Estação Ferroviária das Mercês

estação ferroviária em Portugal

A Estação Ferroviária das Mercês é uma gare de caminhos de ferro da Linha de Sintra, que serve a localidade de Mercês, no concelho de Sintra, em Portugal. Serve como paragem dos comboios da família da Linha de Sintra, parte da rede de comboios urbanos de Lisboa, operada pela empresa Comboios de Portugal.

Mercês
BSicon BAHN.svg
Antiga estação de Mercês
Identificação:[1] 61051 MER (Mercês)
Denominação: Estação Satélite de Mercês
Classificação: ES (estação satélite)[2]
Coordenadas:
38° 47′ 34,9″ N, 9° 19′ 50,12″ O
Concelho: bandeiraSintra
Linha(s): Linha de Sintra (PK 21,860)
Coroa: 3
Serviços:
Estação anterior Comboios de Portugal Comboios de Portugal Estação seguinte
Algueirão - Mem Martins
Sintra
  CP Lisboa
Linha de Sintra
  Rio de Mouro
Rossio
    Rio de Mouro
Oriente
Alverca

Conexões: 450 458
Serviço de táxis
Equipamentos: Bilheteiras e/ou máquinas de venda de bilhetes Lavabos Telefones públicos Caixas Multibanco Parque de estacionamento Sala de espera Acesso para pessoas de mobilidade reduzida
Website:

DescriçãoEditar

LocalizaçãoEditar

A estação encontra-se junto à Avenida Miguel Torga, na Freguesia de Algueirão - Mem Martins.[3]

Vias de circulação e plataformasEditar

Em Janeiro de 2011, apresentava três vias de circulação, tendo duas 226 m de extensão, e a restante, 220 m; as plataformas tinham todas 221 m de comprimento e 90 cm de altura.[4]

Edifício de passageirosEditar

A estação de Mercês possuía um edifício de passageiros, que foi construído no estilo tradicional português.[5]

HistóriaEditar

 
Aviso de 1899, sobre uma alteração no serviço no apeadeiro de Mercês, por ocasião da feira.

InauguraçãoEditar

Esta interface situa-se no troço original da Linha de Sintra, entre Alcântara-Terra e Sintra, que entrou à exploração no dia 2 de Abril de 1887.[6]

Século XXEditar

Esta interface recebeu, em conjunto com a Estação da Amadora, o sexto prémio no concurso do ajardinamento da Linha de Sintra de 1934.[7] No concurso de 1936, conseguiu ganhar o terceiro prémio.[8]

Durante o processo de modernização e electrificação das Linhas do Norte, Cintura e Sintra, foi instalado um equipamento de sinalização do tipo electromecânico na estação de Mercês, no sistema Jeumont.[9] A electrificação foi inaugurada em 28 de Abril de 1957.[10]

CP-USGL + CP-Reg + Soflusa + Fertagus
(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros na Grande Lisboa)
Serviços:   Cascais (CP)  Sintra (CP)  Azambuja (CP)
  Sado (CP+Soflusa)  CP Regional (R+IR)  Fertagus
 
             
 
(n) Azambuja 
               
 Praias do Sado-A (u)
(n) Espadanal da Azambuja 
               
 Praça do Quebedo (u)
(n) Vila Nova da Rainha 
             
 Setúbal (u)
**(n) Carregado 
     
 
 
     
 Palmela (u)
(n) Castanheira do Ribatejo 
             
 Venda do Alcaide (u)
(n) Vila Franca de Xira 
       
 
 
 Pinhal Novo (u)(a)
(n) Alhandra 
             
 Penteado (a)
(n) Alverca 
               
 Moita (a)
(n) Póvoa 
               
 Alhos Vedros (a)
(n) Santa Iria 
               
 Baixa da Banheira (a)
(n) Bobadela 
               
 Lavradio (a)
(n) Sacavém 
               
 Barreiro-A (a)
(n) Moscavide 
               
 Barreiro (a)
(n) Oriente 
           
 (Soflusa)
(n)(z) Braço de Prata 
         
 
 
