Estação Ferroviária de Algés

estação ferroviária em Portugal

A Estação Ferroviária de Algés é uma interface da Linha de Cascais, que serve a freguesia de Algés, no concelho de Oeiras, em Portugal. A estação conta com três linhas e uma passagem inferior pedonal, efectuando paragem aqui todos os comboios da Linha de Cascais.

Algés
BSicon BAHN.svg
Estação de Algés, em 2020.
Identificação:[1] 69088 ALG (Algés)
Denominação: Estação de Algés
Classificação: E (estação)[2]
Coordenadas:
38° 41′ 54,31″ N, 9° 13′ 46,19″ O
Concelho: bandeiraOeiras
Linha(s): Linha de Cascais (PK 7,805)
Coroa: L (navegante rede)
Serviços:
Estação anterior Comboios de Portugal Comboios de Portugal Estação seguinte
Belém
Cais do Sodré
  CP Lisboa
Linha de Cascais
  Cruz Quebrada
Oeiras
    Cruz Quebrada
Cascais
Alcântara-Mar
Cais do Sodré
    Oeiras
Cascais

1980s:
Cascais todas Cascais rápido São Pedro rápido Oeiras todas Oeiras semi-rápido Algés todas
Conexões: 010 020 060  12   20  114 149 15E 162 201 723 729 750 751 776 Serviço de táxis
Equipamentos: Bilheteiras e/ou máquinas de venda de bilhetes Caixas Multibanco Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Parque de estacionamento
Inauguração:
  • original: 30 de Setembro de 1889 (há 131 anos)
  • novo traçado: 18 de Junho de 1940 (há 80 anos)
Website:
Plataformas da estação de Algés, em 2007.

DescriçãoEditar

Localização e acessosEditar

Esta interface tem acesso pelo epónimo Largo da Estação, na localidade de Algés.[3] Apesar da estação estar localizada integralmente dentro dos limites do município de Oeiras, a C.P. considera-a uma estação intermunicipal para fins tarifários, sendo utilizável por passageiros portadores de títulos válidos apenas para o concelho de Lisboa.[4]

Vias e plataformasEditar

Em Janeiro de 2011, apresentava três vias de circulação, com 261, 239 e 233 m de comprimento; as plataformas tinham todas 110 cm de altura, e 200 m de extensão.[5]

 
Elétrico da Carris com destino a Algés, em inícios do séc.XX.

HistóriaEditar

 Ver artigo principal: História da Linha de Cascais

Século XIXEditar

Esta interface insere-se no troço entre Cascais e Pedrouços da Linha de Cascais, que foi inaugurado em 30 de Setembro de 1889, desde logo com via dupla, pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.[6] O edifício da estação foi instalado junto ao entroncamento da antiga estrada de Carnaxide com a Estrada Real.[7] A chegada do caminho de ferro trouxe um grande desenvolvimento a Algés, que deixou de ser uma simples aldeia, tendo-se tornado um arrabalde elegante da capital.[8]

Em 1896, A Companhia Real previa a instalação de iluminação a gás em várias estações da Linha de Cascais, incluindo a de Algés.[9]

Século XXEditar

Em 1901, foi eletrificada a linha da CCFL que ligava Algés (=“Ribamar”) ao centro de Lisboa (atual 15E), até então a tração animal.[10]

Em 16 de Março de 1902, a Gazeta dos Caminhos de Ferro noticiou que tinha sido instalada na estação de Algés, a título experimental, uma sineta que avisava com antecedência da partida dos comboios para o Cais do Sodré.[11]

Em 1913, existiam carreiras de diligências entre a estação de Algés e as localidades de Algés de Cima, Carnaxide, Linda-a-Pastora e Linda-a-Velha.[12]

Em 7 de Agosto de 1918, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses arrendou a gestão da Linha de Cascais à Sociedade Estoril, que devia proceder à sua modernização e electrificação; no âmbito deste projecto, concluído em 1926, foram substituídas várias estações, incluindo a de Algés.[13] Em 1933, efectuaram-se trabalhos de conservação no edifício da estação.[14]

 
A nova estação de Algés (em 2010).

