Estação Ferroviária de Alfarelos

estação ferroviária em Portugal

A Estação Ferroviária de Alfarelos, originalmente denominada de Alfarellos, e igualmente conhecida como de Alfarelos - Granja do Ulmeiro, é uma gare ferroviária situada na freguesia de Granja do Ulmeiro, no concelho de Soure, em Portugal. Enquanto ponto de entroncamento do Ramal de Alfarelos na Linha do Norte, faz uma ligação ferroviária importante entre Coimbra, Figueira da Foz, Porto, e Lisboa.

Alfarelos
vista da estação Estação de Alfarelos, em 2008
Identificação:[1] 35006 ALF (Alfarelos)
Denominação: Estação de Alfarelos
Administração: Infraestruturas de Portugal (centro)[2]:3.3.3.2
Classificação: E (estação)[3]
Linha(s):
Altitude: 10 m (a.n.m)
Coordenadas: 40°9′54.48″N × 8°38′3.24″W

(≍+40.16513;−8.63423)

(mais mapas: 40° 09′ 54,48″ N, 8° 38′ 03,24″ O)
Concelho: bandeiraSoure
Serviços: IC IR R UC
Conexões:
Ligação a autocarros
7459
Serviço de táxis
SRE
Equipamentos: Bilheteiras ou máquinas de venda de bilhetes Sala de espera Lavabos adaptados Lavabos Acesso para pessoas de mobilidade reduzida
Endereço: Rua da Estação, s/n
PT-3130-080 Granja do Ulmeiro SRE
Diagrama:
Website:
Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre a estação de Alfarelos, também conhecida como Granja do Ulmeiro. Se procura a estação com nome semelhante, veja Estação Ferroviária de Granja.
Torre de água da estação de Alfarelos em fundo à placa tononímica da Granja do Ulmeiro.

DescriçãoEditar

 
A Estação de Alfarelos localiza-se junto à margem esquerda do Mondego, no extremo norte da povoação de Granja do Ulmeiro.

Localização e acessosEditar

Esta interface situa-se junto à Rua da Estação, na localidade de Granja do Ulmeiro:[4] Apesar da denominação da estação, a aldeia e sede de freguesia de Alfarelos situa-se a sudoeste desta a uma distância de 3 km (desnível acumulado de +59−8 m).[5].

Caracterização físicaEditar

Em Janeiro de 2011, tinha cinco vias de circulação, que apresentavam comprimentos entre os 350 e 430 m, enquanto que e as plataformas tinham 305 a 384 m de extensão, e 30 a 50 cm de altura.[6] O edifício de passageiros situa-se do lado noroeste da via da Linha do Norte (lado esquerdo do sentido ascendente, a Porto-Campanhã)[7][8] e do lado sudeste da via terminal do Ramal de Alfarelos (lado esquerdo do sentido descendente, a Bifurcação de Lares).[9]

HistóriaEditar

Século XIXEditar

Planeamento e inauguraçãoEditar

Em 14 de Janeiro de 1861, o Conselho de Obras Públicas emitiu um parecer sobre o percurso da futura Linha do Norte entre Pombal e Coimbra, onde aprovou várias modificações que a empresa construtora tinha proposto em relação ao plano original do engenheiro Wattier.[10] O novo traçado passava junto à povoação de Granja do Ulmeiro, que iria ser servida por uma estação em Formoselha.[10] A estação de Alfarelos faz parte do lanço da Linha do Norte entre Soure e Taveiro, que entrou ao serviço em 7 de Julho de 1864, pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.[11]

Ligação ao Ramal de AlfarelosEditar

 
Comboio de mercadorias com a torre de sinalização em fundo.

Em 1882, a Companhia Real apresentou uma proposta para uma linha entre Lisboa (em Alcântara) e a Figueira da Foz, com um ramal para a Estação de Alfarelos,[12] de forma a uni-la à Linha do Norte[13] e a Coimbra.[14] Este empreendimento foi contratado com o governo em 23 de Novembro de 1883,[14] tendo a resultante Linha do Oeste sido concluída com a entrada ao serviço das estações de Leiria e Figueira da Foz, em 17 de Julho de 1888.[12] O ramal para Alfarelos, com início em Amieira, entrou ao serviço em 8 de Junho de 1889.[12]

 
O dormitório inaugurado em 13 de Abril de 1933.

