Diferenças entre edições de "Política do Bahrein"

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A religião da maioria é muçulmana, professada nas variantes ''[[xiita]]'' e ''[[sunita]]''. A maior parte da população é composta por árabes sunitas, que constituem a classe dominante ligada à dinastia que governa o país, enquanto que os ''xiitas'' em geral descendem da população persa que ocupou a ilha no passado.
 
Num estado cujas principais necessidades humanas estão satisfeitas, as fontes de instabilidade social são sobretudo a presença cada vez maior de trabalhadores imigrantes e a pressão do setor ''[[xiita| xiita]]'', que se considera politicamente submetido ao ''[[sunita]]''.
 
Em Dezembro de [[1981]], um mês após a segunda reunião do [[Conselho de Cooperação do Golfo]] em [[Riade]], ''[[xiita| xiitas]]'' treinados no [[Irão]] tentaram um [[golpe de estado]], os revoltosos muitos dos quais foram capturados, incluíam ''[[xiita| xiitas]]'' do [[Kuwait]] e da [[Arábia Saudita]], devido a estes acontecimentos, tratou-se de criar uma ponte que ligasse o [[Bahrein]] ao território saudita, inaugurada em [[1986]] e financiada pelos sauditas que acreditavam que no caso de uma emergência militar semelhante que o [[Bahrein]] não pudesse conter, a guarda nacional saudita, poderia usar esta via para os apoiar.
 
Essas tensões levaram a algumas revoltas, violentamente reprimidas pelos monarcas, por parte dos ''[[xiita| xiitas]]'' que são quase metade da população deste pequeno [[sultanato]], que é governado por uma dinastia ''[[sunita]]''.
 
Este facto demonstra-se na actual representação parlamentar do ''concelho dos representantes'' que se realizou em Fevereiro de [[2007]], mesmo com todas as restrições democráticas que os partidos da oposição detêm num país governado por uma [[monarquia absolutista]], a oposição (composta pelos dezassete que compõem a bancada ''[[xiita]]'' representadas pelo partido ''al Wifaq'' oposicionista tradicional e mais um aliado independente ''[[sunita]]'') têm dezoito representantes e a casa governante só pode contar com apenas sete representantes (os quatro ''[[sunita| sunitas]]'' do partido ''al Mustaqbal'' que é moderado e pró monarquia e os três independentes ''[[sunita| sunitas]]'').
 
Os restantes divididos entre oito representantes do partido ''al Asala'' (''[[sunita| sunitas]]'' [[salafismo| salafitas]] ou seja tradicionalistas) e os sete do partido ''al Minbar'' (que é o ramo no Bahrein da [[Irmandade Islâmica| Irmandade Muçulmana]]) embora não demonstrando oposição à casa reinante também não demonstram apoio, prosseguindo agendas próprias, os primeiros são críticos da abertura ao ocidente e das corrupções sociais promovidas pelos ocidentais bem como se opõem a quaisquer negócios e alianças comerciais com estes e os segundos promovem a sua agenda muito própria que não podemos considerar próxima das politicas pró-ocidentais dos governantes do [[Bahrein]].
 
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