Abrir menu principal

Estação Ferroviária de Entrecampos

estação ferroviária em Portugal
Entrecampos Logos IP.png
Estação de Entrecampos
Linha(s) Linha de Cintura (PK 5,930)
Coordenadas 38° 44′ 40,44″ N, 9° 08′ 55,2″ O
Concelho Lisboa
Serviços Ferroviários InterCidades
Alfa Pendular
InterRegional
Regional
Urbano
Serviços Ligação a autocarros Serviço de táxis Bilheteiras e/ou máquinas de venda de bilhetes Lavabos Telefones públicos Caixas Multibanco Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Informações - Gabinete de Apoio ao Cliente Guarda de bagagem Linha Amarela do Metropolitano de Lisboa
Localização
Predefinição:Posição mapa
Disambig grey.svg Nota: Para a estação de metropolitano com o mesmo nome, veja Estação Entre Campos.

A Estação de Entrecampos, originalmente conhecida como Entre-Campos, gerida pela Infraestruturas de Portugal, SA, é uma gare intermodal de transportes de Lisboa, servida por comboios da CP e da Fertagus, com ligação mecânica subterrânea ao Metropolitano de Lisboa, na Linha Amarela, e uma dezena de carreiras da Carris. Anexada a esta estação, encontra-se o terminal de Entrecampos Poente, actualmente sem serviço comercial.

Índice

DescriçãoEditar

 
Estação de Entrecampos, vista da Estação Entrecampos-Poente.
 
Comboios na estação de Entrecampos
CP-USGL + Soflusa + Fertagus

(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros na Grande Lisboa)
Serviços:   Sado (CP+Soflusa)  Sintra (CP)
  Fertagus  Azambuja (CP)  Cascais (CP)


(n) Azambuja 
   
 
   
 Praias do Sado-A (u)
(n) Esp. Azambuja 
   
 
   
 Pç. do Quebedo (u)
(n) V. N. Rainha 
   
 
   
 Setúbal (u)
(n) Carregado 
   
 
   
 Palmela (u)
(n) Cast. Ribatejo 
       
 Venda do Alcaide (u)
(n) Vila Franca de Xira 
       
 Pinhal Novo (u)(a)
(n) Alhandra 
       
 Penteado (a)
(n) Alverca 
         
 Moita (a)
(n) Póvoa 
         
 Alhos Vedros (a)
(n) Santa Iria 
         
 Baixa da Banheira (a)
(n) Bobadela 
         
 Lavradio (a)
(n) Sacavém 
         
 Barreiro-A (a)
(n) Moscavide 
         
 Barreiro (a)
(n) Oriente 
       
 (Soflusa)
(n)(z) Braço de Prata 
       
 Terreiro do Paço (a)
(n) Santa Apolónia 
       
 Penalva (u)
(z) Marvila 
       
 Coina (u)
 
       
 Fogueteiro (u)
(z) Roma - Areeiro 
       
 Foros de Amora (u)
(z) Entrecampos 
       
 Corroios (u)
(z)(7) Sete Rios 
       
 Pragal (u)
 
 
 
 
 
 Campolide (z)(s)(u)*
(s) Benfica 
         
 Rossio (s)
(s) Sta. Cruz / Damaia 
         
 Cais do Sodré (c)
(s) Reboleira 
         
 Santos (c)
**(z) Alcântara - Terra 
 
 
 
 
 Alcântara - Mar (c)**
(s) Amadora 
           
 Belém (c)
(s) Queluz - Belas 
           
 Algés (c)
(s) Monte Abraão 
           
 Cruz Quebrada (c)
(s) Massamá-Barcarena 
           
 Caxias (c)
(s)(o) Agualva-Cacém 
           
 Paço de Arcos (c)
(o) Mira Sintra-Meleças 
 
     
 Santo Amaro (c)
(s) Rio de Mouro 
       
 Oeiras (c)
(s) Mercês 
       
 Carcavelos (c)
(s) Algueirão - Mem Martins 
       
 Parede (c)
(s) Portela de Sintra 
       
 S. Pedro Estoril (c)
(s) Sintra 
       
 S. João Estoril (c)
 
       
 Estoril (c)
(c) Cascais 
       
 Monte Estoril (c)

