Abrir menu principal

Estação Ferroviária da Moita

estação ferroviária em Portugal
Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre a estação na Linha do Alentejo. Se procura o antigo apeadeiro na Linha da Beira Baixa, veja Apeadeiro de Moita do Norte.
Moita Logos IP.png
Estação de Moita, em 2006.
Linha(s) Linha do Alentejo (PK 8,137)
Coordenadas 38° 38′ 41,57″ N, 8° 59′ 47,51″ O
Concelho Moita
Serviços Ferroviários Urbano
Horários em tempo real
Serviços Bilheteiras e/ou máquinas de venda de bilhetes Parque de estacionamento Elevadores Acesso para pessoas de mobilidade reduzida

A Estação Ferroviária da Moita, igualmente conhecida como Moita do Ribatejo, é uma interface da Linha do Alentejo, que serve a localidade de Moita, no Distrito de Setúbal, em Portugal.

DescriçãoEditar

ServiçosEditar

Esta estação é utilizada por serviços urbanos da Linha do Sado, assegurados pela operadora Comboios de Portugal.[1]

Vias e plataformasEditar

Em Janeiro de 2011, apresentava três vias de circulação, com 534 e 301 m de comprimento; as plataformas tinham todas 165 m de extensão, e 90 cm de altura.[2]

Localização e acessosEditar

Esta interface situa-se junto ao Largo da Estação, na localidade da Moita.[3][4]

ServiçosEditar

Transporte FerroviárioEditar

Urbanos de LisboaEditar

    CP Urbanos de Lisboa
 
Praias do Sado-A ↔ Barreiro

Padrão de serviços de comboioEditar

Estação anterior   Comboios de Portugal Estação seguinte
Penteado
Direção Praias do Sado-A
  CP Lisboa
Linha do Sado
  Alhos Vedros
Direção Barreiro
 
Anúncio de 1873 para comboios especiais a preços reduzidos de Lisboa e Setúbal até à Moita, para uma tourada.

HistóriaEditar

 Ver artigo principal: História da Linha do Norte

A estação da Moita situa-se no lanço da Linha do Alentejo entre o Barreiro e Bombel, que entrou ao serviço no dia 15 de Junho de 1857.[5]

Em 1913, a estação era servida por carreiras de diligências até às povoações da Moita, Aldeia Galega do Ribatejo, Samouco e Alcochete.[6]

Em 1933, a Comissão Administrativa do Fundo Especial aprovou a instalação de uma linha de saco nesta estação.[7] Em 1934, foram modificadas as vias, e a estação foi alvo de grandes obras de reparação[8], no âmbito de um programa de renovação das estações que a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses empreendeu após tomar conta dos Caminhos de Ferro do Sul e Sueste, em 1927.[9] Em 1939, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses construiu abrigos de cimento armado em várias estações e apeadeiros suburbanos na margem Sul do Tejo, incluindo na Moita.[10]

Num edital publicado no Diário do Governo n.º 31, III Série, de 7 de Fevereiro de 1955, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses anunciou que tinha pedido autorização para estabelecer uma carreira de autocarros entre Évora e a Estação do Barreiro, servindo várias localidades pelo percurso, incluindo Moita.[11]

Em 1968, existia um projecto para um caminho de ferro entre as margens Sul e Norte de Lisboa utilizando a ponte sobre o Tejo, estando previsto que a nova linha se estenderia até à Moita, com ligações à Siderurgia Nacional no Seixal e aos estaleiros da Lisnave.[12]

Em 13 de Outubro de 2008, entrou em consulta pública o estudo de impacte ambiental sobre a Terceira Travessia do Tejo, que correspondia ao lanço de Moscavide a Moita, da planeada ligação ferroviária de alta velocidade.[13] Na Moita, a via férrea iria continuar até Montemor-o-Novo.[13]

No Século XXI, a estação da Moita foi demolida pela Rede Ferroviária Nacional, decisão que foi criticada pela Câmara Municipal da Moita numa carta aberta em Maio de 2010.[14] A autarquia considerou que a empresa não teve um comportamento adequado ao não iniciar uma linha de diálogo com a autarquia, no sentido de preservar o edifício para outros usos, e de não aproveitar a cedência prevista dos terrenos das oficinas e do antigo mercado municipal para construir a nova estação.[14] Em Janeiro de 2010, um suicídio na estação do Lavradio levou a perturbações na circulação dos comboios entre o Barreiro e a Moita.[15]

Em 17 de Dezembro de 2017, um homem morreu atropelado por um comboio perto da estação da Moita, levando a uma interrupção temporária na circulação ferroviária.[16]

Ver tambémEditar

CP-USGL + Soflusa + Fertagus

(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros na Grande Lisboa)
Serviços:   Sado (CP+Soflusa)  Sintra (CP)
  Fertagus  Azambuja (CP)  Cascais (CP)


(n) Azambuja 
   
 
   
 Praias do Sado-A (u)
(n) Espadanal da Azambuja 
   
 
   
 Praça do Quebedo (u)
(n) Vila Nova da Rainha 
   
 
   
 Setúbal (u)
(n) Carregado 
   
 
   
