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Estádio Leônidas Sodré de Castro

(Redirecionado de Estádio Leônidas Castro)
Curuzu
Estádio Leônidas Sodré de Castro
Estádio da curuzu cheio.jpg
Sisbrace: Star full.svg Star full.svg Star full.svg Star empty.svg Star empty.svg[1]
Curuzu
Nomes
Nome Estádio Leônidas Sodré de Castro
Apelido Curuzu, Curuzú, Vovô da Cidade
Antigos nomes Campo da firma Ferreira & Comandita, Tito Franco e estádio da Tv. Curuzu
Características
Local Belém, PA, Brasil
Gramado Grama natural (105 x 68 m)
Capacidade 17.700 espectadores[2][3]
Construção
Data 1914[4]
Custo 12 contos de réis
Inauguração
Data 14 de junho de 1914
Partida inaugural Paysandu 1 x 2 Remo
Recordes
Público recorde 18.024 pessoas
Data recorde Campeonato Brasileiro de Futebol de 2001 - Série B
Partida com mais público Paysandu 4 x 0 Avaí
Outras informações
Remodelado 2014
Expandido 2010
Competições Campeonato Brasileiro
Brasil Copa do Brasil
Campeonato Paraense
Proprietário Paysandu Sport Club
Administrador Paysandu Sport Club
Mandante Paysandu Sport Club

O Estádio Leônidas Sodré de Castro (popularmente conhecido por Curuzu) é um estádio de futebol brasileiro de propriedade do Paysandu Sport Club, localizado na cidade de Belém, no Estado do Pará.

Neste estádio o clube foi campeão duas vezes do Campeonato Brasileiro de Futebol - Série B, em 1991 e 2001. Sempre que possível, a diretoria do clube opta por mandar jogos em sua praça esportiva.

Índice

HistóriaEditar

 
Primeira arquibancada do Estádio Leônidas Castro, a Curuzu.

Apesar do estádio ser de 1914, foi no término do mês de julho de 1918, que o Paysandu adquiriu a Curuzú , sendo que a inauguração oficial aconteceu no dia 27 deste mês.[5] A compra foi anunciada em forma de notícia pelo jornal Folha do Norte em 1º de agosto de 1918.[6] Pela sua longevidade, o estádio também é conhecido pela alcunha “Vovô da Cidade”, consistindo em um dos estádio mais antigos do Brasil que ainda recebem jogos oficiais de times profissionais de competições organizadas pela CBF.

Em 1º de novembro de 1950, o Paysandu inaugurou o sistema de iluminação da Curuzu, na administração de Jorge Faciola de Souza. Na ocasião foi disputada uma partida contra o Clube do Remo, que acabou com vitória bicolor por 3 a 1, gols de Teixeirinha, Hélio e Pau Preto.[7]

Após uma ampla reforma, a Curuzu foi reinaugurada no dia 2 de fevereiro de 1974 com a derrota para o Remo por 2 a 1. A partir dessa data, o estádio recebeu seu nome oficial: Leônidas Sodré de Castro, o grande responsável pela aquisição do campo em 1918 e pela compra da atual sede social em 1927. Leônidas foi o presidente bicolor de 2 de fevereiro de 1930 até 2 de fevereiro de 1931, além de participar de outras diretorias.[8]

Em 2009, o atacante e ídolo do Paysandu, Robgol, doou um placar eletrônico ao clube, medindo 15 metros de largura por 2,5 de altura, para ser instalado na Curuzu. No ano seguinte, após um período de reformas para a ampliação da sua maior arquibancada, o estádio passou a comportar 14 000 torcedores. Conta com 40 camarotes refrigerados, 1.800 cadeiras cativas, tribunas de honra e arquibancadas numeradas conforme preceitua o Estatuto do Torcedor.[9]

Alcunha "Curuzu"Editar

O estádio apelidado de "Curuzu" em Belém do Pará fica localizado em um Bairro de classe média da cidade denominado de Marco. O bairro é chamado por esse nome pelo fato de ter sido erguido em seu território o monumento alusivo à primeira légua patrimonial, doada por ordem real, ao que viria ser a prefeitura de Belém. Tal bairro foi planejado pelo então prefeito da cidade Antônio Lemos na virada do século XIX para o XX com os recursos propiciados pelas exportações. As avenidas e demais travessas do bairro homenagearam símbolos e personalidades ligados a Guerra do Paraguai, como por exemplo: a travessa do Humaitá, fortaleza derrubada a custo de milhares de mortos aliados e paraguaios, bem como aos heróis de guerra Almirante Barroso e Duque de Caxias.