Em 1940, a Sociedade Estoril alterou o traçado da Linha de Cascais entre a Cruz Quebrada e Alcântara-Mar, devido à prepração da Exposição do Mundo Português, da instalação das avenidas do Porto e da Índia e da construção das novas estações de Algés, Pedrouços e Belém.[15] O novo traçado entre o Bom Sucesso e o Dafundo foi inaugurado em 18 de Junho de 1940, embora a Gazeta dos Caminhos de Ferro de 1 de Julho de 1940 informado que ainda estava em obras a nova estação de Algés.[16]

Século XXIEditar

Em Junho de 2010, uma mulher foi colhida por um comboio no interior da estação de Algés, tendo sofrido apenas ferimentos ligeiros.[17]

Em 29 de Abril de 2011, as catenárias em Paço de Arcos foram danificadas por uma forte queda de granizo, obrigando ao encerramento provisório do troço entre Algés e Oeiras.[18]

CP-USGL + CP-Reg + Soflusa + Fertagus
(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros na Grande Lisboa)
Serviços:   Cascais (CP)  Sintra (CP)  Azambuja (CP)
  Sado (CP+Soflusa)  CP Regional (R+IR)  Fertagus
 
             
 
(n) Azambuja 
               
 Praias do Sado-A (u)
(n) Espadanal da Azambuja 
               
 Praça do Quebedo (u)
(n) Vila Nova da Rainha 
             
 Setúbal (u)
**(n) Carregado 
     
 
 
     
 Palmela (u)
(n) Castanheira do Ribatejo 
             
 Venda do Alcaide (u)
(n) Vila Franca de Xira 
       
 
 
 Pinhal Novo (u)(a)
(n) Alhandra 
             
 Penteado (a)
(n) Alverca 
               
 Moita (a)
(n) Póvoa 
               
 Alhos Vedros (a)
(n) Santa Iria 
               
 Baixa da Banheira (a)
(n) Bobadela 
               
 Lavradio (a)
(n) Sacavém 
               
 Barreiro-A (a)
(n) Moscavide 
               
 Barreiro (a)
(n) Oriente 
           
 (Soflusa)
(n)(z) Braço de Prata 
         
 
 
 Terreiro do Paço (a)
 
 
 
 
 
 
 
 
 Penalva (u)
(n)(ẍ) Santa Apolónia 
 
 
 
 
 
       
 Coina (u)
(z) Marvila 
 
         
 Fogueteiro (u)
(z) Roma-Areeiro 
           
 Foros de Amora (u)
(z) Entrecampos 
           
 Corroios (u)
(z)(7) Sete Rios 
           
 Pragal (u)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Campolide (z)(s)(u)*
(s) Benfica 
             
 Rossio (s)
(s) Santa Cruz-Damaia 
             
 Cais do Sodré (c)
(s) Reboleira 
             
 Santos (c)
(z) Alcântara-Terra 
 
 
 
 
   
 Alcântara-Mar (c)
(s) Amadora 
               
 Belém (c)
(s) Queluz-Belas 
               
 Algés (c)
(s) Monte Abraão 
               
 Cruz Quebrada (c)
(s) Massamá-Barcarena 
               
 Caxias (c)
(s)(o) Agualva-Cacém 
               
 Paço de Arcos (c)
 
 
 
         
 Santo Amaro (c)
(o) Mira Sintra-Meleças 
               
 Rio de Mouro (s)
(s) Mercês 
             
 Oeiras (c)
(s) Algueirão - Mem Martins 
             
 Carcavelos (c)
(s) Portela de Sintra 
             
 Parede (c)
(s) Sintra 
             
 São Pedro Estoril (c)
(o) Telhal 
           
 São João Estoril (c)
(o) Sabugo 
           
 Estoril (c)
(o) Pedra Furada 
           
 Monte Estoril (c)
(o) Mafra 
           
 Cascais (c)
(o) Malveira 
   
 
   
