Diferenças entre edições de "Política do Bahrein"

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Este estado tem órgãos bicamerais compostos por um ''concelho consultivo'' (quarenta membros apontados pelo Monarca) e um ''concelho dos representantes'' (quarenta deputados eleitos que têm uma legislatura de quatro anos), na teoria estes dois ''concelhos'' dever-se-iam equilibrar um ao outro, mas na pratica o primeiro tem completa ascedência sobre o segundo e o ''concelho dos representantes'' tem apenas poderes limitados de propor legislação sendo que esta na sua grande maioria é chumbada pelo ''concelho consultivo'', gerando algumas tensões entre a maioria da população que se opõe á monarquia governante e a minoria que a apoia.<br>
 
A religião majoritária muçulmana é professada nas variantes ''xiita'' e ''sunita'', estes, são árabes e constituem a classe dominante, ligada à dinastia que governa o país enquanto que os ''xiitas'' em geral descendem da população persa que ocupou a ilha no passado.<br>
Essas tensões levaram a algumas revoltas, violentamente reprimidas pelos monarcas, por parte dos ''Sunnis'' que são a maioria da população deste pequeno sultanato, que é governado por uma dinastia ''Shia'', este facto demonstra-se na actual representação parlamentar do ''concelho dos representantes'' que se realizou em [[fevereiro de 2007]], mesmo com todas as restrições democraticas que os partidos da oposição detêm num país governado por uma monarquia absolutista, a oposição (composta pelos partidos ''al Asala'', que são ''sunnis'' salafistas, com oito representantes eleitos, a ''al Minbar'' que é o ramo no Bahrein da [[Irmandade Muçulmana]] com sete e mais três ''sunnis'') tem dezoito representantes e não fosse haver um deputado ''sunni'' independente (que saiu do ''al Asala'') bem como mais quatro ''sunnis'' do partido ''al Mustaqbal'' (criado pela monarquia para contrariar a sua oposição nesta área social) os sunnis teriam a maioria dos quarenta lugares, contra os dezasete que compõem a bancada ''shia'' (representadas pelo partido ''al Wifaq'' e apoiante tradicional da casa reinante).
 
Num estado cujas principais necessidades humanas estão satisfeitas, as fontes de instabilidade social são sobretudo a presença cada vez maior de trabalhadores imigrantes e a pressão do setor ''xiita'', que se considera politicamente submetido ao ''sunita''.<br>
 
Essas tensões levaram a algumas revoltas, violentamente reprimidas pelos monarcas, por parte dos ''Xiias'' que são quase metade da população deste pequeno sultanato, que é governado por uma dinastia ''Sunni''.<br>
 
Este facto demonstra-se na actual representação parlamentar do ''concelho dos representantes'' que se realizou em [[Fevereiro]] de [[2007]], mesmo com todas as restrições democraticas que os partidos da oposição detêm num país governado por uma monarquia absolutista, a oposição (composta pelos dezasete que compõem a bancada ''Xiia'' representadas pelo partido ''al Wifaq'' oposicionista tradicional e mais um aliado independente ''sunni'') têm dezoito representantes e a casa governante só pode contar com apenas sete representantes (os quatro ''sunnis'' do partido ''al Mustaqbal'' que é moderado e pró monarquia e os três independentes ''sunnis'').<br>
 
Os restantes divididos entre oito representantes do partido ''al Asala'' (''sunnis'' salafistas ou seja tradicionalistas) e os sete do partido ''al Minbar'' (que é o ramo no Bahrein da [[Irmandade Islâmica| Irmandade Muçulmana]]) embora não demonstrando oposição à casa reinante também não demonstram apoio, prosseguindo agendas próprias, os primeiros são criticos da abertura ao ocidente e das corrupções sociais promovidas pelos ocidentais bem como se opõem a quaisquer negócios e alianças comerciais com estes e os segundos promovem a sua agenda muito própria que não podemos considerar próxima das politicas pro-ocidentais dos governates do [[Bahrein]].
 
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