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Estação Ferroviária da Azambuja

estação ferroviária em Portugal
Disambig grey.svg Nota: Não confundir com o Apeadeiro de Espadanal da Azambuja, igualmente situado na Linha do Norte.
Azambuja IPcomboio2.jpg
Edifício principal da Estação de Azambuja, em 2009.
Inauguração 31 de Julho de 1857
Linha(s) Linha do Norte (PK 46,945)
Coordenadas 39° 04′ 05,52″ N, 8° 52′ 00,86″ O
Concelho Azambuja
Serviços Ferroviários Logo CP 2.svgBSicon LSTR orange.svgRBSicon LSTR yellow.svgU
Horários em tempo real
Serviços Ligação a autocarros Serviço de táxis Bilheteiras e/ou máquinas de venda de bilhetes
Sala de espera Telefones públicos Caixas Multibanco Elevadores
Acesso para pessoas de mobilidade reduzida


Logos IP.png
BSicon CONTfa grey.svg
BSicon HST grey.svgVirtudes (Sentido Porto)
BSicon BHF grey.svgAzambuja
BSicon HST grey.svgEsp. da Azambuja (Sentido Lisboa)
BSicon CONTf grey.svg

A Estação Ferroviária da Azambuja é uma interface da Linha do Norte, que serve a localidade de Azambuja, no Distrito de Lisboa, em Portugal.

Índice

DescriçãoEditar

Localização e acessosEditar

Situa-se na localidade de Azambuja, junto ao Largo da Estação.[1]

Descrição físicaEditar

Em Janeiro de 2011, possuía 4 vias de circulação, duas com 515 m de comprimento, e as restantes, com 390 e 480 m; as respectivas plataformas tinham 240, 221 e 223 m de extensão, e 90 cm de altura.[2]

 ServiçosEditar

Transporte ferroviárioEditar

Serviço Municípios Servidos
CP Urbano
Linha da Azambuja
Lisboa, Loures, Vila Franca de Xira e Azambuja

Urbanos de LisboaEditar

    CP Urbanos de Lisboa
 
Alcântara - Terra ↔ Azambuja
(apenas primeiro e último comboio do dia, excepto fins-de-semana e feriados)
 
Santa Apolónia ↔ Azambuja

RegionalEditar

    CP Regional
 
Lisboa - Santa Apolónia ↔ Tomar
 
Lisboa - Santa Apolónia ↔ Entroncamento
 
Lisboa - Santa Apolónia ↔ Covilhã

 Padrão de serviços de comboioEditar

Estação anterior   Comboios de Portugal Estação seguinte
Espadanal da Azambuja
Direção Santa Apolónia / Alcântara-Terra1
  CP Lisboa
Linha da Azambuja
  Terminal
Vila Franca de Xira
Direção Santa Apolónia
  CP Regional
Linha do Norte
  Virtudes
Direção Entroncamento / Tomar / Covilhã

1Apenas primeiro e último comboio do dia, excepto fins-de-semana e feriados

HistóriaEditar

 Ver artigo principal: História da Linha do Norte

Século XIXEditar

Já no primeiro plano para a construção do lanço da Linha do Norte entre Lisboa e Santarém, em 1852, se preconizava a construção de uma gare ferroviária em Azambuja.[3] Embora este percurso tenha sido alvo de posteriores alterações, continuou a ser prevista a construção da estação de Azambuja, a seguir a Vila Nova da Rainha.[4]

Esta interface faz parte do lanço da Linha do Norte entre Carregado e Virtudes, que foi aberto à exploração em 31 de Julho de 1857, pelo estado português, e que foi posteriormente passado para a Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.[5] Nesse ano, a estação de Azambuja contava com serviços de bagagens e passageiros, nas 3 classes.[6] Em 16 de Março de 1891, foi duplicado o troço entre o Carregado e Azambuja[7], e em 19 de Maio de mesmo ano, a segunda via foi prolongada até Santana - Cartaxo.[8]

Em 2 de Março de 1895, ocorreu uma grande cheia no vale do Rio Tejo, tendo as águas inundado as vias na estação da Azambuja.[9]

 
Novo edifício da estação de Azambuja, nos primeiros anos.

Século XXEditar

Em finais de 1901, já se tinha reedificado o edifício da estação de Azambuja.[10]

Em 1913, a estação da Azambuja era servida por uma carreira de diligências, que ia até Alcoentre, Aveiras de Baixo, Aveiras de Cima e Cercal.[11]

Em 1934, o arquitecto Cottinelli Telmo planeou um novo edifício para esta estação, que foi construído e inaugurado em 1935.[12][13] O novo edifício procurou aliar o estilo modernista com elementos tradicionais portugueses, tendo sido desde logo equipado com uma marquise para os passageiros.[14] Foi decorado com azulejos da Fábrica de Sacavém.[15]

Entre 5 e 6 de Março de 1955, foi encerrado o tráfego entre o Rossio e Campolide para obras de electrificação, tendo sido alterado o percurso dos comboios urbanos até à Azambuja, que passaram a começar em Sete Rios.[16]

Em 1995, principiaram as obras de quadruplicação da Linha do Norte entre Lisboa e Azambuja.[17]

Referências literáriasEditar

No primeiro volume da obra As Farpas, Ramalho Ortigão, é descrita a passagem pela estação da Azambuja, numa viagem de Lisboa às Caldas da Rainha:

CP-USGL + Soflusa + Fertagus

(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros na Grande Lisboa)
Serviços:   Sado (CP+Soflusa)  Sintra (CP)
  Fertagus  Azambuja (CP)  Cascais (CP)


(n) Azambuja 
   
 
   
 Praias do Sado-A (u)
(n) Espadanal da Azambuja 
   
 
   
 Praça do Quebedo (u)
(n) Vila Nova da Rainha 
   
 
   