 Jerumelo (o)**

2015-2019 []

Linhas: a L.ª Alentejoc L.ª Cascaiss L.ª Sintra C.ª X.
n L.ª Norteo L.ª Oestez L.ª Cinturau L.ª Sul7 C.ª 7 R.
(*) vd. Campolide-A   (**)   continua além z. tarif. Lisboa

Fonte: Página oficial, 2020.06

No dia 8 de Fevereiro de 2013, uma composição descarrilou quando estava a chegar à estação de Algés, vinda de Cascais, sem fazer quaisquer feridos.[19]

Ver tambémEditar

Referências

  1. (I.E.T. 50/56) 56 º Aditamento à Instrução de Exploração Técnica N.º 50 : Rede Ferroviária Nacional. IMTT, 2011.10.20
  2. Instrução de exploração técnica nº 2 : Índice dos textos regulamentares em vigor. IMTT, 2012.11.06
  3. «Algés». Comboios de Portugal. Consultado em 12 de Novembro de 2014 
  4. Comboios Urbanos de Lisboa Lisboa: C.P., 2020.01
  5. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85 
  6. TORRES, Carlos Manitto (16 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1682). p. 61-64. Consultado em 27 de Fevereiro de 2013 
  7. COLAÇO e ARCHER, 1999:33
  8. COLAÇO e ARCHER, 1999:78
  9. «Há Quarenta Anos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 48 (1161). 16 de Maio de 1936. p. 259. Consultado em 27 de Fevereiro de 2013 
  10. CALADO, 2010:10
  11. «Linhas Portuguezas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 16 (342). 16 de Março de 1902. p. 92. Consultado em 27 de Fevereiro de 2013 
  12. «Serviço de Diligencias». Guia official dos caminhos de ferro de Portugal. 39 (168). Outubro de 1913. p. 152-155. Consultado em 12 de Fevereiro de 2018 
  13. «Sociedade "Estoril"» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 62 (1476). 16 de Junho de 1949. p. 423-425. Consultado em 21 de Outubro de 2014 
  14. «O que se fez nos Caminhos de Ferro em Portugal no Ano de 1933» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1106). 16 de Janeiro de 1934. p. 49-52. Consultado em 14 de Março de 2015 
  15. «O que se fez em Caminhos de Ferro no ano de 1940» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 53 (1274). 16 de Janeiro de 1941. p. 83-88. Consultado em 1 de Janeiro de 2019 
  16. «Linhas Portuguesas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 52 (1261). 1 de Julho de 1940. p. 500. Consultado em 1 de Janeiro de 2019 
  17. «Mulher colhida por comboio em Algés». TVI 24. 13 de Junho de 2010. Consultado em 14 de Março de 2015 [ligação inativa] 
  18. «Linha de Cascais só normaliza na madrugada». Jornal i. 29 de Abril de 2011. Consultado em 14 de Março de 2015 [ligação inativa] 
  19. «Comboios descarrilam em Caxias e Algés». Correio da Manhã. 8 de Fevereiro de 2013. Consultado em 14 de Março de 2015 

BibliografiaEditar

  • CALADO, Maria (2010). Lisboa: Roteiros Republicanos. Col: Roteiros republicanos. Matosinhos: Quidnovi, Edição e Conteúdos, S. A. e Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República. 128 páginas. ISBN 978-989-554-730-2 
  • COLAÇO, Branca; ARCHER, Maria (1999). Memórias da Linha de Cascais. Cascais: Câmaras Municipais de Cascais e Oeiras. 370 páginas. ISBN 972-637-066-3 
 
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Ligações externasEditar

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