Linhas: a L.ª Alentejoc L.ª Cascaisz L.ª Cintura
n L.ª Norteo L.ª Oestes L.ª Sintrau L.ª Sul7 C.ª 7 R.
(*) vd. Campolide-A (**) vd. Pass. Sup. Alcântara

Fonte: Página oficial, 2013.02
(nomes das estações de acordo com a fonte)

Localização e acessosEditar

A estação está construída num viaduto sobre as avenidas da República e 5 de Outubro, e a entrada principal faz-se pela Rua Dr. Eduardo Neves, uma transversal entre estas duas avenidas de Lisboa.[1]

Vias e plataformasEditar

Em Janeiro de 2017, possuía 4 vias de circulação, com 320 a 325 m de comprimento útil, 310 m de plataformas com uma altura de 90 cm. [2]

ArquitecturaEditar

A concepção da nova estação de Entrecampos foi condicionada pelo facto do edifício se situar num viaduto sobre uma das mais importantes artérias da cidade de Lisboa, o que lhe aumentava a visibilidade e a importância no contexto urbano.[3] Assim, decidiu-se que a estação deveria ser construída como um objecto urbano, que serviria de exemplo da integração de várias artes plásticas.[3] O interior do edifício está dividido em três partes, a primeira situada ao nível do solo e que serve de acesso, a segunda em mezanino, que é utilizada para distribuição, e a terceira, onde se situa a gare ferroviária, com as plataformas.[3] O piso térreo e o mezanino, devido à sua importância como os locais de acesso entre a estação e o resto da cidade, foram construídos com paredes de vidro, de forma a se poder ver o movimento das pessoas, que constitui também parte da composição arquitectural.[3] Quanto ao nível da gare, este foi concebido de forma a dar um ambiente industrial, através do uso predominante do aço como material.[3]

ServiçosEditar

Em 2012, Entrecampos é a mais movimentada de todas as estações ferroviárias portuguesas, com 405 comboios (no total dos dois sentidos) em cada dia útil, mas apenas com mais quatro combóios diários que Sete Rios, a estação seguinte da Linha de Cintura no sentido poente. O grosso deste movimento é constituido pelos combóios suburbanos da região de Lisboa, mas a estação é igualmente servida por alguns comboios nacionais, incluindo todos os que ligam Lisboa ao sul de Portugal. Em 2012 paravam na Estação de Entrecampos os seguintes combóios:

Transporte ferroviárioEditar

Serviço Municípios Servidos
CP Longo Curso
Intercidades
Almada, Palmela, Vendas Novas, Montemor-o-Novo, Évora, Alvito, Cuba, Grândola, Ourique, Odemira, Silves, Albufeira, Loulé e Faro
CP Regional
Regional e InterRegional
Lisboa, Sintra, Mafra, Torres Vedras, Bombarral, Óbidos, Caldas da Rainha, Nazaré, Alcobaça, Marinha Grande, Leiria, Pombal, Figueira da Foz, Soure, Montemor-o-Velho e Coimbra
CP Urbano
Linha de Sintra
Lisboa, Amadora, Oeiras e Sintra
CP Urbano
Linha da Azambuja
Lisboa, Loures, Vila Franca de Xira e Azambuja
Fertagus
Almada, Seixal, Barreiro, Palmela e Setúbal

Urbanos de LisboaEditar

    CP Urbanos de Lisboa
 
Sintra ↔ Oriente
 
Sintra ↔ Alverca
(excepto fins-de-semana e feriados)
 
Alcântara - Terra ↔ Castanheira do Ribatejo
(excepto fins-de-semana e feriados)
 