Uma das travessas do Bairro, onde fica localizado o Estádio Leônidas de Castro Sodré recebeu o nome de Curuzu em alusão a Batalha de Curuzu que aconteceu entre  e 3 de setembro de 1866, no contexto da Guerra do Paraguai. A palavra Curuzu, que nomeava o forte paraguaio da batalha teria surgido no contexto da colonização jesuíta entre os Guarani no que é hoje sul do Paraguai e nordeste Argentino e teria como origem a palavra Cruz. As sibalas na língua Guarani sempre é composta por uma consoante seguida por uma vogal. Assim, a palavra "cruz" tem tudo o que é proibido para os Guarani. A vogal "u" foi imposta as consoantes "C" e "Z", gerando outras duas outras sílabas e de forma limpa a palavra "Curuzu". Este não é mais do que cruz (símbolo cristão).

Como um dos lados do estádio fica na travessa Curuzu ficou popularmente chamado de "Estádio da Curuzu" e depois apenas suprimido para "Curuzu", estendendo a alcunha ao proprietário do estádio o Paysandu (nome de uma cidade uruguaia palco de um dos conflitos da Guerra do Paraguai) que é conhecido como Papão. Assim o Paysandu é conhecido também como Papão da Curuzu. Uma espécie de tradução do apelido "Papão da Curuzu" seria: O vitorioso (Papão) da travessa Cruz (Curuzu).

Penãrol padece na CuruzuEditar

  • Em 18 de julho de 1965, o Peñarol, considerado a seleção uruguaia da época, desembarcou invicto em Belém, capital do Pará, para enfrentar o Paysandu, durante uma excursão pelo Brasil. Os Carboneros, em alta, possuiam no currículo duas Libertadores e um Mundial de Clubes.

Os jogadores do Paysandu, na época do confronto contra o poderoso Penãrol, não viviam somente de futebol, a maioria era estudante ou trabalhava em repartições públicas, enquanto os jogadores uruguaios do Penãrol, eram a base da da Seleção Uruguaia, e vinham invictos de uma série de amistosos realizados no Brasil.

Mas, em campo, quem prevaleceu foi o time da casa. Com gols de Ércio, Milton Dias e Pau Preto, o Paysandu venceu o Peñarol por 3 a 0 – uma vitória que, para muitos, vingava a derrota do Brasil para os uruguaios na final da Copa de 1950.[10]

     
 
 
Paysandu

Paysandu   3 x 0   Penãrol

     
 
 
Peñarol

A notícia foi destaque nos principais jornais. O ex-jornalista Nelson Rodrigues escreveu, na época, que o “Penãrol entrou por um deslumbrante cano paraense”. Assim marcava-se aquele dia, que entrou para a história do Paysandu e acabou se transformando em marchinha, confira na integra a crônica de Nelson Rodrigues:

Primeiro grande show de Heavy Metal do BrasilEditar

A Curuzu é palco das maiores conquistas do Paysandu mas não foi somente palco de atrações esportivas, lá fora realizado o show de uma das primeiras Bandas de Heavy Metal do Brasil a Banda Stress, que realizou seu primeiro grande show, no Estadio da Curuzu.

Na noite de 14 de novembro de 1982, cerca de 20 mil pessoas prestigiaram o quarteto formado por Roosevelt Cavalcante, ou Bala, nos vocais e baixo; Leonardo Renda nos teclados; André Chamon na bateria e Pedro Valente na guitarra.

A produção do evento foi toda feita pelos próprios integrantes da banda e por amigos, desde a montagem do palco até a iluminação e som. Porém mesmo com um palco improvisado de madeira e os equipamentos eletronicos emprestados, a intenção desta banda não era modesta: eles queriam "parar a cidade".

Naquele ano já existiam algumas bandas de rock "pauleira", termo que eles mais usavam na época, como Chronos, The Podres e Apocalipse, que abriram o show. Na memória do vocalista do Stress, a cena mais inusitada da noite: o vocalista da The Podres jogando um sapo morto, putrefato, na plateia. “Eles chamavam muito palavrão e público também retribuía pra eles. Eles eram uma banda punk, mas o comportamento era tradicional na Inglaterra e não aqui. Fiquei espantado!”, descreve.

