Abrir menu principal

Estação Ferroviária da Cruz Quebrada

estação ferroviária em Portugal
Cruz Quebrada Logos IP.png
Apeadeiro de Cruz Quebrada, 2009.11.13.jpg
Linha(s) L.ª de Cascais (PK 9,793)
R. Est. Nacional (PK 0,0)
Coordenadas 38° 41′ 59,58″ N, 9° 15′ 07,98″ O
Concelho Oeiras
Serviços Ferroviários Urbano
Horários em tempo real
Serviços Ligação a autocarros Parque de estacionamento Bilheteiras e/ou máquinas de venda de bilhetes

A Estação Ferroviária da Cruz Quebrada é uma estação da Linha de Cascais, que serve a localidade de Cruz Quebrada, e que é explorada pela rede de comboios suburbanos de Lisboa, em Portugal. Foi a estação de transbordo e término jusante nominal do Ramal do Estádio Nacional, enquanto este ramal funcionou.

Índice

ServiçosEditar

Transporte ferroviárioEditar

Urbanos de LisboaEditar

    CP Urbanos de Lisboa
 
Cais do Sodré ↔ Cascais
 
Cais do Sodré ↔ Oeiras
(excepto fins-de-semana e feriados)

Padrão de serviços de comboioEditar

Estação anterior   Comboios de Portugal Estação seguinte
Algés
Direção Cais do Sodré
  CP Lisboa
Linha de cascais
  Caxias
Direção Oeiras1 / Cascais

1Excepto fins-de-semana e feriados

Transportes urbanosEditar

  Vimeca / Lisboa TransportesEditar

 
Gare de Cruz Quebrada, em 2009.

HistóriaEditar

Século XIXEditar

A estação de Cruz Quebrada faz parte do lanço entre Cascais e Pedrouços que foi inaugurado em 30 de Setembro de 1889 pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses, desde logo utilizando via dupla.[1]

Um alvará de 15 de Outubro de 1891 autorizou o empresário Jaime Henrique Pereira Bramão a construir um um caminho de ferro no tipo americano entre a Cruz Quebrada e Carnaxide,[2] tendo a concessão sido prolongada até São José de Ribamar em 10 de Março de 1892.[3]

Décadas de 1910 e 1920Editar

Em 7 de Agosto de 1918, a Linha de Cascais foi subarrendada à Sociedade Estoril.[4] Esta empresa iniciou um programa de modernização da linha, que incluiu a instalação da tracção eléctrica, inaugurada em 15 de Agosto de 1926, e a remodelação de várias estações, incluindo a de Cruz Quebrada, que foi totalmente reconstruída.[5]

Esta estação é a segunda das quatro referidas por Fernando Pessoa no seu poema “Anti-Gazetilha” (Sol 1926.11.13; mais tarde incluída como “O Comboio Descendente” em numerosas antologias e musicada nos anos 1980 por Zé Mário Branco), que descreve um sinuoso e improvável «comboio descendente» que segue de «Queluz à Cruz Quebrada», «da Cruz Quebrada a Palmela», e «de Palmela a Portimão».[6][7]

Décadas de 1930 e 1940Editar

Em 1933, a Sociedade Estoril fez obras de reparação no edifício desta estação.[8]

Em 1 de Setembro de 1939, a Gazeta dos Caminhos de Ferro Noticiou que o Ministério das Obras Públicas iria publicar em breve um decreto sobre a alteração do traçado da Linha de Cascais no lanço entre Alcântara-Mar e Cruz Quebrada, devido às obras de construção da Estrada marginal entre Lisboa e Cascais.[9]

Em 1944, foi inaugurado o Ramal do Estádio Nacional, entre aquele complexo desportivo e a estação de Cruz Quebrada.[10]

 
Gare de Cruz Quebrada, em 2009.

Década de 1970Editar

Em 13 de Dezembro de 1976, terminou o contracto com a Sociedade Estoril para a exploração da Linha de Cascais, passando esta para a posse directa dos Caminhos de Ferro Portugueses.[11]

Década de 1990Editar

Durante a Década de 1990, a operadora Caminhos de Ferro Portugueses realizou várias obras de modernização na Linha de Cascais, no âmbito de um programa de requalificação das redes ferroviárias suburbanas de Lisboa, tendo sido construídas várias novas subestações de tracção eléctrica, incluindo uma na Cruz Quebrada.[12]

CP-USGL + Soflusa + Fertagus

(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros na Grande Lisboa)
Serviços:   Sado (CP+Soflusa)  Sintra (CP)
  Fertagus  Azambuja (CP)  Cascais (CP)


(n) Azambuja 
   
 
   
 Praias do Sado-A (u)
(n) Espadanal da Azambuja 
   
 
   
 Praça do Quebedo (u)
(n) Vila Nova da Rainha 
   
 
   
 Setúbal (u)
(n) Carregado 
   
 
   
