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Cantagalo
Trens na estação.
Uso atual Estação de Metrô Estação de Metrô
Administração Metrorioicon.png Metrô Rio
Linha Icon 1 (set orange).png Linha 1
Sigla CTG
Posição Subterrânea
Plataformas 2 (Laterais)
Capacidade 25 mil passageiros hora/pico
Informações históricas
Inauguração 18 de dezembro de 2006 (12 anos)
Localização
Cantagalo está localizado em: Rio de Janeiro (cidade)
Cantagalo
Localização da Estação Cantagalo
22° 58' 35" S 43° 11' 38" O
Endereço Praça Eugênio Jardim
Município Bandeira da cidade do Rio de Janeiro.svg Rio de Janeiro - RJ
País  Brasil
Próxima estação
Sentido Uruguai Icon 1 (set orange).png Sentido General Osório
Siqueira Campos General Osório
Cantagalo

A Estação Cantagalo de metrô é uma das estações deste meio de transporte da cidade do Rio de Janeiro. Localiza-se na Praça Eugênio Jardim, no bairro de Copacabana, tendo ainda uma saída pela Rua Xavier da Silveira. Cantagalo faz parte da Linha 1 do metrô da cidade, sendo a penúltima estação da linha. É a terceira estação do bairro de Copacabana.

Índice

HistóriaEditar

Em março de 1987 Moreira Franco assume novamente o governo do Rio. Seu secretário de transportes José Barat anuncia os novos planos para o Metrô: ampliação da Linha 1 até Copacabana e da Linha 2 até Pavuna. Dentro do plano de ampliação da Linha 1, encontra-se a estação Cantagalo.[1] Uma dívida de Cz$ 800 milhões com o BNDES impedia as obras, mas foi renegociada.[2] Apesar disso, as obras de expansão da Linha 1, incluindo a futura estação Cantagalo foram iniciadas pela construtora CBPO somente em 4 de julho de 1988.[3] Por falta de recursos, as obras foram paralisadas em meados daquele ano. Em 1991, Brizola assume um segundo mandato no estado do Rio e cancela as obras de vez, transformando áreas em estacionamento, aterrando túneis e desmobilizando canteiros. Por conta de dívidas do metrô com o BNDES, a verba de US$ 457 milhões necessária para a conclusão das obras de expansão foi bloqueada.[4]

As obras de construção da Garagem Cantagalo, com capacidade para 72 automóveis, foram iniciadas em 21 de fevereiro de 1992 e foram concluídas em 24 de abril daquele ano.[6][7]

A retomada das obras da estação Cantagalo correu apenas no ano de 2001, através da obtenção de um empréstimo junto ao BNDES no valor de R$ 284,2 milhões. As obras foram programadas para serem retomadas em janeiro de 2002.[8][9][10] , porem apenas projetos foram realizados naquele ano.

Em 21 de outubro de 2004 as obras foram finalmente retomadas pela construtora Odebrecht (que adquiriu a CBPO na década de 1990). Até aquele momento, desde o início das obras em 1988, apenas 20% dos trabalhos haviam sido realizados.[11] O governo do Rio, de Rosinha Garotinho prometeu entregar a estação funcionando em 2006.[12] Apesar das ameaças de paralisação, por conta de atrasos no repasse do BNDES, as obras da estação prosseguiram com a Odebrecht trabalhando 7 meses sem receber.[13] A discussão sobre o atraso nos repasses levou a governadora Rosinha a ameaçar acionar judicialmente o BNDES, além de protestos da população de Copacabana (que convivia com as obras há quase 18 anos) O banco de fomento alegou que somente poderia retomar os repasses caso o estado quitasse uma dívida de R$ 34 milhões do estado para com a instituição. Após ação do governo do Rio junto ao STF, o BNDES liberou os recursos e a construtora recebeu os recursos.[14][15][16]

 
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, na reinauguração da Estação Cantagalo do metrô.

A estação foi inaugurada oficialmente (embora sem condições de funcionamento) pela governadora Rosinha Garotinho no dia 18 de dezembro de 2006, mas só passou a funcionar efetivamente a partir de 27 de fevereiro de 2007, já sob o comando do governador Sérgio Cabral Filho. Em sua primeira semana, a passagem foi gratuita para os passageiros que embarcassem na estação.[17][18]

Cantagalo está a uma distância 1.200 metros da estação precedente Siqueira Campos, e está localizada dentro do morro dos Cabritos. Após sua inauguração foi estimado o tráfego de 25 mil pessoas por dia. Com a construção uma área de manobra, especula-se que o intervalo de trens na Linha 1 seja reduzido de 4 minutos e 20 segundos para três minutos. Foi empregada nesta estação uma verba de R$ 478 milhões, uma composição de recursos federais e estaduais.

