Estação Ferroviária de Caxias

estação ferroviária em Portugal

A Estação Ferroviária de Caxias é uma gare da Linha de Cascais, que serve a localidade de Caxias, no Concelho de Oeiras, em Portugal.

Caxias
Plataformas da estação, em 2020
Identificação:[1] 69120 CXS (Caxias)
Denominação: Estação de Caxias
Classificação: E (estação)[2]
Linha(s): Linha de Cascais (PK 11,763)
Coordenadas:

38° 41′ 55,72″ N, 9° 16′ 27,86″ O

Concelho: bandeiraOeiras
Serviços:
Estação anterior Comboios de Portugal Comboios de Portugal Estação seguinte
Cruz Quebrada
Cais do Sodré
  CP Lisboa
Linha de Cascais
  Paço de Arcos
Oeiras
    Paço de Arcos
Cascais

1980s:
Cascais todas Oeiras todas Oeiras semi-rápido
Coroa: 2
Conexões: 108 117 158
Equipamentos: Serviço de táxis Bilheteiras e/ou máquinas de venda de bilhetes Parque de estacionamento Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Telefones públicos
Website:
Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre a estação na Linha de Cascais, em Portugal. Se procura a estação em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, veja Largo da Estação Férrea. Se procura a estação em Caxias, no Maranhão, veja Ferrovia São Luís–Teresina. Se procura a estação em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, veja Estação Duque de Caxias. Se procura a estação na Linha do Norte, em Portugal, com um nome semelhante, veja Estação Ferroviária de Caxarias.
Vista para nascente aquando do acidente de maio de 2012.
Edifício da estação, em 2020

DescriçãoEditar

Localização e acessosEditar

Situa-se na localidade de Caxias, servindo esta vila e a praia homónima.[3]

Vias e plataformasEditar

Em Janeiro de 2011, contava com duas vias de circulação, com 254 e 265 m de comprimento; as plataformas tinham todas 140 m de extensão, e 110 cm de altura.[4]

 
Horários da Linha de Cascais em 1902, incluindo a estação de Caxias

HistóriaEditar

 Ver artigo principal: História da Linha de Cascais

PlaneamentoEditar

Em 1870, o engenheiro M. A. Thomé de Gamond propôs a construção de um caminho de ferro entre Lisboa e Colares via Cascais e Sintra, e que passaria por Caxias.[5] Um alvará de 9 de Abril de 1887 autorizou a Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses a construir uma linha marginal entre Lisboa e Cascais, tendo as obras começado com o lanço entre Cascais e Alcântara.[5] Este projecto foi defendido pelo engenheiro Pedro Inácio Lopes numa exposição em Junho de 1888, na Associação dos Engenheiros Civis de Portugal, onde deu relevo ao cáracter suburbano da futura linha, tendo proposto a criação de comboios entre o Terreiro do Paço e Caxias.[5]

InauguraçãoEditar

O tramo entre Cascais e Pedrouços foi inaugurado pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses em 30 de Setembro de 1889, desde logo com via dupla.[6]

 
A estação, vista de nascente, em 1935
CP-USGL + CP-Reg + Soflusa + Fertagus
 
             
 
(n) Azambuja 
               
 Praias do Sado-A (u)
(n) Espadanal da Azambuja 
               
 Praça do Quebedo (u)
(n) Vila Nova da Rainha 
             
 Setúbal (u)
**(n) Carregado 
     
 
 
     
 Palmela (u)
(n) Castanheira do Ribatejo 
             
 Venda do Alcaide (u)
(n) Vila Franca de Xira 
       
 
 
 Pinhal Novo (u)(a)
(n) Alhandra 
             
 Penteado (a)
(n) Alverca   Moita (a)
(n) Póvoa   Alhos Vedros (a)
(n) Santa Iria   Baixa da Banheira (a)
(n) Bobadela   Lavradio (a)
(n) Sacavém   Barreiro-A (a)
(n) Moscavide   Barreiro (a)
(n) Oriente   (Soflusa)
(n)(z) Braço de Prata 
         
 
 
 Terreiro do Paço (a)
 
 
 
 
 
 
 
 
 Penalva (u)
(n)(ẍ) Santa Apolónia 
 
 
 
 
 