Século XXEditar

Em 1 de Fevereiro de 1903, a Gazeta dos Caminhos de Ferro noticiou que a Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses tinha ordenado que fossem colocados semáforos do sistema Nunes Barbosa na estação de Alfarelos.[15] Em finais do mesmo ano, ocorreu um descarrilamento em Soure, tendo o comboio de socorro partido de Alfarelos.[16] Em 16 de Fevereiro de 1905, a Gazeta dos Caminhos de Ferro relatou que uma automotora foi posta nos serviços entre São Martinho do Porto, Figueira da Foz e Alfarelos.[17] Em 26 de Outubro de 1908, foi duplicada a via entre Alfarelos e Coimbra-B.[18]

Em 1932, foi instalado um dormitório na estação de Alfarelos, com capacidade para 52 camas.[19] A 13 de Abril de 1933, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses inaugurou um outro dormitório, destinado ao pessoal de trens e revisão, cuja construção foi dirigida e fiscalizada pelo engenheiro-chefe da Companhia, Luís Alexandre da Cunha, tendo sido considerada nessa altura como uma das melhores do seu tipo dentro da empresa.[20] Em 1934, a estação foi alvo de grandes obras de reparação, e foi instalado um posto médico.[21]

Em 1945, o arquitecto Cottinelli Telmo desenhou o armazém de víveres de Alfarelos, que foi inaugurado em 1947.[22] Este edifício demarcou-se por apresentar uma mistura de estilos, onde as formas modernistas eram temperadas por vários elementos de cariz mais tradicional.[22] Em 4 de Outubro de 1948, realizou-se uma viagem experimental das novas locomotivas da Série 1500, entre Entrecampos e Vila Nova de Gaia, com uma paragem em Alfarelos.[23]

 
Alfa Pendular, Série 4000 da CP, na Estação de Alfarelos, em 2014.

Na noite de 15 de Novembro de 1953, uma locomotiva que estava em Alfarelos para ser abastecida de carvão começou a circular sozinha, tendo seguido descontrolada até Amial, onde um fogueiro conseguiu entrar na cabina e dominar a máquina.[24] Em Setembro de 1956, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses organizou um comboio especial, para transportar o tabuleiro da Ponte do Pano até Seiça, para ser utilizada na duplicação da ponte.[25] O comboio especial foi parando em várias estações pelo caminho para passar a noite, tendo circulado entre Mogofores e Alfarelos no dia 26, e de Alfarelos a Pombal no dia seguinte.[25]

Em 1961, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses tinha 14 comboios de passageiros entre Alfarelos e as Caldas da Rainha, sete em cada sentido.[26] A estação de Alfarelos possuía um depósito, ao qual estiveram afectas as locomotivas da Série 0201 a 0224, que rebocavam os comboios de cimento entre Martingança e Alfarelos; no início da Década de 1960, estas locomotivas foram transferidas para os depósitos do Entroncamento e Barreiro.[27]

No âmbito do II Plano de Fomento, que decorreu de 1968 a 1973, estava previsto um quadro de investimentos no transporte ferroviário, incluindo a electrificação da via férrea até à Figueira da Foz.[28] Nos finais da Década de 1980, a operadora Caminhos de Ferro Portugueses lançou um novo programa de modernização da Linha do Norte, onde estava planeada, entre outras obras, a quadruplicação da via férrea entre Alfarelos e Taveiro.[29]

 
Edifício provisório de passageiros, em 2006.

Século XXIEditar

Em 2001, foi demolido o edifício de passageiros, tendo sido construído um temporário no seu lugar.[30] Estimava-se que a construção do edifício de passageiros definitivo, prevista no âmbito de um projecto de modernização da Linha do Norte da Rede Ferroviária Nacional, se iniciasse no quarto trimestre de 2010, e que estaria terminada no final de 2012.[30]

Em Setembro de 2007, um passageiro ficou ferido ao tentar sair de um comboio Alfa Pendular em movimento, na estação de Alfarelos.[31] Em 21 de Janeiro de 2013, dois comboios colidiram nesta estação, provocando 25 feridos,[32][33] e cortando a circulação neste lanço da Linha do Norte durante três dias.[34]

Referências literáriasEditar

Uma cena no romance Esteiros, de Soeiro Pereira Gomes, publicado em 1941, é passada na estação de Alfarelos:

Os valadores embarcaram no comboio correio, em Alfarelos, depois de um dia inteiro de preparos e recomendações. »« Deram voltas às courelas, em despedida. Ficava-lhes ali o pensamento. »« A Rita Pinta veio ainda à estação lembrar recados para o marido.
— Soeiro Pereira Gomes, Esteiros, p. 138
Comboios em Coimbra
(Serviços ferroviários pesados suburbanos e
regionais de passageiros, na região de Coimbra)

      em operação •   extinto em 2010
  ext. anunc. 2020 •     extinto em 2009


 
   