A banda que iniciou o heavy metal brasileiro, completou 30 anos de carreira, em 2012.[11][12]

O gol mais rápido do mundoEditar

Uma das maiores façanhas no mundo do futebol em todos os tempos aconteceu no Estádio Leônidas Castro, o gol mais rápido do mundo, foi realizado por um atleta do Paysandu. Após apenas 2 segundos do primeiro tempo, o atleta camisa 9 do time do Paysandu, Vital Filho, marcou um gol histórico. O jogo foi realizado no dia 04 de junho de 1997. Apesar da súmula oficial do jogo constar 2 segundos, a televisão mostrou que o gol foi realizado em 4 segundos, o que não impede de ser, de fato, o gol mais rápido do mundo. O jogo era entre Paysandu versus Santa Rosa, válido pelo campeonato paraense de 1997.

InfraestruturaEditar

 
Coletiva de Imprensa dentro do Estádio.
 
Banco de reservas do Estádio.
 
Hotel do Paysandu por trás do Estádio da Curuzu, foto tirada em 2016.

Em 2010, fora modernizado o banco de reservas do Estádio Leônidas Sodré de Castro. Foram instaladas poltronas modernas para fornecer maior conforto aos atletas e árbitros que ali estiverem atuando. O toldo superior também foi trocado, antes era de metal e foi substituído por um de acrílico.

[9]

  • Hotel Concentração;
  • Sala de Musculação;
  • Sala de Fisioterapia;
  • Departamento Médico;
  • Enfermaria;
  • Coordenação de Futebol Profissional;
  • Gerência de Futebol Profissional;
  • Vestiários com banheiras de relaxamento muscular e hidromassagem;
  • Salas para comissão técnica;
  • Sala de equipe multidisciplinar composta por médicos, fisiologistas, fisioterapeutas, preparador físico, nutricionista;
  • Sala de imprensa;
  • Área de entrevistas (com logomarcas dos patrocinadores);
  • 3 vestiários (2 para futebol profissional e um para árbitros);
  • Campo medindo 105m x 68m (padrão FIFA);
  • Cozinha;
  • Lavanderia;
  • 6 cabines de TV, 4 de rádio, 3 de jornais, 1 para clube visitante, 1 para diretoria, 6 bilheterias, 4 portões de acesso, 20.000 lugares entre arquibancadas, cadeiras cativas, camarotes e tribunas de honra;
  • Sistema de som

Rumos para 2014Editar

Em 2014, no ano do centenário bicolor, há um projeto que prevê a construção de um hotel atrás da arquibancada principal do estádio para fazer a concentração antes das partidas. O estádio ainda conta com um novo telão giratório que é utilizado para mostrar as escalações dos times e, quando não ocorre partidas, o placar vira para o lado da Av. Almirante Barroso, mostrando algumas publicidades.

2015Editar

O papão treinava na Curuzú e ele também mandava os seus jogos do Campeonato Paraense no estádio. Já na Série B ele treinava lá, mas jogava no Mangueirão. Porém, o time mandou uma partida nele contra o Santa Cruz, partida vencida pelo placar de 2 a 1, pela Série B do Campeonato Brasileiro.

2016Editar

O Paysandu manda seus jogos do Campeonato Parense de 2016 e da Série B do Campeonato Brasileiro no local. Em meados de outubro, o Paysandu reformou a fachada do estádio instalando um letreiro com as cores do clube e pintando alguns momentos marcantes da história do clube.

Referências

  1. «Classificação de estádios de futebol (Sisbrace)». Ministério dos Esportes. 25 de fevereiro de 2017 
  2. http://www.worldofstadiums.com/south-america/brazil/estadio-leonidas-sodre-de-castro/
  3. CBF. CNEF. Acesso em 04 fev 2016.
  4. [1] Acesso em 14 jun 2012.
  5. Diário do Pará. Estádio da Curuzu completa hoje 92 anos. Acesso em 24 mar 2012.
  6. COSTA, Ferreira da. A Enciclopédia do Futebol Paraense - 4ª edição, 2007. Página 191.
  7. COSTA, Ferreira da. A Enciclopédia do Futebol Paraense - 4ª edição, 2007. Página 197.
  8. «História (Nação Bicolor)». Consultado em 13 de agosto de 2012. Arquivado do original em 6 de abril de 2012 
  9. a b Paysandu Sport Club. Estádio. Arquivado em 21 de março de 2012, no Wayback Machine. Acesso em 24 mar 2012.
  10. http://sportv.globo.com/site/programas/sportv-news/noticia/2011/06/ha-46-anos-derrota-do-penarol-virava-marchinha-do-paysandu.html
  11. http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2012/11/banda-paraense-de-heavy-metal-celebra-30-anos-de-carreira-em-belem.html
  12. http://oglobo.globo.com/cultura/o-heavy-metal-brasileiro-que-comecou-no-para-faz-30-anos-5104458
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