Alcântara - Terra ↔ Azambuja
(apenas primeiro e último comboio do dia, excepto fins-de-semana e feriados)

  Estações ferroviárias servidas dentro de LisboaEditar

FertagusEditar

    Fertagus
 
Setúbal ↔ Roma-Areeiro
 
Coina ↔ Roma-Areeiro

RegionalEditar

    CP Regional
 
Lisboa - Santa Apolónia ↔ Leiria
 
Lisboa - Santa Apolónia ↔ Caldas da Rainha
 
Lisboa -Santa Apolónia ↔ Torres Vedras

Longo CursoEditar

    CP Longo Curso
 
Porto - Campanhã ↔ Faro
 
Lisboa - Oriente ↔ Évora
 
Lisboa - Oriente ↔ Faro

Padrão de serviços de comboioEditar

Estação anterior   Comboios de Portugal Estação seguinte
Sete Rios
Direção Sintra
  CP Lisboa
Linha de Sintra
  Roma-Areeiro
Direção Oriente / Alverca1
Sete Rios
Direção Alcântara-Terra
  CP Lisboa
Linha da Azambuja
  Roma-Areeiro
Direção Castanheira do Ribatejo1 / Azambuja2
Sete Rios
Direção Leiria / Coimbra
  CP Regional
Linha do Oeste
  Santa Apolónia
Terminal
Sete Rios
Direção Faro / Évora
  Intercidades
Linha do Sul
  Lisboa - Oriente
Terminal
Pinhal Novo
Direção Faro
  Alfa Pendular
Linha do Sul
  Lisboa - Oriente
Direção Porto - Campanhã
  Fertagus
Sete Rios
Direção Setúbal / Coina
  Fertagus
Linha do Sul
  Roma-Areeiro
Terminal

1Excepto fins-de-semana e feriados

2Apenas primeiro e último comboio do dia, excepto fins-de-semana e feriados

Transportes urbanosEditar

 CarrisEditar

  Metropolitano de LisboaEditar

  AeroBusEditar

 
Horário de 1933 da Linha do Norte, onde esta gare surge com a categoria de apeadeiro, e o nome de Entre-Campos.

HistóriaEditar

A estação de Entrecampos situa-se no troço da Linha de Cintura entre Benfica e Santa Apolónia, que entrou ao serviço no dia 20 de Maio de 1888, pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.[4]

Em 1 de Janeiro de 1925, a Gazeta dos Caminhos de Ferro noticiou que já tinham sido concluídas as obras no apeadeiro de Entrecampos, melhorando as suas condições de serviço.[5]

Em 1932, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses estava a planear a construção de uma estação em Entrecampos, de forma a substituir a Gare do Rossio.[6]

Em 4 de Outubro de 1948, foi organizada uma viagem experimental entre as estações de Entrecampos e Vila Nova de Gaia, de forma a testar uma das novas locomotivas a gasóleo que tinham sido encomendadas pela C. P..[7] O comboio era formado pela locomotiva 101 e várias carruagens, e demorou cerca de quatro horas no percurso.[7]

Em 13 de Julho de 1949, a Câmara Municipal de Lisboa aprovou o projecto para o Viaduto de Entrecampos, que transportava a via férrea sobre a Avenida da República.[8] Em 25 de Outubro desse ano, foi organizado um comboio especial de Queluz ao Luso, para transportar o General Franco numa visita a Portugal.[9] Na viagem de regresso a Lisboa, os ministros do Interior e das Comunicações desceram no apeadeiro de Entrecampos.[9]

Na primeira metade do Século XX, foi instalada uma marquise sobre a gare dos passageiros.[10]

Em 15 de Janeiro de 1953, chegou a Entrecampos uma nova automotora a gasóleo para a C. P., que se deslocou pelos próprios meios desde a fronteira.[11]

