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Estação Ferroviária de Amoreiras-Odemira

A Estação Ferroviária de Amoreiras-Odemira, originalmente conhecida como São Martinho das Amoreiras e depois apenas como Amoreiras, é uma interface encerrada da Linha do Sul, que servia as localidades de São Martinho das Amoreiras e Odemira, no Distrito de Beja, em Portugal.

Amoreiras-Odemira
Inauguração 3 de Junho de 1888
Linha(s) Linha do Sul
(PK 226,461)
Coordenadas 37° 41′ N 8° 24′ W
Concelho Odemira
Serviços Ferroviários Sem serviços
Serviços Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Telefones públicos

Índice

CaracterizaçãoEditar

Em Janeiro de 2011, possuía duas vias de circulação, ambas com 611 m de comprimento, e contava com duas plataformas, tendo a primeira 65 a 30 cm de altura e 70 a 58 m de comprimento, e a segunda 65 cm de altura e 70 m de comprimento.[1]

HistóriaEditar

 
Mapa dos caminhos de ferro em 1895, onde esta estação surge com o nome de São Martinho das Amoreiras.

Planeamento, construção e inauguraçãoEditar

O troço entre Casével e Amoreiras entrou ao serviço em 3 de Junho de 1888, tendo esta estação sido o terminal provisório do Caminho de Ferro do Sul[2] até 1 de Julho de 1889, data em que abriu a secção seguinte, até Faro.[3] Originalmente denominava-se de Amoreiras, sendo o nome de Odemira atribuído à Estação de Luzianes.[4]

Vias rodoviáriasEditar

Devido à falta de estradas entre estas duas estações e a vila de Odemira, o caminho de ferro não pôde servir convenientemente este concelho, nos primeiros anos.[4] Em 1901, estava a ser estudada a Estrada Distrital n.º 190, de Castro Verde a Colos por Ourique, que passaria junto à estação de Amoreiras.[5] No entanto, em 1903 esta estação ainda não estava ligada à vila, por via rodoviária.[6] A estrada entre a estação e a localidade de São Martinho das Amoreiras foi construída na Década de 1930[7], tendo sido aprovada, em 1934, a execução de terraplanagens e da camada de fundação desta via.[8]

AmpliaçãoEditar

Um diploma de 7 de Agosto de 1956 da Direcção Geral de Transportes Terrestres, publicado no Diário do Governo n.º 192, II Série, de 14 de Agosto, aprovou o projecto para a expansão e modificação da estação de Amoreiras, e ordenou para isso a expropriação de seis parcelas de terreno, situadas entre os PKs 226,124.40 e 227,643.22.[9]

Ver tambémEditar

Referências

  1. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85 
  2. TORRES, Carlos Manitto (1 de Fevereiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1683). p. 76-78. Consultado em 5 de Novembro de 2014 
  3. «Troços de linhas férreas portuguesas abertas à exploração desde 1856, e a sua extensão» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 69 (1652). 16 de Outubro de 1956. p. 528-530. Consultado em 5 de Novembro de 2014 
  4. a b QUARESMA, 2006:318
  5. «Parte Official» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 16 (366). 16 de Abril de 1903. p. 119-130. Consultado em 19 de Janeiro de 2012 
  6. SOUSA, José Fernando de (16 de Março de 1903). «A Viação ordinaria e as linhas do Estado» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 16 (368). p. 81-82. Consultado em 17 de Agosto de 2015 
  7. «Publicações recebidas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 49 (1177). 1 de Janeiro de 1937. p. 21. Consultado em 23 de Agosto de 2013 
  8. «Junta Autónoma de Estradas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 46 (1112). 16 de Abril de 1934. p. 212-213. Consultado em 21 de Maio de 2013 
  9. «Parte Oficial» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 69 (1649). 1 de Setembro de 1956. p. 399. Consultado em 8 de Outubro de 2017 

BibliografiaEditar

  • QUARESMA, António Martins (2006). Odemira Histórica. Estudos e Documentos. Odemira: Câmara Municipal. 501 páginas. ISBN 972-98168-5-9 

Ligações externasEditar