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Estádio Edson Arantes do Nascimento (Distrito Federal)

Estádio Edson Arantes do Nascimento
Estadio Pelezao.jpg
Vista aérea do Estádio Edson Arantes do Nascimento (Pelezão), já abandonado e ocupado por desabrigados, antes de sua demolição.
Nomes
Nome Estádio Edson Arantes do Nascimento
Apelido Pelezão
Antigos nomes Estádio Nacional de Brasília
Características
Local Guará, DF, Brasil
Capacidade 20 000 pessoas (original)
30 000 pessoas (reformado)
Construção
Data 1964
Inauguração
Data 21 de abril de 1965 (parcial)
31 de março de 1966 (completa)
Partida inaugural Seleção do Distrito Federal 1 x 3 Siderúrgica (parcial)
Vasco da Gama 2 x 1 Flamengo (completa)
Primeiro gol Zé Emílio (Siderúrgica) (parcial) [1]

Célio (Vasco da Gama) (completa)

Recordes
Público recorde Brasília 0 x 2 Flamengo (47.531 pessoas)
Data recorde 2 de fevereiro de 1984
Outras informações
Remodelado 1973
Demolido 2009
Proprietário Paulo Octávio Investimentos Imobiliários e Via Engenharia
Arquiteto Milton Ramos
Mandante CEUB

O Estádio Edson Arantes do Nascimento, também conhecido popularmente como Estádio Pelezão, foi um estádio de futebol brasileiro, situado em Guará, no Distrito Federal.[2] Seu nome é uma homenagem ao jogador brasileiro Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, muitas vezes mencionado como um dos maiores jogadores de futebol da história.

HistóriaEditar

Como parte das comemorações dos 5 anos de existência de Brasília, em 21 de abril de 1965, o então informalmente chamado Estádio Nacional de Brasília foi parcialmente inaugurado. Em um evento com entrada franca, também ocorreu a partida inaugural entre os times Seleção do Distrito Federal e Siderúrgica, resultando na vitória do segundo por 3 a 1. O primeiro gol do estádio foi marcado pelo jogador Zé Emílio, do Siderúrgica.[1] As obras, executadas pela contutora Rabello S.A., só foram finalizadas totalmente no ano seguinte, seguidas pela inauguração oficial do estádio em 31 de março de 1966. Nessa data, houve uma segunda partida inaugural entre Vasco da Gama e Flamengo, que resultou na vitória do primeiro por 2 a 1. O primeiro gol foi de autoria do jogador Célio, do Vasco.

Local onde o CEUB atuava como mandante de seus jogos, foi completamente reformado em 1973 após a Confederação Brasileira de Desportos (CBD) informar que o clube havia sido incluído no Campeonato Brasileiro da Divisão Extra de 1973. Sua reinauguração ocorreu no dia 8 de agosto de 1973, com derrota do CEUB por 1 a 0 contra o Atlético Mineiro, com gol do jogador Campos, aos 27 minutos do segundo tempo.

Desativado na década de 80 pela Federação Metropolitana de Futebol, que até então era dona do estádio, ele é vendido para um grupo de empresas imobiliárias formado pela Paulo Octávio Investimentos Imobiliários e a Via Engenharia em 1996, aparentemente devido ao fato do estádio já acumular mais de R$ 1 milhão em dívidas à época. Praticamente abandonado desde o licenciamento do CEUB em 1976 e da construção do Estádio Mané Garrincha, foi ocupado por dezenas de famílias, retiradas para Ceilândia em 2004 por empenho pessoal do então governador do Distrito Federal Joaquim Roriz e sua vice, Maria de Lourdes Abadia, para que pudesse finalmente ser demolido pelo grupo de empresas dono do terreno para sua utilização em outros empreendimentos, ainda indefinidos na época.[2]

Em 2006, toda a região do SCEES, SGRV e SOF Sul teve sua destinação alterada de apenas industrial e comercial para industrial, comercial e residencial pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), apesar da tentativa do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT), que arguiu a inconstitucionalidade da mudança. Durante o governo de José Roberto Arruda e seu vice, Paulo Octavio, tornou-se parte do corredor de adensamento urbano da futura via Interbairros, que seria construída através de uma parceria público-privada (PPV), em troca da permissão para construção de prédios de gabarito elevado nas duas margens.[2]

Em 2009, após a demolição do estádio, no local passaram a existir diversos condomínios de luxo, entre eles o Living Park e o Park Sul, que alteraram a sigla do local para Super-Quadra Park Sul (SQPS).[3]

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b Marcelo Rozenberg. «Que Fim Levou? Zé Emílio». BOL. Consultado em 30 de maio de 2013 
  2. a b c Flavio R. Cavalcanti (2 de setembro de 2012). «Memória candanga - Estádio Pelezão». Brazilia.jor.br. Consultado em 30 de maio de 2013 
  3. Helena Mader (13 de setembro de 2009). «Superquadras, do espaço democrático para o exclusivo». Correio Braziliense. Consultado em 30 de maio de 2013 
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