Diferenças entre edições de "Borjalo"

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'''Borjalo''' oupseudônimo de '''Mauro Borja Lopes''' ([[15 de novembro]] de [[1925]], [[Pitangui]], [[Minas Gerais]] - [[18 de novembro]] de [[2004]], [[Rio de Janeiro]]) foi um [[desenho|desenhista]] e [[cartum|cartunista]] [[Brasil|brasileiro]], conhecido por seus personagens de traços simples (desenhados sem boca e, na maior parte das vezes, sem diálogo).
 
A carreira de Borjalo começou em Belo Horizonte, no jornal [[Folha de Minas (jornal)|Folha de Minas]]. Logo ele passaria para o [[Diário de Minas (jornal)|Diário de Minas]] e de lá para o Rio de Janeiro, onde foi colaborador das revistas [[A Cigarra (revista)|A Cigarra]], [[Manchete (revista)|Manchete]], [[Revista O Cruzeiro|O Cruzeiro]] e [[O Cruzeiro Internacional (revista)|O Cruzeiro Internacional]]. Seus cartuns mais marcantes foram os que traziam mensagens ecológicas, assunto pouco abordado naqueles [[anos 50]].
 
Ficou conhecido fora do Brasil ao ser incluído entre os 07 maiores caricaturistas do mundo no [["Congresso Internacional de Humorismo"]] em [[1955]] na [[Itália]], e passou a ter trabalhos publicados no exterior, em veículos como [[The New York Times (jornal)|The New York Times]] e [[Paris Match (revista)|Paris Match]]. Pouco depois, foi apontado como um dos 05 maiores do mundo por outro mestre do desenho, o norte-americano [[Saul Steimberg]].
 
TambémAinda nos [[anos 60]], passou a trabalhar em [[televisão]], integrando-se à equipe de [[Fernando Barbosa Lima]] na [[Esquire]], agência de comunicação que realizava programas para as principais emissoras do país, como as [[TV Rio]], [[TV Excelsior]], [[TV Tupi]], [[TV Itacolomi]], entre outras. Em [[1966]], deixou a [[Esquire]] e foi para a [[TV Globo]], convidado pelo então diretor-geral da emissora, [[Walter Clark]]. Na [[Rede Globo]], Borjalo trabalhou 36 anos, primeiro como diretor de programas, depois diretor de criação, diretor-geral da Central Globo de Produção, e finalmente, diretor de controle de qualidade. Foi um dos principais parceiros do executivo de produção e programação [[José Bonifácio de Oliveira Sobrinho]], o [[Boni]], na implantação do chamado "[[padrão Globo de qualidade]]".
Nos [[anos 60]] ele, [[Ziraldo (cartunista)|Ziraldo]], [[Jaguar (cartunista)|Jaguar]] e [[José Geraldo Barreto]] formaram a primeira cooperativa de artistas nacionais para criar [[história em quadrinhos|quadrinhos]] infantis baseados em personagens do folclore brasileiro.
 
Além de atuar na direção de televisão, Borjalo nunca deixou de desenhar. Mas adaptou seus desenhos à linguagem da [[televisão]]TV. Nos [[anos 60]], ilustravaIlustrava os programas que dirigia com [["cartões-truca"]] (caricaturas em papel-cartão comde olhos e boca móveis, para dar a impressão de que "falavam". Atores e/ou locutores dublavam os bonecos). Os primeiros [[Bonecos Falantes]] (como o próprio Borjalo apelidou essas caricaturas em papel-cartão) apareceram no [[Jornal de Vanguarda]] da [[TV Excelsior]], mas o mais famoso deles foi a [[Zebrinha]] da [[Rede Globo]], criada em [[1973]] para divulgar os resultados da [[loteria esportiva]]. Nos anos 90, já usando os recursos da [[computação gráfica]], criou alguns ''[[cartuns-eletrônicos]]'' para as vinhetas de intervalo da Globo, os famosos "plim-plins".
Também nos [[anos 60]], passou a trabalhar em [[televisão]], integrando-se à equipe de [[Fernando Barbosa Lima]] na [[Esquire]], agência de comunicação que realizava programas para as principais emissoras do país, como as [[TV Rio]], [[TV Excelsior]], [[TV Tupi]], [[TV Itacolomi]], entre outras. Em [[1966]], deixou a [[Esquire]] e foi para a [[TV Globo]], convidado pelo então diretor-geral da emissora, [[Walter Clark]]. Na [[Rede Globo]], Borjalo trabalhou 36 anos, primeiro como diretor de programas, depois diretor de criação, diretor-geral da Central Globo de Produção, e finalmente, diretor de controle de qualidade. Foi um dos principais parceiros do executivo de produção e programação [[José Bonifácio de Oliveira Sobrinho]], o [[Boni]], na implantação do chamado "[[padrão Globo de qualidade]]".
 
Além de atuar na direção, Borjalo adaptou seus desenhos à linguagem da [[televisão]]. Nos [[anos 60]], ilustrava os programas que dirigia com [["cartões-truca"]] (caricaturas em papel-cartão com olhos e boca móveis, para dar a impressão de que "falavam". Atores e/ou locutores dublavam os bonecos). Os primeiros [[Bonecos Falantes]] (como o próprio Borjalo apelidou essas caricaturas) apareceram no [[Jornal de Vanguarda]] da [[TV Excelsior]], mas o mais famoso deles foi a [[Zebrinha]] da [[Rede Globo]], criada em [[1973]] para divulgar os resultados da [[loteria esportiva]]. Nos anos 90, já usando os recursos da [[computação gráfica]], criou alguns ''[[cartuns-eletrônicos]]'' para as vinhetas de intervalo da Globo, os famosos "plim-plins".
 
Borjalo morreu por causa de um [[câncer]] na boca, aos 79 anos de idade. Deixou viúva (Marilu), filhos (Helena e Gustavo) e netos (Bernardo e Bruno).
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