 Terreiro do Paço (a)
 
 
 
 
 
 
 
 
 Penalva (u)
(n)(ẍ) Santa Apolónia 
 
 
 
 
 
       
 Coina (u)
(z) Marvila 
 
         
 Fogueteiro (u)
(z) Roma-Areeiro 
           
 Foros de Amora (u)
(z) Entrecampos 
           
 Corroios (u)
(z)(7) Sete Rios 
           
 Pragal (u)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Campolide (z)(s)(u)*
(s) Benfica 
             
 Rossio (s)
(s) Santa Cruz-Damaia 
             
 Cais do Sodré (c)
(s) Reboleira 
             
 Santos (c)
(z) Alcântara-Terra 
 
 
 
 
   
 Alcântara-Mar (c)
(s) Amadora 
               
 Belém (c)
(s) Queluz-Belas 
               
 Algés (c)
(s) Monte Abraão 
               
 Cruz Quebrada (c)
(s) Massamá-Barcarena 
               
 Caxias (c)
(s)(o) Agualva-Cacém 
               
 Paço de Arcos (c)
 
 
 
         
 Santo Amaro (c)
(o) Mira Sintra-Meleças 
               
 Rio de Mouro (s)
(s) Mercês 
             
 Oeiras (c)
(s) Algueirão - Mem Martins 
             
 Carcavelos (c)
(s) Portela de Sintra 
             
 Parede (c)
(s) Sintra 
             
 São Pedro Estoril (c)
(o) Telhal 
           
 São João Estoril (c)
(o) Sabugo 
           
 Estoril (c)
(o) Pedra Furada 
           
 Monte Estoril (c)
(o) Mafra 
           
 Cascais (c)
(o) Malveira 
   
 
   
 Jerumelo (o)**

2015-2019 []

Linhas: a L.ª Alentejoc L.ª Cascaiss L.ª Sintra C.ª X.
n L.ª Norteo L.ª Oestez L.ª Cinturau L.ª Sul7 C.ª 7 R.
(*) vd. Campolide-A   (**)   continua além z. tarif. Lisboa

Fonte: Página oficial, 2020.06

Na década de 1990, estava prevista a construção de uma nova estação das Mercês, de forma a permitir a criação de uma nova família de comboios a partir desta estação e aumentar a oferta no troço até ao Cacém, projecto que se inseria no âmbito do programa da modernização da Linha de Sintra.[11]

Ver tambémEditar

Referências

  1. (I.E.T. 50/56) 56.º Aditamento à Instrução de Exploração Técnica N.º 50 : Rede Ferroviária Nacional. IMTT, 2011.10.20
  2. Instrução de exploração técnica nº 2 : Índice dos textos regulamentares em vigor. IMTT, 2012.11.06
  3. «Mercês». Comboios de Portugal. Consultado em 22 de Novembro de 2014 
  4. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. pp. 71–85 
  5. NUNES, José (16 de Junho de 1949). «A Via e Obras nos Caminhos de Ferro em Portugal» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 62 (1476). pp. 418–422. Consultado em 23 de Setembro de 2014 
  6. TORRES, Carlos (16 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1682). pp. 61–64. Consultado em 22 de Setembro de 2014 
  7. «O Ajardinamento da Linha de Sintra» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 46 (1116). 16 de Junho de 1934. 309 páginas. Consultado em 23 de Agosto de 2010 
  8. «Ajardinamento da Linha de Sintra» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 48 (1164). 16 de Junho de 1936. 338 páginas. Consultado em 23 de Setembro de 2014 
  9. MARTINS et al, p. 158
  10. CIPRIANO, Carlos (29 de Abril de 2001). «Comboios eléctricos de Sintra arrancaram há 45 anos». Público. 12 (4058). Lisboa: Público - Comunicação Social, S. A. 50 páginas 
  11. MARTINS et al, p. 158

BibliografiaEditar

  • MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 
 
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Ligações externasEditar