Abrir menu principal

Estação Dona Clara

Dona Clara
Uso atual Demolida
Código RJ-1365
Informações históricas
Inauguração 1897 (122 anos)
Fechamento 1937 (82 anos)
Localização
Localização Madureira, Rio de Janeiro-RJ

Estação Dona Clara foi uma Estação ferroviária do Rio de Janeiro, que ficava no que atualmente é o bairro de Madureira. Foi inaugurada em 1897[1], seis anos após a Estação Madureira, sendo uma estação rotatória.

Posteriormente, foi desativada e demolida, e em seu lugar atualmente existe a Praça do Patriarca.

LocalidadeEditar

No início do século XX Dona Clara servia como uma referência geográfica, sendo análogo a um bairro, numa época em que os bairros cariocas ainda não eram oficializados pela Prefeitura. A localidade, parte do entorno de Madureira, era considerada referência no samba.[2]Carlos Cachaça apontou Dona Clara como o segundo maior centro de partido alto à época[3][4] Na Rua Dona Clara havia o bloco carnavalesco de Dona Ester, "Quem fala de Nós Come Mosca", ancestral da Portela.[5] O Esporte Clube Guarani, de Dona Clara, desfilou como escola de samba em 1933.[6][7]

Com a desativação da estação em 1937, o bairro foi gradualmente sendo incorporado a Madureira, deixando de existir.

Referências

  1. Ralph Mennucci Giesbrecht (22 de abril de 2011). «Estação Dona Clara». Consultado em 18 de dezembro de 2012 
  2. Citação: "Serrinha, Osvaldo Cruz e Dona Clara são lugares periféricos a Madureira e centrais para a geografia e a história das escolas de samba. É verdade que em Dona Clara não se formou nenhuma grande escola de samba; porém, foi dali que saíram aqueles que levaram o samba para a Mangueira, segundo testemunhou Carlos Cachaça a Cabral" - Nélson da Nóbrega Fernandes. Escolas de Samba: Sujeitos Celebrantes e Objetos Celebrados. Rio de Janeiro: Coleção Memória Carioca, vol. 3, 2001, página 59.
  3. Cabral, Sérgio. As escolas de samba: o que, quem, como, quando e por que. Rio de Janeiro, Graphos Industrial Gráfico, 1974. (1996: 262, 263)
  4. Nélson da Nóbrega Fernandes. Escolas de Samba: Sujeitos Celebrantes e Objetos Celebrados. Rio de Janeiro: Coleção Memória Carioca, vol. 3, 2001, pág. 60.
  5. [1]
  6. Cabral, Sérgio. As escolas de samba: o que, quem, como, quando e por que. Rio de Janeiro, Graphos Industrial Gráfico, 1974. (1996: 80-83).
  7. Nélson da Nóbrega Fernandes. Escolas de Samba: Sujeitos Celebrantes e Objetos Celebrados. Rio de Janeiro: Coleção Memória Carioca, vol. 3, 2001, pág. 80.

Ligações externasEditar