Abrir menu principal

Estádio Armando de Salles Oliveira

estádio de futebol no Brasil
Estádio Armando de Salles Oliveira
Estádio Olímpico da USP
Nome Estádio da USP
Características
Local USP-SP, São Paulo (SP),  Brasil
Gramado Grama natural
Capacidade 35 mil pessoas
Construção
Data 1961
Inauguração
Data Nihil
Partida inaugural Nihil
Primeiro gol Nihil
Competições Copa São Paulo de Futebol Júnior
Proprietário Universidade de São Paulo
Administrador Universidade de São Paulo
Arquiteto Ícaro de Castro Mello

O Estádio Armando de Salles Oliveira ou Estádio Olímpico da USP ou ainda Estádio da USP[1] (da Universidade de São Paulo), é um estádio desportivo localizado no CEPEUSP, dentro da Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira, na Zona Oeste da cidade de São Paulo, bairro do Butantã.

O estádio foi usado na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 1988, sendo que o jogo da final foi disputado no dia 24 de janeiro de 1988, entre Nacional-SP 3 x 0 América-SP, sendo assim o Nacional campeão.[2]

Conceito arquitetônicoEditar

O projeto para o Estádio Olímpico da USP, construído em 1961, estava inserido em um plano maior para a construção de um centro esportivo dentro da Cidade Universitária Armando Salles de Oliveira. Assim sua implantação, além de considerar fatores importantes para a construção de um campo, como a direção das traves do gol em relação à insolação, considerava também sua inserção dentro de um programa que abrangia: quadras de tênis (incluindo uma com arquibancadas), mais dois campos de futebol, quadras poliesportivas, uma piscina coberta, um ginásio coberto, além de alojamentos, que atualmente funcionam como moradia estudantil - CRUSP. É possível perceber, na implantação, a escolha de um grande corredor de circulação que ligaria o estádio olímpico, a quadra de tênis e ainda a piscina, com ligação para os alojamentos. Ainda foi prevista uma grande esplanada de acesso ao estádio.[3]

Quanto à solução arquitetônica do estádio em si, o arquiteto Ícaro de Castro Mello em colaboração com Alfredo Paesani, buscou utilizar o formato de um anfiteatro para as arquibancadas, devido a sua eficiência do ponto de vista da insolação e visibilidade. Além disso, devemos considerar o contexto histórico no qual o projeto foi concebido; em meados dos anos 60, a arquitetura paulista passava por um período conhecido como brutalismo, e isso explicaria a escolha do concreto aparente usado em todo o conjunto de arquibancadas, além da clara preocupação com a forma diferenciada dos pilares. Para a prática de esportes o projeto contava com uma arquibancada para 30.000 pessoas, dividida em dois níveis, um campo de futebol e uma pista de atletismo com 400 m de extensão (projetada com três raios de curvatura), que exigia um afastamento maior das arquibancadas em relação ao campo. Ainda estavam previstos, sob as arquibancadas, vestiários e salas de apoio e, no nível mais alto do conjunto, visualizando todo o campo, locais de imprensa e tribuna de honra.

As arquibancadas são projetadas para garantir a melhor visibilidade possível para um grupo de pessoas durante um evento, e a necessidade de aumentar a capacidade do estádio e de seguir a curva de visibilidade levou à adoção de uma estrutura com dois andares. As normas seguidas para atender às necessidades de visibilidade e segurança, na época, eram internacionais. [4]

Situação atual da obra quanto a sua integridade arquitetônicaEditar

É importante ressaltar que o projeto do complexo esportivo, no qual o estádio se insere, recebeu diversas alterações durante seu processo de execução, e o que se vê hoje, são apenas fragmentos do plano original, uma vez que muitos dos elementos previstos não foram construídos. Isso pode ser notado ao compararmos a implantação atual do estádio no CEPEUSP com o projeto original. As mudanças de gestão dos reitores da universidade causaram tal descontinuidade e, até hoje, o estádio está incompleto, com obras de terraplanagem, acessibilidade, apoio e iluminação por serem executadas. A divisão do campo original em dois prejudicou seu uso, devido a problemas de insolação nas traves, além de inviabilizar o uso da pista de atletismo. Ainda foi colocada uma grade cercando os dois campos, acentuando o descaso com as arquibancadas e destruindo qualquer relação dela com eventos esportivos; além disso, os acessos diretos existentes entre a arquibancada inferior e o pavimento dos vestiários foram fechados, acentuando ainda mais esse distanciamento. Até mesmo as salas de apoio sob as arquibancadas foram destinadas a outros usos, não previstos no projeto original, como aulas de dança e outras atividades recreativas. Além disso, os espaços previstos no alto da arquibancada para a imprensa e camarotes não foram construídos.

Ver tambémEditar

Referências

Ligações externasEditar