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Estádio Nabi Abi Chedid

estádio de futebol no Brasil
(Redirecionado de Estádio Marcelo Stéfani)
Nabi Abi Chedid
Estádio Nabi Abi Chedid
Estádio Nabi Abi Chedid.jpg

Nomes
Nome Estádio Nabi Abi Chedid
Apelido Nabizão
Antigos nomes Estádio Marcelo Stéfani
Características
Local Bragança Paulista, SP, Brasil
Gramado Grama natural (105 x 68 m)
Capacidade 17.022 pessoas [1]
Construção
Data 1949
Inauguração
Data 1949
Partida inaugural Bragantino 2 x 1 Mogiana (Campinas)
Primeiro gol Sacadura (Bragantino)
Recordes
Público recorde 26 000 pessoas
Data recorde 26 de agosto de 1990
Partida com mais público Bragantino 1 x 1 Novorizontino
Proprietário CA Bragantino
Administrador CA Bragantino
Mandante CA Bragantino

O Estádio Nabi Abi Chedid, originalmente conhecido como Estádio Marcelo Stéfani e apelidado popularmente como "Nabizão", é um estádio de futebol localizado na cidade de Bragança Paulista, São Paulo, Brasil. Sua capacidade atual é de 17 128 pessoas.[1] Foi construído em 1949, mas a inauguração oficial deu-se apenas em janeiro de 1965.[2] O estádio é de propriedade do Bragantino.

Até 6 de janeiro de 2009 seu nome era Estádio Marcelo Stéfani (1914—1985), ex-jogador e ex-presidente do clube. No entanto, a direção do Bragantino decidiu mudá-lo para Estádio Nabi Abi Chedid.[3] Nabi Abi Chedid era o pai do presidente do clube, Marquinho Chedid. A área esportiva que abriga o estádio, então, passou a chamar-se Marcelo Stéfani. A troca de nome foi reprovada por boa parte da população da cidade.[4]

Jogos decisivosEditar

Em 1990 sediou a final do Campeonato Paulista, quando o time da casa se sagrou campeão. Nessa final, o estádio recebeu seu maior público: 26 mil pessoas,[2] sendo onze mil não-pagantes.[5]

No ano seguinte foi palco da final do Campeonato Brasileiro, já que o Bragantino não abriu mão do direito que detinha de mandar o jogo decisivo em casa,[6] apesar da perspectiva de arrecadar cerca de trezentos mil dólares se o segundo jogo também fosse realizado no Estádio do Morumbi.[7] A escolha não foi bem-vinda pelo São Paulo, como observou o técnico Telê Santana: "Lamento apenas que a decisão tenha ocorrido no Marcelo Stéfani. O Brasil tem, pelo menos, cinco grandes estádios onde este jogo poderia acontecer. Paciência."[8] O Jornal da Tarde, de São Paulo, definiu assim a escolha: "A final em Bragança tinha o requinte de uma quermesse, em que o padre acaba sendo o maior contemplado."[7]

O público neste jogo foi de 12 492 pagantes, parte deles abrigada em arquibancadas de madeira: foi o menor público em uma decisão de Campeonato Brasileiro em todos os tempos.[9] Apesar desse público pequeno, o aparato policial foi grande, com oitocentos soldados da Polícia Militar e mais dois carros da Tropa de Choque na cidade, o que assustou parte dos moradores, acostumados a uma rotina mais pacata.[7] O jogo foi acompanhado in loco por 114 emissoras de rádio do Brasil inteiro (de lugares distantes como Rondonópolis e Cuiabá)[10] e até pela Rádio BBC,[7] de Londres. Após uma vitória pelo placar mínimo no Morumbi, um empate sem gols em Bragança deu ao São Paulo o título.


Em 2019 foi o palco da histórica campanha do Bragantino no Campeonato Brasileiro de Futebol de 2019 - Série B, que se estabeleceu como o inicio da parceira entre a instituição e a empresa Red Bull, originando o RB Bragantino para as temporadas de 2020 em diante. Inclusive, o estádio chegou a receber o jogo que confirmou o título (Bragantino 1x1 Criciúma) e também o jogo da entrega da taça de campeão (Bragantino 2x0 CRB). Jogando no "Nabizão", o Bragantino não perdeu sequer um jogo na competicão, conquistando 13 vitórias e 6 empates (78,95% de aproveitamento).




Referências

  1. a b «CNEF da CBF» (PDF). Site Oficial da CBF. Consultado em 9 de março de 2012. Arquivado do original (PDF) em 8 de outubro de 2013 
  2. a b "Marcelo Stéfani", Placar número 1.129-A, julho de 1997, Editora Abril, pág. 106
  3. "'Nabi Abi Chedid' já é o nome do estádio do Bragantino", Gazeta Bragantina, 30/12/2008, acessado em 30/1/2009
  4. "Mudança de nome de estádio revolta população" Arquivado em 17 de fevereiro de 2009, no Wayback Machine., Henrique Nunes, Correio Popular, 14/2/2009, acessado em 14/2/2009
  5. "Tabelão", São Paulo em Ação número 2, 31/8/1990, Editora Abril, encarte central
  6. "Dois é bom, três é demais!", Placar número 1.194-A, agosto de 2001, Editora Abril, pág. 46
  7. a b c d "Bragança, feliz com o vice", Roberto Pereira de Souza, Jornal da Tarde, 10/6/1991, Edição de Esportes, pág. 2
  8. "Telê: é o fim da velha sina", Chico Lang, A Gazeta Esportiva, 10/6/1991, pág. 20
  9. "O golias não deu chance", Placar número 1.234, agosto de 2002, Editora Abril, pág. 25
  10. "Torcidas", A Gazeta Esportiva, 10/6/1991, pág. 4
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