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Estação Ferroviária de Boliqueime

A Estação Ferroviária de Boliqueime é uma interface ferroviária da Linha do Algarve, que serve a localidade de Boliqueime, no Distrito de Faro, em Portugal.

Boliqueime
Edifício da Estação, em Abril de 2010.
Inauguração 1 de Julho de 1889
Linha(s) L.ª do Algarve (PK 315,611)
Coordenadas 37° 7′ N 8° 9′ W
Concelho Loulé
Serviços Ferroviários Regional

Índice

CaracterizaçãoEditar

Localização e acessosEditar

Esta interface tem acesso pelo Largo da Estação Ferroviária, junto à localidade de Boliqueime.[1]

Serviços e caracterização físicaEditar

Esta estação é utilizada por serviços de tipologia Regional, geridos pela operadora ferroviária Comboios de Portugal.[2]

Em Janeiro de 2011, a estação possuía duas linhas de circulação, ambas com 414 m de comprimento; cada uma das duas gares contava com 45 cm de altura, tendo a primeira 186 m de comprimento, e a segunda, 79 m.[3]

Serviço ferroviárioEditar

Estação anterior   Comboios de Portugal Estação seguinte
Loulé   CP Regional
Linha do Algarve
  Albufeira-Ferreiras
 
Mapa do projecto cancelado para o desvio de Loulé.

HistóriaEditar

 Ver artigo principal: História da Linha do Algarve

A estação de Boliqueime fez parte do projecto para o troço entre Casével e Faro do Caminho de Ferro do Sul; em 1866, os trabalhos de movimentação de terras para a futura instalação da via entre Faro e Boliqueime já se encontravam quase terminadas, e o edifício desta estação já estava construído, mas a construção de via neste troço só se iniciou em finais de 1875, tendo terminado nos finais do ano seguinte.[4] A ligação entre Amoreiras-Odemira e Faro foi inaugurada em 1 de Julho de 1889.[5]

Em 1926, o engenheiro Albino Machado da Encarnação realizou um estudo sobre uma variante na Linha do Sul, de forma a melhor servir a vila de Loulé; este projecto iniciava-se a cerca de 150 metros da estação de Boliqueime, e terminaria junto ao Apeadeiro de Almancil-Nexe.[6]

Em 1933, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses realizou várias obras nesta estação,[7] incluindo a construção de um armazém para mercadorias.[8] Em 1934, a Companhia levou a cabo obras de reparação parciais,[9] e, no dia 1 de Dezembro, a estação passou a fazer o serviço completo de passageiros e mercadorias.[10]

Em Agosto de 2008, um cidadão de nacionalidade alemã foi baleado durante uma tentativa de assalto, quando este se encontrava a sair do comboio nesta estação.[11]

Ver tambémEditar

Referências

  1. «Boliqueime - Linha do Algarve». Infraestruturas de Portugal. Consultado em 13 de Julho de 2015 
  2. «Comboios Regionais Lagos > Vila Real de Santo António > Lagos» (PDF). Comboios de Portugal. 1 de Julho de 2017. Consultado em 1 de Agosto de 2017 
  3. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85 
  4. SANTOS, p. 130-132
  5. TORRES, Carlos Manitto (1 de Fevereiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1683). p. 76-78. Consultado em 7 de Fevereiro de 2014 
  6. «Em Defesa do Património Ferroviário Português» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 51 (1238). 16 de Julho de 1939. p. 329-333. Consultado em 13 de Julho de 2015 
  7. «O que se fez nos Caminhos de Ferro em Portugal no Ano de 1933» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1106). 16 de Janeiro de 1934. p. 49-52. Consultado em 15 de Outubro de 2010 
  8. «Rêde do Sul e Sueste» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1127). 1 de Dezembro de 1934. p. 593-594. Consultado em 13 de Julho de 2015 
  9. «O que se fez nos Caminhos de Ferro Portugueses, durante o ano de 1934» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1130). 16 de Janeiro de 1935. p. 50-51. Consultado em 13 de Julho de 2015 
  10. «Apeadeiro de Areosa e Estação de Boliqueime» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1128). 16 de Dezembro de 1934. p. 611. Consultado em 13 de Julho de 2015 
  11. «Cidadão alemão baleado em Boliqueime». Jornal de Notícias. 25 de Agosto de 2008. Consultado em 15 de Outubro de 2010 [ligação inativa] 

BibliografiaEditar

  • SANTOS, Luís Filipe Rosa (1995). Os Acessos a Faro e aos Concelhos Limítrofes na Segunda Metade do Séc. XIX. Faro: Câmara Municipal. 213 páginas 
 
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Ligações externasEditar