 
(ã) Lobazes 
   
 Moinhos (ã)
(ã) Miranda do Corvo 
   
 Trémoa (ã)
(ã) Padrão 
   
 Vale de Açor (ã)
(ã) Meiral 
   
 Ceira (ã)
(ã) Lousã-A 
   
 Conraria (ã)
(ã) Lousã 
   
 Carvalhosas (ã)
(ã) Prilhão-Casais 
   
 S. José (Calhabé) (ã)
(ã) Serpins 
 
 
 Coimbra-Parque (ã)
(ã) Coimbra 
 
 
 
 
 
 
       
 
 
 
 
 
   
 
 
 
(ã)(n) Coimbra-B   
(n) Souselas 
       
 
 
 
(f)(n) Pampilhosa 
   
 Bencanta (n)
(f) Mala 
   
 Espadaneira (n)
(f) Silvã-Feiteira 
   
 Casais (n)
(f) Enxofães 
   
 Taveiro (n)
(f) Murtede 
   
 V. Pouca Campo (n)
(f) Cordinhã 
   
 Amial (n)
(f) Cantanhede 
   
 Pereira (n)
(f) Limede-Cadima 
   
 Formoselha
(f) Casal 
   
 Alfarelos (a)(n)
(f) Arazede 
   
 Montemor (a)
(f) Bebedouro 
   
 Marujal (a)
(f) Liceia 
   
 Verride (a)
(f) Santana-Ferreira 
   
 Reveles (a)
(f) Costeira 
   
 Bif. de Lares (a)(o)
(f) Alhadas 
   
 Lares (o)
(f) Carvalhal 
   
 Fontela (o)
(f) Maiorca 
   
 Fontela-A (o)
 
   
 Figueira da Foz (f)(o)

Ver tambémEditar

Referências

  1. (I.E.T. 50/56) 56.º Aditamento à Instrução de Exploração Técnica N.º 50 : Rede Ferroviária Nacional. IMTT, 2011.10.20
  2. Diretório da Rede 2021. IP: 2019.12.09
  3. Instrução de exploração técnica nº 2 : Índice dos textos regulamentares em vigor. IMTT, 2012.11.06
  4. «Alfarelos - Linha do Norte». Infraestruturas de Portugal. Consultado em 28 de Outubro de 2017 [ligação inativa] 
  5. OpenStreetMaps / GraphHopper. «Cálculo de distância pedonal». Consultado em 20 de maio de 2022 
  6. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85 
  7. (anónimo): Mapa 20 : Diagrama das Linhas Férreas Portuguesas com as estações (Edição de 1985), CP: Departamento de Transportes: Serviço de Estudos: Sala de Desenho / Fergráfica — Artes Gráficas L.da: Lisboa, 1985
  8. Diagrama das Linhas Férreas Portuguesas com as estações (Edição de 1988), C.P.: Direcção de Transportes: Serviço de Regulamentação e Segurança, 1988
  9. Sinalização da estação de Alfarelos” («diagrama do fascículo n.º 12 anexo à I.G. n.º 29»), 1971
  10. a b ABRAGÃO, Frederico de Quadros (16 de Setembro de 1956). «No Centenário dos Caminhos de Ferro em Portugal: Algumas notas sobre a sua história» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 69 (1650). p. 407-424. Consultado em 25 de Setembro de 2017 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  11. TORRES, Carlos Manitto (1 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 70 (1681). p. 9-12. Consultado em 12 de Março de 2015 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  12. a b c TORRES, Carlos Manitto (16 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 70 (1682). p. 61-64. Consultado em 13 de Março de 2014 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  13. REIS et al, 2006:12
  14. a b SOUSA, José Fernando de (16 de Junho de 1940). «Coimbra e os Caminhos de Ferro» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 52 (1260). p. 371-373. Consultado em 14 de Outubro de 2014 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  15. «Linhas Portuguezas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 16 (363). 1 de Fevereiro de 1903. p. 43. Consultado em 17 de Maio de 2010 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  16. «Linhas Portuguezas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 16 (381). 1 de Novembro de 1903. p. 12. Consultado em 17 de Maio de 2010 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  17. «Efemérides» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 51 (1228). 16 de Fevereiro de 1939. p. 135-138. Consultado em 31 de Dezembro de 2018 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  18. NONO, Carlos (1 de Outubro de 1950). «Efemérides ferroviárias» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 63 (1507). p. 353-354. Consultado em 14 de Outubro de 2014 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  19. «O que se fez nos Caminhos de Ferro em Portugal no Ano de 1932» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 46 (1081). 1 de Janeiro de 1933. p. 10-14. Consultado em 27 de Agosto de 2010 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  20. «O novo Dormitório da C. P. em Alfarelos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 46 (1089). 1 de Maio de 1933. p. 21. Consultado em 11 de Maio de 2012 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  21. «O que se fez nos Caminhos de Ferro Portugueses, durante o ano de 1934» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 47 (1130). 16 de Janeiro de 1935. p. 50-51. Consultado em 26 de Setembro de 2012 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  22. a b MARTINS et al, 1996:134
  23. «A primeira locomotiva eléctrica da C. P. já fez, com grande êxito, duas viagens experimentais» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 60 (1460). 16 de Outubro de 1948. p. 550-551. Consultado em 6 de Abril de 2014 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  24. «Uma locomotiva, sem governo, percorreu dez quilómetros, em grande velocidade» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 66 (1583). 1 de Dezembro de 1953. p. 344. Consultado em 18 de Agosto de 2015 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  25. a b «Uma ponte em viagem deslizando sobre as linhas férreas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 69 (1651). 1 de Outubro de 1956. p. 449. Consultado em 12 de Outubro de 2017 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  26. SILVA et al, 1961:1987
  27. SILVA, José (2005). «Série 0201 a 0224». O Foguete. Ano 4 (15). Entroncamento: Associação de Amigos do Museu Nacional Ferroviário. p. 37-39. ISSN 1647-7073 
  28. SARAIVA e GUERRA, 1998:167
  29. MARTINS et al, 1996:208
  30. a b MESQUITA, Raquel. «Próxima paragem… Nova Estação de Alfarelos». As Beiras Online. Consultado em 17 de Maio de 2010 [ligação inativa] 
  31. «Acidente na Estação de Alfarelos». Notícias de Soure. 13 de Setembro de 2007. Consultado em 17 de Maio de 2010 
  32. «Relatório sobre desastre ferroviário de Alfarelos chega ao Governo». Rádio e Televisão de Portugal. 25 de Janeiro de 2013. Consultado em 31 de Janeiro de 2013 
  33. «Linha do norte reabre nesta quinta-feira». Público. 24 de Janeiro de 2013. Consultado em 31 de Janeiro de 2013 
  34. «CP: Circulação ferroviária em pleno na Linha do Norte». Campeão das Províncias. 24 de Janeiro de 2013. Consultado em 31 de Janeiro de 2013 