 Palmela (u)
(n) Castanheira do Ribatejo 
       
 Venda do Alcaide (u)
(n) Vila Franca de Xira 
       
 Pinhal Novo (u)(a)
(n) Alhandra 
       
 Penteado (a)
(n) Alverca 
         
 Moita (a)
(n) Póvoa 
         
 Alhos Vedros (a)
(n) Santa Iria 
         
 Baixa da Banheira (a)
(n) Bobadela 
         
 Lavradio (a)
(n) Sacavém 
         
 Barreiro-A (a)
(n) Moscavide 
         
 Barreiro (a)
(n) Oriente 
       
 (Soflusa)
(n)(z) Braço de Prata 
       
 Terreiro do Paço (a)
(n) Santa Apolónia 
       
 Penalva (u)
(z) Marvila 
       
 Coina (u)
 
       
 Fogueteiro (u)
(z) Roma - Areeiro 
       
 Foros de Amora (u)
(z) Entrecampos 
       
 Corroios (u)
(z)(7) Sete Rios 
       
 Pragal (u)
 
 
 
 
 
 Campolide (z)(s)(u)*
(s) Benfica 
         
 Rossio (s)
(s) Santa Cruz-Damaia 
         
 Cais do Sodré (c)
(s) Reboleira 
         
 Santos (c)
(z) Alcântara-Terra 
 
 
   
 Alcântara-Mar (c)
(s) Amadora 
           
 Belém (c)
(s) Queluz - Belas 
           
 Algés (c)
(s) Monte Abraão 
           
 Cruz Quebrada (c)
(s) Massamá-Barcarena 
           
 Caxias (c)
(s)(o) Agualva-Cacém 
           
 Paço de Arcos (c)
(o) Mira Sintra-Meleças 
 
     
 Santo Amaro (c)
(s) Rio de Mouro 
       
 Oeiras (c)
(s) Mercês 
       
 Carcavelos (c)
(s) Algueirão - Mem Martins 
       
 Parede (c)
(s) Portela de Sintra 
       
 São Pedro Estoril (c)
(s) Sintra 
       
 São João Estoril (c)
 
       
 Estoril (c)
(c) Cascais 
       
 Monte Estoril (c)

Linhas: a L.ª Alentejoc L.ª Cascaisz L.ª Cintura
n L.ª Norteo L.ª Oestes L.ª Sintrau L.ª Sul7 C.ª 7 R.
(*) vd. Campolide-A

Fonte: Página oficial, 2018.11
(nomes das estações de acordo com a fonte)
 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre a Estação da Moita

Referências

  1. «Comboios Urbanos > Lisboa - Praias do Sado A / Barreiro» (PDF). Comboios de Portugal. 11 de Setembro de 2016. Consultado em 20 de Agosto de 2017 
  2. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85 
  3. «Moita». Comboios de Portugal. Consultado em 22 de Novembro de 2014 
  4. «Moita - Linha do Alentejo». Infraestruturas de Portugal. Consultado em 29 de Outubro de 2016 
  5. SANTOS, 1995:108
  6. «Serviço de Diligencias». Guia official dos caminhos de ferro de Portugal. Ano 39 (168). Outubro de 1913. p. 152-155. Consultado em 10 de Fevereiro de 2018 – via Biblioteca Digital de Portugal 
  7. «Direcção-Geral de Caminhos de Ferro» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 46 (1103). 1 de Dezembro de 1933. p. 623. Consultado em 15 de Dezembro de 2011 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  8. «O que se fez nos Caminhos de Ferro Portugueses, durante o ano de 1934» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 47 (1130). 16 de Janeiro de 1935. p. 50-51. Consultado em 30 de Outubro de 2016 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  9. «Rêde do Sul e Sueste» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 47 (1127). 1 de Dezembro de 1934. p. 593-594. Consultado em 30 de Outubro de 2016 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  10. «O que se fez em Caminhos de Ferro em 1938-39» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 52 (1266). 16 de Setembro de 1940. p. 638-639. Consultado em 22 de Agosto de 2019 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  11. «Parte Oficial» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 67 (1612). 16 de Fevereiro de 1955. p. 461-462. Consultado em 30 de Outubro de 2016 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  12. «Jornal do Mês» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 81 (1929). 16 de Setembro de 1968. p. 117-187. Consultado em 30 de Outubro de 2016 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  13. a b «Terceira Travessia sobre o Tejo em consulta pública». Expresso. 13 de Outubro de 2008. Consultado em 22 de Agosto de 2019 
  14. a b «Câmara Municipal da Moita: Carta aberta ao Secretário de Estado dos Transportes. Superação dos problemas decorrentes das obras da linha férrea Barreiro - Praias do Sado». Rostos. 7 de Maio de 2010. Consultado em 22 de Agosto de 2019 
  15. «Ligações ferroviárias na Linha do Sado já estão normalizadas». Diário Digital. Janeiro de 2010. Consultado em 22 de Agosto de 2019 
  16. «Homem morre atropelado por comboio na Moita do Ribatejo». Diário de Notícias. 17 de Dezembro de 2017. Consultado em 22 de Agosto de 2019 

BibliografiaEditar

  • SANTOS, Luís (1995). Os Acessos a Faro e aos Concelhos Limítrofes na Segunda Metade do Séc. XIX. Faro: Câmara Municipal de Faro. 213 páginas 

Ligações externasEditar