No dia 28 de fevereiro de 2007, ocorreu um problema de falta de energia na estação, impedido-a de funcionar durante duas horas. O problema interno foi resolvido e a estação reaberta ao público logo depois. A linha 1 operou somente de Saens Peña até Siqueira Campos. O trecho entre Siqueira Campos e Cantagalo foi feito com ônibus especiais que fazem a integração - serviço chamado de Metrô na Superfície. A estação Cantagalo havia sido inaugurada oficialmente pelo governador Sérgio Cabral Filho no dia anterior.

TabelasEditar

Sigla Estação Inauguração Capacidade Integração Plataformas Posição Notas
CTG Cantagalo 2006 25 mil passageiros hora/pico Laterais Subterrânea

Referências

  1. «Barat quer estender as Linhas 1 e 2 do Metrô». Jornal do Brasil, Ano XCVI, edição 339, Caderno Cidade, página 2. 17 de março de 1987. Consultado em 30 de abril de 2019 
  2. «Estado Negocia com o BNDES dívida do Metrô». Jornal do Brasil, Ano XCVI, edição 347. 25 de março de 1987. Consultado em 30 de abril de 2019 
  3. «Obras do Metrô». Jornal do Brasil, Ano XCVIII, edição 88, página 16. 5 de julho de 1988. Consultado em 30 de abril de 2019 
  4. «Metrô pára de vez em Copacabana». Jornal do Brasil, Ano CI, edição 172, Caderno Cidade, página 3. 27 de setembro de 1991. Consultado em 30 de abril de 2019 
  5. «Galeria do metrô pode ser estacionamento». Jornal do Brasil, Ano CI, edição 110, Caderno Cidade, página 3. 27 de julho de 1991. Consultado em 30 de abril de 2019 
  6. «Obra de garagem ganha um novo ritmo». Jornal do Brasil, Ano CI, edição 318, Caderno Cidade, página 2. 22 de fevereiro de 1992. Consultado em 30 de abril de 2019 
  7. «vagas no Posto 5». Jornal do Brasil, Ano CII, edição 17, Caderno Cidade, página 2. 25 de abril de 1992. Consultado em 30 de abril de 2019 
  8. «Metrô chegará a Ipanema em 2002». Jornal do Brasil, Ano CX, edição 96, Caderno Cidade, página 20. 13 de julho de 2000. Consultado em 30 de abril de 2019 
  9. Claudia Lima (14 de dezembro de 2001). «Metrô até Ipanema passa na Alerj». Jornal do Brasil, Ano CXI, edição 249, Caderno Cidade, página 19. Consultado em 30 de abril de 2019 
  10. Paula Pena (15 de dezembro de 2001). «Metrô em Ipanema só em 2004». Jornal do Brasil, Ano CXI, edição 250, Caderno Cidade, página 24. Consultado em 30 de abril de 2019 
  11. «Metrô chega ao Cantagalo em 2006». Jornal do Brasil, ano 114, edição 196, Seção Rio, página A14. 21 de outubro de 2004. Consultado em 1 de maio de 2019 
  12. «Metrô:túnel para Ipanema em 2006». Jornal do Brasil, ano 114, edição 340, Seção Rio, página A14. 16 de março de 2005. Consultado em 1 de maio de 2019 
  13. Branca Nunes (2 de julho de 2005). «Obras do metrô não vão mais parar». Jornal do Brasil, ano 115, edição 85, Seção Rio, página A17. Consultado em 1 de maio de 2019 
  14. Ricardo Albuquerque (5 de agosto de 2005). «Estado ameaça recorrer à justiça». Jornal do Brasil, ano 115, edição 119, Seção Cidade, página A14. Consultado em 1 de maio de 2019 
  15. Ana Paula Verly (6 de agosto de 2005). «Copacabana protesta pelo metrô». Jornal do Brasil, ano 115, edição 120, Seção Cidade, página A14. Consultado em 1 de maio de 2019 
  16. Ricardo Albuquerque (10 de agosto de 2005). «Rio vence batalha com o BNDES». Jornal do Brasil, ano 115, edição 124, Seção Cidade, página A14. Consultado em 1 de maio de 2019 
  17. «Moradores de Copacabana festejam nova estação de metrô». Jornal do Brasil, ano 116, edição 255, Seção Cidade, página A15. 19 de dezembro de 2006. Consultado em 1 de maio de 2019 
  18. «Metrô inaugura estação Cantagalo para o público». SRzd. 24 de fevereiro de 2019. Consultado em 1 de maio de 2019 

Ligações externasEditar