BibliografiaEditar

  • GOMES, Soeiros Pereira (1979) [1941]. Esteiros 4.ª ed. Lisboa: Editoral «Avante!». 184 páginas 
  • MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 
  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 
  • SARAIVA, José Hermano; GUERRA, Maria (1998). Diário da História de Portugal. Volume 3 de 3. Lisboa: Difusão Cultural. 208 páginas. ISBN 972-709-060-5 
  • SILVA, Carlos; ALARCÃO, Alberto e CARDOSO, António (1961). A Região a Oeste da Serra dos Candeeiros. Estudo económico-agrícola dos concelhos de Alcobaça, Nazaré, Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. 767 páginas 

Leitura recomendadaEditar

  • ANTUNES, J. A. Aranha; et al. (2010). 1910-2010: o caminho de ferro em Portugal. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e REFER - Rede Ferroviária Nacional. 233 páginas. ISBN 978-989-97035-0-6 
  • CERVEIRA, Augusto; CASTRO, Francisco Almeida e (2006). Material e tracção: os caminhos de ferro portugueses nos anos 1940-70. Col: Para a História do Caminho de Ferro em Portugal. Volume 5. Lisboa: CP-Comboios de Portugal. 270 páginas. ISBN 989-95182-0-4 
  • LOPES, Ernâni Rodrigues (2001). De 1974 a 1986: o prelúdio às transformações do final do séc. XX. Col: Para a História do Caminho de Ferro em Portugal. Volume 3. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 269 páginas. ISBN 972-97046-4-3 
  • VILLAS-BOAS, Alfredo Vieira Peixoto de (2010) [1905]. Caminhos de Ferro Portuguezes. Lisboa e Valladollid: Livraria Clássica Editora e Editorial Maxtor. 583 páginas. ISBN 8497618556 
  • QUEIRÓS, Amílcar (1976). Os Primeiros Caminhos de Ferro de Portugal: As Linhas Férreas do Leste e do Norte. Coimbra: Coimbra Editora. 45 páginas 
  • SALGUEIRO, Ângela (2008). A Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses: 1859-1891. Lisboa: Univ. Nova de Lisboa. 145 páginas 
  • ANTUNES, Paulo Jorge Francisco. Granja do Ulmeiro e o Caminho de Ferro: paradigma de desenvolvimento local (Tese de Trabalho apresentado na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra no âmbito do Seminário Científico-Pedagógico – História Património Industrial, Investigação e Ensino). Coimbra: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra 
 
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Ligações externasEditar

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