 Setúbal (u)
(n) Carregado 
   
 
   
 Palmela (u)
(n) Castanheira do Ribatejo 
       
 Venda do Alcaide (u)
(n) Vila Franca de Xira 
       
 Pinhal Novo (u)(a)
(n) Alhandra 
       
 Penteado (a)
(n) Alverca 
         
 Moita (a)
(n) Póvoa 
         
 Alhos Vedros (a)
(n) Santa Iria 
         
 Baixa da Banheira (a)
(n) Bobadela 
         
 Lavradio (a)
(n) Sacavém 
         
 Barreiro-A (a)
(n) Moscavide 
         
 Barreiro (a)
(n) Oriente 
       
 (Soflusa)
(n)(z) Braço de Prata 
       
 Terreiro do Paço (a)
(n) Santa Apolónia 
       
 Penalva (u)
(z) Marvila 
       
 Coina (u)
 
       
 Fogueteiro (u)
(z) Roma - Areeiro 
       
 Foros de Amora (u)
(z) Entrecampos 
       
 Corroios (u)
(z)(7) Sete Rios 
       
 Pragal (u)
 
 
 
 
 
 Campolide (z)(s)(u)*
(s) Benfica 
         
 Rossio (s)
(s) Santa Cruz-Damaia 
         
 Cais do Sodré (c)
(s) Reboleira 
         
 Santos (c)
**(z) Alcântara - Terra 
 
 
 
 
 Alcântara - Mar (c)**
(s) Amadora 
           
 Belém (c)
(s) Queluz - Belas 
           
 Algés (c)
(s) Monte Abraão 
           
 Cruz Quebrada (c)
(s) Massamá-Barcarena 
           
 Caxias (c)
(s)(o) Agualva-Cacém 
           
 Paço de Arcos (c)
(o) Mira Sintra-Meleças 
 
     
 Santo Amaro (c)
(s) Rio de Mouro 
       
 Oeiras (c)
(s) Mercês 
       
 Carcavelos (c)
(s) Algueirão - Mem Martins 
       
 Parede (c)
(s) Portela de Sintra 
       
 São Pedro Estoril (c)
(s) Sintra 
       
 São João Estoril (c)
 
       
 Estoril (c)
(c) Cascais 
       
 Monte Estoril (c)

Linhas: a L.ª Alentejoc L.ª Cascaisz L.ª Cintura
n L.ª Norteo L.ª Oestes L.ª Sintrau L.ª Sul7 C.ª 7 R.
(*) vd. Campolide-A (**) vd. Pass. Sup. Alcântara

Fonte: Página oficial, 2018.11
(nomes das estações de acordo com a fonte)

Ver tambémEditar

Referências

  1. «Azambuja». Comboios de Portugal. Cp.pt. Consultado em 12 de Novembro de 2014 
  2. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85 
  3. «Ano Centenário dos Caminhos de Ferro Portugueses» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 69 (1652). 16 de Outubro de 1956. p. 533-534. Consultado em 24 de Julho de 2018 
  4. ABRAGÃO, Frederico de Quadros (16 de Agosto de 1956). «No Centenário dos Caminhos de Ferro em Portugal: Algumas notas sobre a sua história» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 69 (1648). p. 375-382. Consultado em 24 de Julho de 2018 
  5. TORRES, Carlos Manitto (1 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1681). p. 9-12. Consultado em 16 de Fevereiro de 2014 
  6. SABEL (16 de Fevereiro de 1936). «Ecos e Comentários» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 48 (1156). p. 117. Consultado em 13 de Junho de 2015 
  7. NONO, Carlos (1 de Março de 1950). «Efemérides ferroviárias» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 62 (1493). p. 858-859. Consultado em 9 de Novembro de 2014 
  8. NONO, Carlos (1 de Maio de 1950). «Efemérides ferroviárias» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 63 (1497). p. 113-114. Consultado em 13 de Junho de 2015 
  9. LOUREIRO, João Mimoso (Outubro de 2009). As Grandes Cheias. Rio Tejo: As Grandes Cheias 1800 – 2007. Col: Tágides. Volume 1. Lisboa: Administração da Região Hidrográfica do Tejo. p. 16. ISBN 978-989-96162-0-2 
  10. «Efemérides» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 51 (1227). 1 de Fevereiro de 1939. p. 111-114. Consultado em 16 de Fevereiro de 2014 
  11. «Serviço de Diligencias». Guia official dos caminhos de ferro de Portugal. 39 (168). Outubro de 1913. p. 152-155. Consultado em 10 de Fevereiro de 2018 
  12. MARTINS et al, 1996:131
  13. «Os Nossos Caminhos de Ferro em 1935» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 48 (1154). 16 de Janeiro de 1936. p. 52-55. Consultado em 5 de Setembro de 2013 
  14. NUNES, José de Sousa (16 de Junho de 1949). «A Via e Obras nos Caminhos de Ferro em Portugal» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 62 (1476). p. 418-422. Consultado em 13 de Junho de 2015 
  15. PEREIRA, 1995:419
  16. «Electrificação das linhas de Sintra e do Norte» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 68 (1614). 16 de Março de 1955. p. 39-42. Consultado em 24 de Julho de 2018 
  17. REIS et al, 2006:150

BibliografiaEditar

  • MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel de; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado. O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 
  • ORTIGÃO, Ramalho (1986) [1890]. As Farpas. O País e a Sociedade Portuguesa. Volume 1 de 15. Lisboa: Clássica Editora. 276 páginas 
  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 
  • PEREIRA, Paulo (1995). História da Arte Portuguesa. Volume 3 de 3. Barcelona: Círculo de Leitores. 695 páginas. ISBN 972-42-1225-4 
 
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Ligações externasEditar