       
 Coina (u)
(z) Marvila 
 
         
 Fogueteiro (u)
(z) Roma-Areeiro 
           
 Foros de Amora (u)
(z) Entrecampos 
           
 Corroios (u)
(z)(7) Sete Rios 
           
 Pragal (u)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Campolide (z)(s)(u)*
(s) Benfica   Rossio (s)
(s) Santa Cruz-Damaia   Cais do Sodré (c)
(s) Reboleira   Santos (c)
(z) Alcântara-Terra 
 
 
 
 
   
 Alcântara-Mar (c)
(s) Amadora   Belém (c)
(s) Queluz-Belas   Algés (c)
(s) Monte Abraão   Cruz Quebrada (c)
(s) Massamá-Barcarena   Caxias (c)
(s)(o) Agualva-Cacém   Paço de Arcos (c)
 
 
 
         
 Santo Amaro (c)
(o) Mira Sintra-Meleças   Rio de Mouro (s)
(s) Mercês   Oeiras (c)
(s) Algueirão - Mem Martins   Carcavelos (c)
(s) Portela de Sintra   Parede (c)
(s) Sintra   São Pedro Estoril (c)
(o) Telhal 
           
 São João Estoril (c)
(o) Sabugo 
           
 Estoril (c)
(o) Pedra Furada 
           
 Monte Estoril (c)
(o) Mafra 
           
 Cascais (c)
(o) Malveira 
   
 
   
 Jerumelo (o)**

2015-2019 []

Linhas: a L.ª Alentejoc L.ª Cascaiss L.ª Sintra C.ª X.
n L.ª Norteo L.ª Oestez L.ª Cinturau L.ª Sul7 C.ª 7 R.
(*) vd. Campolide-A   (**)   continua além z. tarif. Lisboa

(***) Na Linha do Norte (n): há diariamente dois comboios regionais nocturnos que param excepcionalmente em todas as estações e apeadeiros.
Fonte: Página oficial, 2020.06

Século XXEditar

Em 7 de Agosto de 1908, a Companhia Real assinou um contrato com a Sociedade Estoril, para a exploração da Linha de Cascais.[7]

Em 15 de Agosto de 1926, foi inaugurada a tracção eléctrica na Linha de Cascais.[8]

A Sociedade Estoril realizou obras de reparação nesta interface, em 1933[9] e 1934.[10]

No XI Concurso das Estações Floridas, organizado em 1952 pela CP e pela Repartição de Turismo do Secretariado Nacional de Informação, a estação de Caxias foi premiada com uma menção honrosa simples.[11] sendo o chefe de estação Luís Lourenço de Carvalho.[12]

Em Janeiro de 1977, expirou o contracto com a Sociedade Estoril, pelo que a Linha de Cascais voltou a ser explorada pela empresa Caminhos de Ferro Portugueses.[13]

Ver tambémEditar

Referências

  1. (I.E.T. 50/56) 56.º Aditamento à Instrução de Exploração Técnica N.º 50 : Rede Ferroviária Nacional. IMTT, 2011.10.20
  2. Instrução de exploração técnica nº 2 : Índice dos textos regulamentares em vigor. IMTT, 2012.11.06
  3. «Caxias». Comboios de Portugal. Consultado em 15 de Novembro de 2014 
  4. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85 
  5. a b c MARTINS et al, 1996:29-30
  6. TORRES, Carlos Manitto (16 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1682). p. 61-64. Consultado em 6 de Fevereiro de 2013 
  7. MARTINS et al, 1996:252
  8. MARTINS et al, 1996:99
  9. «O que se fez nos Caminhos de Ferro em Portugal no Ano de 1933» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1106). 16 de Janeiro de 1934. p. 49-52. Consultado em 25 de Novembro de 2011 
  10. «O que se fez nos caminhos de ferro em Portugal, em 1934» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1129). 1 de Janeiro de 1935. p. 27-29. Consultado em 25 de Maio de 2017 
  11. «Ao XI Concurso das Estações Floridas apresentaram-se 78 estações» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 65 (1558). 16 de Novembro de 1952. p. 338. Consultado em 25 de Maio de 2017 
  12. «XI Concurso das Estações Floridas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 66 (1570). 16 de Maio de 1953. p. 112. Consultado em 25 de Maio de 2017 
  13. MARTINS et al, 1996:64

BibliografiaEditar

  • MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 
 
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Ligações externasEditar

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