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CASTIDADE, POBREZA E OBEDIÊNCIA.
 
A teologia dos Conselhos Evangelicos (votos religiosos) nos apresenta como fundamento a teologia do coração indiviso ([[Lumen Gentium|LG]] 42), pois para a vivência destos é necessário a entrega total do ser nas mãos de Deus, uma vez que a pessoa de Cristo se doa na sua totalidade. Antes do [[Concílio Vaticano II]] os votos eram distribuídos na seguinte ordem: obediência, castidade e pobreza, devido que a concepção destos era vista de uma perspectiva muito diferente da atual. A Obediência era a mais exigente porque era a renuncia da própria liberdade e a capacidade de dominar a vontade humana; a Castidade era a renuncia as paixões e a capacidade de dominar os sentimentos e os afetos do coração; a Pobreza era considerada a menos exigente dos tres, pois era vista somente em sua realidade externa, renuncia aos bens externos e a capacidade de viver na simplicidade e com poucas coisas. Com o [[Concílio Vaticano II]] modificou-se a visão escolástica que se tinha na idade media dos votos. A nova ordem é Castidade, Pobreza e Obediência, ([[Perfectae Caritatis|PC]] 12, [[Lumen Gentium|LG]] 43) por sua vez estes votos foram vistos sob seu aspecto positivo enfatizando o primado da castidade, em relação a Deus, as pessoas e as coisas. Quanto ao voto de pobreza é verdade que os bens materiais são externos à pessoa humana, porém, o apego a eles toca profundamente o intimo do coração, em todas as suas faculdades e potencialidades. A obediência não deixa der ser a renúncia da própria liberdade, porém não tem valor em si, mas visa o bem maior numa perspectiva profunda de fé que provoca um ouvir com o coração.
 
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