 Palmela (u)
(n) Castanheira do Ribatejo 
       
 Venda do Alcaide (u)
(n) Vila Franca de Xira 
       
 Pinhal Novo (u)(a)
(n) Alhandra 
       
 Penteado (a)
(n) Alverca 
         
 Moita (a)
(n) Póvoa 
         
 Alhos Vedros (a)
(n) Santa Iria 
         
 Baixa da Banheira (a)
(n) Bobadela 
         
 Lavradio (a)
(n) Sacavém 
         
 Barreiro-A (a)
(n) Moscavide 
         
 Barreiro (a)
(n) Oriente 
       
 (Soflusa)
(n)(z) Braço de Prata 
       
 Terreiro do Paço (a)
(n) Santa Apolónia 
       
 Penalva (u)
(z) Marvila 
       
 Coina (u)
 
       
 Fogueteiro (u)
(z) Roma - Areeiro 
       
 Foros de Amora (u)
(z) Entrecampos 
       
 Corroios (u)
(z)(7) Sete Rios 
       
 Pragal (u)
 
 
 
 
 
 Campolide (z)(s)(u)*
(s) Benfica 
         
 Rossio (s)
(s) Santa Cruz-Damaia 
         
 Cais do Sodré (c)
(s) Reboleira 
         
 Santos (c)
**(z) Alcântara - Terra 
 
 
 
 
 Alcântara - Mar (c)**
(s) Amadora 
           
 Belém (c)
(s) Queluz - Belas 
           
 Algés (c)
(s) Monte Abraão 
           
 Cruz Quebrada (c)
(s) Massamá-Barcarena 
           
 Caxias (c)
(s)(o) Agualva-Cacém 
           
 Paço de Arcos (c)
(o) Mira Sintra-Meleças 
 
     
 Santo Amaro (c)
(s) Rio de Mouro 
       
 Oeiras (c)
(s) Mercês 
       
 Carcavelos (c)
(s) Algueirão - Mem Martins 
       
 Parede (c)
(s) Portela de Sintra 
       
 São Pedro Estoril (c)
(s) Sintra 
       
 São João Estoril (c)
 
       
 Estoril (c)
(c) Cascais 
       
 Monte Estoril (c)

Linhas: a L.ª Alentejoc L.ª Cascaisz L.ª Cintura
n L.ª Norteo L.ª Oestes L.ª Sintrau L.ª Sul7 C.ª 7 R.
(*) vd. Campolide-A (**) vd. Pass. Sup. Alcântara

Fonte: Página oficial, 2018.11
(nomes das estações de acordo com a fonte)

Ver tambémEditar

Referências

  1. TORRES, Carlos Manitto (16 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1682). p. 61-64. Consultado em 18 de Abril de 2017 
  2. NONO, Carlos (1 de Outubro de 1950). «Efemérides ferroviárias» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 63 (1507). p. 353-354. Consultado em 18 de Abril de 2017 
  3. NONO, Carlos (1 de Março de 1949). «Efemérides ferroviárias» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 61 (1469). p. 169-170. Consultado em 18 de Abril de 2017 
  4. REIS et al, 2006:150
  5. «Sociedade "Estoril"» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 62 (1476). 16 de Junho de 1949. p. 423-425. Consultado em 18 de Abril de 2017 
  6. Jerónimo Pizarro: “Sobre a primeira gazetilha de Álvaro de CamposPessoa Plural 1: 320-334. ISSN 2212-4179
  7. Alice Áurea Penteado Martha: “Fernando Pessoa e Cecília Meireles: o encontro entre poesia e criançaEspéculo : Revista de estudios literarios (Universidad Complutense de Madrid) 30
  8. «O que se fez nos caminhos de ferro em Portugal no ano de 1933» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1106). 16 de Janeiro de 1934. p. 49-52. Consultado em 18 de Abril de 2017 
  9. «A linha férrea de Cascais vai sofrer alterações entre Alcântara e a Cruz Quebrada» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 51 (1241). 1 de Setembro de 1939. p. 415. Consultado em 18 de Abril de 2017 
  10. REIS et al, 2006:62
  11. MARTINS et al, 1996:279
  12. MARTINS et al, 1996:217
 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre a Estação de Cruz Quebrada

BibliografiaEditar

  • MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 
  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; Gomes, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856 - 2006. Lisboa: CP - Comboios de Portugal e Público - Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 

Leitura recomendadaEditar

  • CERVEIRA, Augusto; CASTRO, Francisco Almeida e (2006). Material e tracção: os caminhos de ferro portugueses nos anos 1940-70. Col: Para a História do Caminho de Ferro em Portugal. 5. Lisboa: CP-Comboios de Portugal. 270 páginas. ISBN 989-95182-0-4 
  • GOMES, Levy Nunes (2006). Cruz Quebrada - Dafundo: Património e Personalidades. Oeiras: Câmara Municipal de Oeiras - Gabinete de Comunicação. 171 páginas. ISBN 989-608-030-5 
  • NETO, Paula; VALENÇA, Costa (2013). Ao ritmo de Cruz Quebrada - Dafundo. Oeiras: Câmara Municipal de Oeiras. 73 páginas. ISBN 978-989-608-161-4 
  • SALGUEIRO, Ângela (2008). A Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses: 1859-1891. Lisboa: Univ. Nova de Lisboa. 145 páginas 

Ligações externasEditar