Em finais de 1992, iniciou-se o concurso público de pré-qualificação para o Eixo Ferroviário Norte - Sul, projecto que tinha como objectivo desenvolver e ligar as redes de caminhos de ferro suburbanas de Lisboa nas duas margens do Tejo, de forma a permitir a circulação dos comboios de longo curso e suburbanos entre as duas margens.[12] Este projecto incluiu a construção e modernização de vários troços, edificação e ampliação de estações, e a instalação das vias férreas na Ponte 25 de Abril.[12] No caso da Linha de Cintura, devia ser quadruplicada a via férrea já existente, e construídos novos edifícios em várias estações, incluindo Entrecampos, que ficaria ligada ao Metropolitano de Lisboa.[12] Em 1993, entrou ao serviço a interface entre os comboios da CP e o Metropolitano de Lisboa em Entrecampos.[13] A nova gare intermodal de Entrecampos foi projectada e construída pelo Gabinete do Nó Ferroviário de Lisboa e pela Rede Ferroviária Nacional, para servir os comboios da CP e da Fertagus.[14] Em Julho de 1999, a estação de Entrecampos passou a ser servida pelos comboios da Fertagus.[15]

Ver tambémEditar

Referências

  1. «Entrecampos». Comboios de Portugal. Consultado em 18 de Novembro de 2014. 
  2. «Directório da Rede 2012». Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. 80 páginas 
  3. a b c d e LAND et al, p. 306
  4. TORRES, Carlos Manitto (16 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1682). p. 61-64. Consultado em 31 de Março de 2017. 
  5. «Efemérides» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 51 (1235). 1 de Junho de 1939. p. 281-284. Consultado em 5 de Setembro de 2018. 
  6. MARTINS, Rocha (1 de Novembro de 1932). «Como nasceu a Estação do Rossio» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 45 (1077). p. 513-514. Consultado em 31 de Março de 2017. 
  7. a b «A primeira locomotiva eléctrica da C. P. já fez, com grande êxito, duas viagens experimentais» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 60 (1460). 16 de Outubro de 1948. p. 550-551. Consultado em 5 de Setembro de 2018. 
  8. MARTINS et al, 1996:263
  9. a b «Figuras Ferroviárias: Engenheiro José de Sousa Nunes» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 69 (1639). 1 de Abril de 1956. p. 179. Consultado em 20 de Dezembro de 2016. 
  10. NUNES, José de Sousa (16 de Junho de 1949). «A Via e Obras nos Caminhos de Ferro em Portugal» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 62 (1476). p. 418-422. Consultado em 5 de Setembro de 2018. 
  11. «Novo material para a C. P.» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 65 (1562): 454. 16 de Janeiro de 1953. Consultado em 5 de Setembro de 2018. 
  12. a b c MARTINS et al, 1996:216-127
  13. REIS et al, 2006:150
  14. REIS et al, 2006:229
  15. «Estação de Entrecampos». Fertagus. Consultado em 31 de Março de 2017. 

BibliografiaEditar

  • LAND, Carsten; HUCKING, Klaus; TRIGUEIROS, Luiz (2005). Arquitectura em Lisboa e Sul de Portugal desde 1974. Lisboa: Editorial Blau. 179 páginas. ISBN 972-8311-17-6 
  • MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 
  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 

Leitura recomendadaEditar

  • ANTUNES, J. A. Aranha; et al. (2010). 1910-2010: o caminho de ferro em Portugal. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e REFER - Rede Ferroviária Nacional. 233 páginas. ISBN 978-989-97035-0-6 
  • CERVEIRA, Augusto; CASTRO, Francisco Almeida e (2006). Material e tracção: os caminhos de ferro portugueses nos anos 1940-70. Col: Para a História do Caminho de Ferro em Portugal. 5. Lisboa: CP-Comboios de Portugal. 270 páginas. ISBN 989-95182-0-4 
  • SALGUEIRO, Ângela (2008). A Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses: 1859-1891. Lisboa: Univ. Nova de Lisboa. 145 páginas 
 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre a Estação de Entrecampos

Ligações externasEditar