coisas necessárias antes do tempo, agora a serem copiadas no "continente", e outras desnecessárias que estão a ser gradualmente desfeitas pelo Tony Blair. A convergência é nítida.
 
Quanto ao Bismark ele foi como a Rainha Victória: pouco fez de política economica mas teve a sorte da Alemanha se industrializar no seu tempo. Mesmo o Bismark percebeu as ideias agressivas e brutais dos seus amigos Junkers: a sua santa aliança com a Rússia é a tentantiva de travar as aspirações territoriais e racistas dos Junkers contra a Polónia e Ucrânia Russas. O seu génio está aí: soube calar os Junkers e ao mesmo tempo os burgueses da Alemanha Ocidental (que dominavam todo o país excepto o corpo oficial do exército, prusso e junker).
 
Repara que a Alemanha de Weimar foi sempre minada pelos conservadores prussos (tal como a I República em pt). Sem um governo democrático forte e sob coerção das elites conservadoras, não foi possivel aplicar medidas liberais. Todo o exército estava nas mãos dos oficiais prussos das famílias junkers. É como pedires agora ao Erbakan da Turquia que criasse uma região autónoma curda: de certa medida seria impensavel novo golpe contra os desejos dos EUA e UE, mas é politicamente impossivel faze-lo. Só havia uma solução para a Alemanha e era a mesma que os franceses fizeram em 1789-1815: destruir a elite fundamentalmente culpada que não abria mão dos poderes. Daí ter havido um golpe contra o Hitler pelos aristocratas prussos quando tudo estava perdido. Era essa elite a querer fazer a paz em nome da "luta contra o comunismo" para depois criar Weimar II e voltar à carga quando a economia recuperasse e os americanos tivessem voltado a meter a cabeça dentro da areia.
 
A nova Alemanha democrática só foi possivel em 1945 graças a acordos táticos em Teerão e Ialta entre Churchill, Roosevelt e Estaline: entregar os aristocratas prussos a quem sabia lidar com eles. A RFA foi um sucesso porque essas familias desapareceram, uma vez que mesmo que tenham escapado ao Gulag, perderam as terras e com elas o mais importante das posições.
 
Já agora têm saido artigos, principalmente um na The Economist, que afirmam que a economia da Alemanha está numa posição muito melhor que se julga, e deve crescer mais que a do RU nos próximos anos. O Schroeder não merece perder as eleições... [[Usuário:Salvadorjo|Salvadorjo]] 19:31, 26 Agosto 2005 (UTC)
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